“Incompreensível mulher! / A noite a vira bacante infrene, calcando aos pés lascivos o pudor e a dignidade, ostentar o vício na maior torpeza do cinismo, com toda a hediondez de sua beleza. A manhã a encontrava tímida menina, amante casta e ingênua, bebendo num olhar a felicidade que dera, e suplicando o perdão da felicidade que recebera.” (José de Alencar, em Lucíola)
Em relação ao romance Lucíola, considere as seguintes afirmativas: 1. Para Lúcia, a prostituição funciona como autopunição, na medida em que reforça o sentimento de culpa pela pureza perdida e valorizada. 2. O idealismo romântico convive com a aguda percepção da importância da posição social, do conflito entre dinheiro e virtude e com o realismo das descrições sem reticências. 3. O romance de Alencar coloca a literatura em relevo, através das obras citadas, da crítica de Lúcia à Dama das Camélias e da referência às leituras permitidas às mulheres. 4. O abandono da vida anterior não é purificação suficiente, razão pela qual o corpo manchado pelo vício deve morrer junto com o fruto do amor impossível. Assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.
– Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a conta menor
que tiraste em vida.
– É de bom tamanho,
nem largo, nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
(MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas para vozes. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. p. 108.)Em relação ao poema, é correto afirmar que
Leia o poema a seguir.
A instabilidade das coisas do mundo
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz, se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na luz, falta a firmeza,
Na formosura, não se dê constância,
E na alegria, sinta-se tristeza.
Começa o mundo, enfim, pela ignorância,
E tem qualquer dos bens, por natureza:
A firmeza, somente na inconstância.
(Gregório de Matos Guerra)Em relação ao poema e ao período literário do qual ele faz parte, é correto afirmar que
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Em relação ao poema de Oswald de Andrade, é correto afirmar que:
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma
volta atrás de casa
Passou um homem depois e disse: Essa volta
que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás de casa
Era uma enseada
Acho que o nome empobreceu a imagem.
(Manoel de Barros)
Em relação ao poema de Manuel de Barros, assinale a alternativa correta:
Leia este fragmento retirado da obra O Uraguai, de Basílio da Gama,
Fumam ainda nas desertas praias
Lagos de sangue tépidos e impuros
Em que ondeiam cadáveres despidos,
Pasto de corvos. Dura inda nos vales
O rouco som da irada artilheria.
Musa, honremos o Herói que o povo rude
Subjugou do Uraguai, e no seu sangue
Dos decretos reais lavou a afronta.
Ai tanto custas, ambição de império!
Fonte: GAMA, José Basílio da. O Uraguai. Rio de Janeiro: Agir, 1964, p.20-21.Em relação ao poema de Basílio da Gama, é INCORRETO afirmar que esse fragmento
Em relação ao narrador de Memórias de um sargento de milícias, é possível afirmar que:
Em relação ao momento histórico do Quinhentismo brasileiro, podemos afirmar que
Em relação ao livro de poemas Parangolivro, está INCORRETA a alternativa
Em relação ao livro “Sinestesis versus vida”, de Edson Andrade, assinale a alternativa INCORRETA.