INSTRUÇÃO: As questões de 07 a 15 baseiam-se na obra Os ratos, de Dyonelio Machado, indicada para leitura prévia. Considere este trecho: “Ainda encara todo o mundo, pra ver se descobre o amigo. A coisa não é de perder tempo. Foi ao Andrade; não era com ele, é com Mister Rees, logo... Sente que é uma violência ao seu temperamento... Está aprendendo a ser...” MACHADO, Dyonelio. Os ratos. 2. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010. p. 61-62. Assinale a alternativa que ilustra CORRETAMENTE a mudança no comportamento de Naziazeno revelada nesse trecho.
INSTRUÇÃO: As questões de 07 a 15 baseiam-se na obra Os ratos, de Dyonelio Machado, indicada para leitura prévia. Assinale a alternativa em que o trecho apresenta o desfecho do pedido de dinheiro de Naziazeno ao diretor.
INSTRUÇÃO: As questões de 07 a 15 baseiam-se na obra Os ratos, de Dyonelio Machado, indicada para leitura prévia. “Está outra vez na sua infância... Uma tia – romântica! – lhe lê Paulo e Virgínia, e chora... Chora quantas vezes lê... (E ela só possui esse livro...).” MACHADO, Dyonelio. Os ratos. 2. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010. p.158. Nessa passagem, o narrador faz referência a uma experiência de leitura com o objetivo de
família do morto — sua respeitável filha e seu formalizado genro, funcionário público de promissora carreira; tia Marocas e seu irmão mais moço, comerciante com modesto crédito num banco — afirma não passar toda a história de grossa intrujice de bêbedos inveterados, patifes à margem da lei e da sociedade, velhacos cuja paisagem devera ser as grades da cadeia e não a liberdade das ruas, o porto da Bahia, as praias de areia branca, a noite imensa.
AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 16.Inserindo-se o fragmento no todo da obra, sobre o relacionamento de Vanda e Leonardo, é correto afirmar:
Era precisamente por ali que estacionava outro sanfonista que não esmolava nem era cego, e tocava apenas por amor à arte, ou talvez para chorar mágoas. E chorava-as tão bem que cada um que o cercava sentia as suas mágoas igualmente choradas. O artista se revelava por esta forma perfeito, extraindo, dos seus motivos individuais, melodias ajustadas às necessidades da alma dos circunstantes, que ali iam buscar expressão para sentimentos indefiníveis que os povoavam e só se traduziriam por frases musicais. [...] Proporcionando ao espírito válvulas por onde se evadem as emoções que o comprimem, a expressão – seja musical, literária ou plástica — alivia-o docemente.
ANJOS, Cyro dos. O amanuense Belmiro. São Paulo: Globo, 2006. p. 27-28.Inserindo-se o fragmento no todo da obra, está correto o que se afirma em
TEXTO:
12 de abril
Santa-Pia não é feio velho, nem muito velho; terá menos idade que eu. Arqueja um pouco, às vezes, mas pode ser bronquite. É meio calvo, largo de espáduas, as mãos ásperas, cheio de corpo.
Conhecemo-nos um ao outro, eu primeiro que ele, talvez porque a Europa me haja mudado mais. Ele lembra-se do tempo em que eu, colega do irmão, jantei com ele aqui na Corte. Já o irmão lhe havia falado de mim, recordando as relações antigas. Disse-me que daqui a três dias volta para a fazenda, onde me dará hospedagem, se quiser honrá-lo com a minha pessoa. Agradeci e prometi, sem prazo nem ideia de lá ir. Custa muito sair do Catete. Já é demais Petrópolis.
Está claro que lhe não falei da filha, mas confesso que se pudesse diria mal dela, com o fim secreto de acender mais o ódio — e tornar impossível a reconciliação. Deste modo ela não iria daqui para a fazenda, e eu não perderia o meu objeto de estudo. Isto, sim, papel amigo, isto podes aceitar, porque é a verdade íntima e pura e ninguém nos lê. Se alguém lesse achar-me-ia mau, e não se perde nada em parecer mau; ganha-se quase tanto como em sê-lo.
ASSIS, Machado de. Memorial de Aires. Disponível em: http:// pt.scrib.com/33762901/Maachdo- de- Assis-Memorial-de-Aires. Acesso em: 10 nov. 2013.Inserindo-se esse excerto no contexto geral da narrativa de Memorial de Aires, a alternativa em que se registra uma afirmativa improcedente é
Inserido no contexto do naturalismo brasileiro, o romance Ocortiço, de Aluísio Azevedo, adere às tendências dessa estética literária por apresentar
TEXTO
[1] Antes de partir para os castanhais havia muito tempo que tal fato não se dera, a não ser em alguma tarde
chuvosa. O Valadão, o vereador João Carlos, o juiz municipal e outros que não frequentavam a loja do Costa
e Silva, inficionada de heresia maçônica pela presença do professor Chico Fidêncio, vinham todas as tardes à
porta da coletoria trazer as novidades do dia e conhecer a opinião do dono da casa, levando a dedicação ao
[5] ponto de ali ficarem palestrando quando o coletor, a pretexto da necessidade de comprar alguma coisa, fazia
uma investida ao antro do maçonismo, para mostrar àquele patife do Fidêncio que não tinha medo das suas
críticas ferinas.
Mas agora, depois da volta dos castanhais, o capitão Mendes da Fonseca, sentado na sua cadeira de
braços, fumando gravemente no seu cachimbo de taquari, notava a falta dos amigos, e não podia deixar de a
[10] relacionar com as notícias trazidas pelo Belém, e que ameaçavam claramente o seu prestígio e a sua posição
na sociedade de Silves.
(SOUSA, Inglês de. O Missionário. São Paulo: Martin Claret, 2010. p. 222).Inglês de Sousa é um autor:
TEXTO
[1] Dançava-se a quatragem no mutirão da tia Umbelina.
Margarida estava sentada junto de Eugênio, de cujo lado não se arredara desde que este havia chegado.
Ia-se formar nova roda de dançadores; Luciano, que tinha a viola em punho, dirigiu-se a Margarida, e
convidou-a para a dança. Ela recusou-se protestando já ter dançado muito e achar-se fatigada.
[5] – Então venha esse mocinho, que aí está com a senhora — disse Luciano.
Com este convite o rapaz procurava mesmo ocasião de travar-se de razões com o estudante, a fim de
desabafar o ciúme e o despeito que por dentro o corroíam.
– Eu não sei dançar — respondeu Eugênio com timidez.
– Deveras!... não me diga isso, moço; isso é desculpa; falta-nos uma pessoa; venha... não se faça de
[10] rogado.
– É deveras; não sei dançar, nunca dancei em dias de minha vida.
– Então para que vem a estas funções?...
– Ora essa é boa!... para ver...
– Como quem vem aqui ver... mas ah! já o estou conhecendo; o senhor não é aquele coroinha, que
[15] ultimamente tem ajudado à missa ao vigário lá na vila?
– É ele mesmo — acudiu Margarida, que já se impacientava com as grosserias —, é o filho do Sr. capitão
Antunes.
– Do capitão Antunes?... ah!... e o que vem ele aqui fazer?... decerto aqui veio fugido de casa, e há de ser
benfeito que o pai lhe passe uma dúzia de bolos, quando souber que já anda metido em súcias...
(GUIMARÃES, Bernardo. O seminarista. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 70-1).Influenciou essa Escola com o seu pensamento:
— Recusei a mão de minha filha, porque o senhor e...
filho de uma escrava.
— Eu?
— O senhor é um homem de cor!... Infelizmente esta é a verdade...
Raimundo tornou-se Iívido. Manoel prosseguiu, no fim de um silêncio:
— Já vê o amigo que não é por mim que lhe recusei Ana Rosa, mas é por tudo! A família de minha mulher sempre foi muito escrupulosa a esse respeito, e como ela é toda a sociedade do Maranhão! Concordo que seja uma asneira; concordo que seja um prejuízo tolo! O senhor porém não imagina o que é por cá a prevenção contra os mulatos!... Nunca me perdoariam um tal casamento; além do que, para realizá-lo, teria que quebrar a promessa que promessa que
fiz a minha sogra, de não dar a neta senão a um branco de lei, português ou descendente direto de portugueses!
Influenciada pelo ideário cientificista do Naturalismo, a obra destaca o modo como o mulato era visto pela sociedade de fins do século XIX. Nesse trecho, Manoel traduz uma concepção em que a