O romance Senhora, publicado em 1875, é uma das obras mais representativas da ficção de José de Alencar. Nessa obra encontramos a formulação do ideal do amor romântico: o amor verdadeiro e absoluto, quando pode se realizar, leva ao casamento feliz e indissolúvel.
Isso se confirma pelo fato de:
Esta folha branca
me proscreve o sonho,
me incita ao verso
nítido e preciso.
Eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse.
Como não há noite
cessa toda fonte;
como não há fonte
cessa toda fuga;
como não há fuga
nada lembra o fluir
de meu tempo, ao vento
que nele sopra o tempo.
NETO, João Cabral de Melo. A psicologia da composição II. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 93-94.João Cabral de Melo Neto, poeta da terceira fase do Modernismo, distancia-se dessa geração ao criar uma poesia singular.
Isso se comprova, no texto, por meio
Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-virtude – em
disfarçados urinóis.)
[...]
Poesia, te escrevo
agora: fezes, as
fezes vivas que és.
Sei que outras
palavras és, palavras
impossíveis de poema.
Te escrevo, por isso,
fezes, palavra leve
MELO NETO, João Cabral de. Psicologia da composição. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 101.Esses versos são de João Cabral de Melo Neto, poeta cronologicamente situado na chamada Geração de 45 (Modernismo brasileiro). A sua poesia afasta-se dessa geração ao revelar uma atitude peculiar em face do fazer poético.
Isso se comprova, no texto, através
UM ROMANCE PARA DECIFRADORES
Romance d´A Pedra do Reino não é leitura para ser feita às carreiras. É livro de decifrar, de palmilhar página a página, em compasso de quem anda pelos descaminhos do sertão sob um sol abrasador. O estilo da obra de Ariano Suassuna é difícil de definir. Seria cordel, novela de cavalaria, autobiografia, exorcismo de um trauma passado, história de amor, de ódio e de sangue, epopeia em prosa? O próprio personagem principal, Dom Pedro Dinis Quaderna, dá-nos a pista: é um castelo de sonho, “a obra máxima da raça brasileira”. Bem disse Raquel de Queiroz, no prefácio, que ler livro escrito por um erudito é o diabo. Ou você eleva o pensamento ao nível do visionário e delirante Quaderna (e da genialidade de seu autor), ou deixará a leitura inacabada. É de delírios, miragens de deserto, de legenda e sonho que trata essa obra. Da grandeza do homem mesmo diante da mesquinharia da vida.
A Idade Média nunca se acabou no sertão do Brasil. Em pleno século XIX do fim da monarquia, cangaceiros eram príncipes vingadores, beatos transmutavam-se em sábios merlins, prostitutas em misteriosas feiticeiras, sinhazinhasA Idade Média nunca se acabou no sertão do Brasil. Em pleno século XIX do fim da monarquia, cangaceiros eram príncipes vingadores, beatos transmutavam-se em sábios merlins, prostitutas em misteriosas feiticeiras, sinhazinhas
Andreia SantanaEsse texto faz uma análise sobre uma obra de Ariano Suassuna: Romance d’A Pedra do Reino. De acordo com o crítico Massaud Moisés, a obra segue fielmente a estrutura das novelas de cavalaria, particularmente A Demanda do Santo Graal.
Isso revela
Considere o seguinte fragmento de texto: “[...] Ariano Suassuna sempre se envolveu em grandes polêmicas por não aceitar a contaminação da cultura nacional pela cultura de massa, particularmente a norte-americana. Rejeitou a Bossa Nova (pela influência do jazz), o Tropicalismo (pelo uso de guitarras) e o Manguebeat (pela fusão rock-maracatu). Também recusou o Prêmio Sharp (por ter o nome de multinacional) e convites para trabalhar na Rede Globo como novelista.”
Disponível em: <http://www.revistacontinente.com.br>. Acesso em: 29 out. 2014.Isso quer dizer que a concepção de cultura e arte na visão de Ariano Suassuna é contrária
VANDALISMO
Augusto dos AnjosMeu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos...
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
Augusto dos Anjos apresenta em sua poesia a influência de várias estéticas literárias. Nesse soneto, observa-se a presença de vocabulário litúrgico (catedrais, templos, aleluia virginal, crenças etc.) e de recursos sonoros (rimas, aliterações, assonâncias etc.).
Isso evidencia no poema uma influência
Iracema, obra de José de Alencar, configura-se como um mito que dialoga intertextualmente com histórias mais recentes do cinema, tais como Pocahontase Avatar. Assinale a alternativa em que esse mito está corretamente descrito.
Iracema é a personagem que dá título ao romance indianista, de mesmo nome, de José de Alencar. A respeito dela NÃO É CORRETO afirmar que
Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).
Num trem de subúrbio
No trem de ferro vimo-nos, um dia,
E amarmo-nos foi obra de um momento,
Tudo rápido, como a ventania,
Como a locomotiva ou o pensamento.
– “Amo-te!”
– “Adoro-te!”
A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro.
Nosso amor, numa nuvem de poeira,
Tinha passado, como o trem de ferro.
(CAMPOS, Geir. Alberto de Oliveira – Poesia, Rio de Janeiro: Agir Editora, 1969.)Interpretando o poema, é correto afirmar que nessa obra está presente a
INSTRUÇÃO: As questões de 07 a 15 baseiam-se na obra Os ratos, de Dyonelio Machado, indicada para leitura prévia. Segundo o narrador da obra, “Naziazeno se julga ‘em débito’ com os homens, desde que vai ser salvo pela bondade dos homens. Ele é todo humanidade, solidariedade”. MACHADO, Dyonelio. Os ratos. 2. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010. p. 27. Assinale a alternativa em que o fato apontado CONTRADIZ essa afirmativa.