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LiteraturaUCS2012

Leia o fragmento do poema “Um boi vê os homens”, de Carlos Drummond de Andrade, no qual um boi descreve suavisão em relação aos seres humanos.

[...] Têm, talvez,

certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem

perdoar a agitação incômoda e o translúcido

vazio interior que os torna tão pobres e carecidos

de emitir sons absurdos e agônicos: desejo, amor, ciúme

(que sabemos nós), sons que se despedaçam e tombam no campo

como pedras aflitas e queimam a erva e a água,

e difícil, depois disto, é ruminarmos nossa verdade.

(ANDRADE, C. D. de, 1992 apud ABAURRE, M. L. M.; PONTARA, M. Literatura brasileira: tempos, leitores e leituras. São Paulo: Moderna, 2005. p. 548.)

Em relação ao fragmento, considere as seguintes afirmações. I Nesse texto, a clássica relação entre racionalidade e irracionalidade se subverte. II A “queima da água” é uma metonímia que simboliza o poder de autodestruição que o homem possui. III O eu-lírico sugere que o descaso da sociedade com os recursos naturais é consequência do vazio interior. Das afirmativas acima, pode-se dizer que

LiteraturaUCS2013

Leia o fragmento do romance Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão.

Tentaram tudo para eliminar esse cheiro de morte e decomposição que nos agonia continuamente. Será que tentaram? Nada conseguiram. Os caminhões, alegremente pintados em amarelo e verde, despejam mortos, noite e dia. Sabemos, porque tais coisas sempre se sabem. É assim.

(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não verás país nenhum. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, p.11.)

Em relação ao fragmento e à obra, é correto afirmar que

LiteraturaUNISA2020

Para responder a questão, leia a crônica “Lênin sim, Cauby não”, de Moacyr Scliar.

É o último reduto do marxismo-leninismo, diziam os amigos, e isso para ele era motivo de orgulho: realmente, a pequena livraria tinha um enorme estoque das obras de Marx, Engels, Lênin, Stalin, Mao. Munição para muitas revoluções, segundo a sua visão.

O problema é que essa munição não saía do paiol. Ninguém comprava os livros. Coisa que o deixava revoltado — é um mundo de alienados, este nosso — mas, de certa forma, satisfeito: no fundo, não queria separar-se daquelas obras que evocavam a sua vida de militante.

Claro que precisava viver, mas isso resolvia de outra maneira: havia, no pequeno recinto, uma seção de CDs populares, e para aquilo sim, havia procura. Cauby Peixoto, por exemplo, vendia como pão quente.

Tudo mudou quando o rapaz começou a frequentar a livraria. Era um rapaz magro, de óculos, que andava sempre de impermeável, por mais calor que fizesse. Vinha, não dizia nada, ficava folheando os livros. Depois ia embora sem dizer nada. Não demorou muito para que ele fizesse o diagnóstico: o jovem estava surrupiando a literatura revolucionária.

Dedução simples: os livros não se vendiam, mas estavam sumindo. De outra parte, não eram muitos os frequentadores do sebo. E sobretudo, não eram muitos os que vinham ali de capa — cuja finalidade era óbvia.

Depois de muito hesitar, acabou interpelando o rapaz. Tentou fazer a coisa com jeito, para não ofendê-lo. Para sua surpresa, o garoto não apenas admitiu os furtos, como os justificou:

— Estou apenas procedendo a uma divisão da riqueza intelectual que você concentrava aqui no sebo, como outros concentram a renda. Ou você não sabe que, como diz Proudhon, a propriedade privada é um roubo?

O dono da livraria teve de concordar. Exigiu apenas que o jovem levasse só um livro de cada vez, para não liquidar o acervo. E esse acordo funcionou muito bem. Até o dia em que o rapaz, vítima de súbita tentação, furtou um CD do Cauby. O homem então expulsou-o, indignado. Roubar Lênin tudo bem, era um ato revolucionário. Mas roubar o Cauby nada tinha de progressista. E, sem discos de Cauby, do que iria ele viver?

(www.folha.uol.com.br, 16.11.1998.)

Em relação ao fato de que ninguém comprava as obras marxistas-leninistas, o dono da livraria se sentia

LiteraturaUFU2012

—Senhores— exclamou.— Morreu Ivan Ilitch.

—Não é possível!

—Está aqui. Pode ler — disse Piotr Ivanovich, passando o jornal que

ainda cheirava a tinta a Fiodr Vassilyevich.

TOLSTOI, L. A morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre: L&PM, 1999, p. 5.

Em relação ao diálogo acima, depreende-se que

LiteraturaUniCesumar2017

Atente para esta passagem do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa:

- Mas, será que Deus vai ter pena de mim, com tanta ruindade que fiz, e tendo nas costas tanto pecado mortal?!

- Tem, meu filho. Deus mede a espora pela rédea, e não tira o estribo do pé de arrependido nenhum.

São falas de Nhô Augusto e de um padre, nas quais se reflete

I. a disposição do protagonista, um homem de passado cruel e violento, de se regenerar diante de Deus.

II. a disposição do padre em lançar mão de uma linguagem em que os valores morais se encarnam no cotidiano de um sertanejo.

III. o acerto profético do padre: Nhô Augusto será capaz de sacrificar-se generosamente, lutando pelo mais fraco e redimindo-se de seus pecados.

Em relação ao conto, está correto o que consta em

LiteraturaUNIOESTE2019

Em relação ao conto Desenredo, de João Guimarães Rosa, qual das alternativas NÃO é procedente?

LiteraturaEsPCEx2019

Em relação ao Classicismo, que se desenvolveu durante o século XVI, marque a alternativa correta.

LiteraturaUCS2014

Em relação ao Arcadismo, é correto afirmar que

LiteraturaFMC2017

Uma das contribuições mais importantes para o pensamento brasileiro, no sentido de uma renovação nas interpretações do que era o Brasil, é o livro de Euclides da Cunha ''Os sertões''. Publicado em 1902, o autor mostra a necessidade de entender o Brasil através da dualidade costa/interior.

Em relação à temática abordada nesse livro, conclui-se que:

LiteraturaFDV2015

Em relação a sua filiação aos estilos de época, é possível afirmar sobre O Livro de Cesário Verde: