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LiteraturaUNICENTRO2013

Leia as assertivas abaixo a respeito da obra Contos Novos, de Mário de Andrade, e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a(s) correta(s).

I. Nos contos Primeiro de Maio, Nélson e Atrás da catedral de Ruão, os protagonistas não possuem nome, fato que marca a reificação da existência humana na sociedade contemporânea.
II. Os contos Frederico Paciência, No Tempo da Camisolinha e Atrás da Catedral de Ruão têm como foco narrativo a infância, a adolescência e a maturidade do autor e retratam a descoberta da sua sexualidade.
III. Em Vestida de Preto e, posteriormente, em Frederico Paciência, Juca tem suas primeiras relações amorosas, assumindo sua bissexualidade por meio de relações com Maria e Frederico, respectivamente.

IV. Os contos O Poço, O Ladrão e Nelson denunciam injustiças sociais, revelam conflitos entre o homem e o mundo e abordam a problemática existencial das personagens.

Está(ão) correta(s)

LiteraturaITA2009

Quando comparamos a ficção romântica de José de Alencar com as obras realistas de Machado de Assis, é possível diferenciá-las em muitos pontos, tais como:

I. A ficção romântica, em geral, termina com a união do casal no casamento (como em Senhora, em que a união do casal só se realiza no fim do livro), ao passo que a narrativa realista costuma terminar com a dissolução do casamento (como em Dom Casmurro).

II. Na ficção romântica, é visível que tudo gira em torno do sentimento amoroso (como em Senhora), mas na ficção realista o que se percebe é muito mais erotismo que amor (como em Memórias póstumas de Brás Cubas, em que há o envolvimento adúltero de Virgília e Brás Cubas).

III. Os protagonistas das obras românticas são muito virtuosos (como Peri em O Guarani), já os protagonistas das obras realistas são comuns (como em Dom Casmurro).

IV. As obras românticas são sempre localizadas no passado histórico (como em O Guarani), enquanto as realistas são invariavelmente localizadas no presente (como em Quincas Borba).

Está(ão) correta(s)

LiteraturaUEMS2009

Leia as afirmativas que se seguem sobre O aprendiz de feiticeiro, de Mario Quintana:

I. Revela a multiplicidade do estilo de seu autor, porque nele se encontram a liberdade formal e o domínio da métrica, os elementos do cotidiano e a exploração da fantasia.

II. É o resultado de um processo que envolve imaginação e trabalho intelectual. Nele aparecem temas recorrentes na obra de Quintana, como a infância e a morte.

III. Reflete o processo de criação artística, fato que se verifica nos textos metapoéticos que se inserem no livro, como O poema, Casas e Obsessão do mar oceano.

Está(-ão) correta(s):

LiteraturaUEMS2009

Considere os versos e as afirmativas que seguem:

“Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma flor.”

I. O poeta compara a sua tarefa com a do ourives, aquele que trabalha com a fabricação de artefatos de ouro.

II. Os versos dessa estrofe destacam a preocupação do poeta com a injustiça social, representada pelo ouro, que somente os poderosos possuem.

III. A estrofe faz parte da Profissão de fé, de Olavo Bilac, poema de temática essencialmente religiosa.

Está(-ão) correta(s):

LiteraturaPUC-Campinas2015

Reveste-se de excepcional importância a inauguração, segunda-feira próxima, do aparelhamento de televisão das Emissoras Associadas, de São Paulo [...]. Santos, Campinas, Jundiaí e demais cidades localizadas num raio de oitenta quilômetros também foram beneficiadas, e, assim, milhões de pessoas poderão ser servidas pela TV “Associada”, a primeira a entrar em funcionamento em toda a América do Sul. [...] Ligando intimamente a televisão “Associada” à poesia, será madrinha do moderno equipamento a poetisa Rosalina Coelho Lisboa Larragoiti, devendo, também, ser catada, na ocasião, pela primeira vez a Canção da TV escrita especialmente pelo poeta Guilherme de Almeida e pelo maestro Marcelo Tupinambá. Será entregue oficialmente ao público paulista a estação televisora das "Emissoras Associadas".

(Diário de São Paulo, 16 de setembro de 1950. Apud CALDEIRA, Jorge (org) Brasil. A história contada por quem viu. São Paulo: Mameluco, 2008, p. 525)

Esta reportagem, datada de 1950, situa-se no início de uma década na qual, além das primeiras transmissões de TV no Brasil, ocorreram outros passos no rumo da modernização. Na literatura, é marcante a consagração de um poeta e de um ficcionista,

LiteraturaUFRR2009

“No período romântico, a Literatura de cada nação européia buscava freqüentemente colocar em evidência seus respectivos heróis nacionais, representados por reis e cavaleiros andantes medievais. (...) Assim como os europeus buscavam um herói que representasse suas origens nacionais, alguns autores brasileiros faziam o mesmo.”

(José Luis Jobim e Roberto Acízelo de Souza. Iniciação à Literatura Brasileira, p. 115)

Esta reflexão se refere ao:

LiteraturaPUC-Campinas2011

Leio neste número 45 da revistaHistória viva a abertura do artigo de Emmanuel Bourassin.

O mercenarismo existe há milênios. Em todas as épocas, reis e Estados contrataram estrangeiros para suprir a falta de efetivos ou servir no corpo de segurança dos soberanos. Os egípcios tinham às suas ordens os guerreiros dos povos do mar e os núbios. Cartago quase sucumbiu à revolta de seus mercenários e Roma, desde o império dos Doze Césares, contratava bárbaros, francos, númidas e godos, o que acabou sendo sua perdição.

Fico imaginando se foi a propagação do sentimento nacionalista que deixou em baixa ou suprimiu de vez o fenômeno do mercenarismo. No Brasil, terá ele existido? Pergunto-me se jagunços e cangaceiros terão sido, vez ou outra, mercenários. Afora isso, não consigo imaginar o tecido nacionalista que se estendeu desde nossa pré-Independência até o modernismo de 22 sendo rompido pelo recurso a forças estrangeiras − a não ser para serem culturalmente devorados pelo antropófago Oswald de Andrade. (Nuno Cordeiro do Amaral, inédito)

Esta proposição é reveladora do espírito do Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade:

LiteraturaUNIPE2017

“O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consolase mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos que me restam são de data recente; todos os antigos foram estudar a geologia dos campos-santos. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.”

(Fragmento de Dom Casmurro, Machado de Assis)

Está incorreto o que se diz em

LiteraturaUPF2013

Leia as seguintes afirmações sobre a obra Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto.

I. A obra, inicialmente, tem um caráter dramático, que depois se transforma em cômico, pois Policarpo Quaresma perde, no decorrer da narrativa, a consciência crítica frente à realidade brasileira.

II. Tanto o plano narrativo, que relata os percalços do brasileiro em sua pátria, quanto o plano crítico, que enfoca os limites da ideologia, destacam de forma singular a personalidade literária do autor, em que se reconhece a inteligência como uma força atuante.

III. Ao final na narrativa, Policarpo Quaresma se entristece, pois pensa na falta de sentido do conhecimento que alcançara a respeito da realidade nacional e constata que não conseguira transmitir a alguém sua percepção crítica.

Está incorreto apenas o que se afirma em:

LiteraturaPUC-Campinas2011

É certo que a República vai torta;

Ninguém nega a duríssima verdade.

Da pátria o seio a corrupção invade

E a lei, de há muito tempo, é letra morta.

[...]

Os motivos do mal não são mistério:

É que a gentinha que governa agora

É o rebotalho que sobrou do Império.

(Bastos Tigre, apud Elias Thomé Saliba. Raízes doriso. S. Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 97 e 98)

Está INCORRETA a seguinte observação sobre os versos: