Leia o fragmento do conto “O peru de Natal”, de Mário de Andrade.
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. (...) devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, duma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, (...) desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; (...) eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de “louco”.
(ANDRADE, M. de. Contos Novos. 13. ed. Belo Horizonte, Rio de Janeiro: Itatiaia, 1999. p. 71.)Em relação aos contos de Mário de Andrade e ao fragmento apresentado, assinale a alternativa correta.
Em relação aos contos da obra Felicidade clandestina, de Clarice Lispector, é correto afirmar que, no conto
Em relação aos contos da obra Cinco histórias do Bruxo do Cosme Velho, de Machado de Assis, é correto afirmar que
Eu queria usar palavras de ave para escrever.
Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem
nomeação.
Ali a gente brincava de brincar com palavras
tipo assim: Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!
[...]
O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de Fontes.
BARROS, Manoel de. Menino do mato. In: Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010. p. 449.Em relação ao trecho do poema acima e ao livro Menino do mato, assinale a alternativa correta.
Texto
Pela primeira vez, desde que começou essa minha migração forçada, tive vontade de chorar e fiquei um bom tempo com a cara virada pra fora, fungando, querendo esconder as lágrimas, fingindo que olhava pela janela, vendo vagamente passarem avenidas e prédios que não me diziam nada, uns com essa cara de luxo padronizado que se espalha igualmente de Dubai a Xangai passando até pelo “edifício mais alto do Brasil”, em João Pessoa, outros em construção ou abandonados, sei lá, com aspecto de ruína, tudo tão misturado que a gente fica sem saber se a cidade está nascendo ou morrendo.
REZENDE, Maria Valéria. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2014.Em relação ao Texto, é correto o que se afirma em:
Leia o texto:
A predominância da arte realista/naturalista na segunda metade do século XIX é absolutamente um simples sintoma da vitória do ponto de vista científico e do pensamento tecnológico sobre o espírito do idealismo e tradicionalismo.
O Realismo/Naturalismo vai buscar quase todos os seus critérios de probabilidade no empirismo das ciências naturais. Baseia o seu conceito de verdade psicológica no princípio de causalidade; na ideia de que todo fenômeno natural tem o seu lugar numa cadeia de condições e motivos; sua utilização de pormenores características, no método da observação científica em que não se despreza nenhum incidente. (...)
As origens políticas do Realismo/Naturalismo explicam em particular, as suas características antirromânticas e morais: a recusa de fugir à realidade e a exigência de absoluta honestidade na descrição dos fatos; o procurar conservar uma atitude impessoal e impassível como garantias de objetividade e de solidariedade social.
Em relação ao texto e seus conhecimentos sobre o realismo e o naturalismo marque a alternativa correta.
“[...] um romance histórico, que conta a saga de uma família libanesa, através da personagem Amina. Datado de final de século XIX, princípios do século XX, a história tem como pano de fundo a imigração libanesa. Relata, em primeira pessoa, a trajetória desta personagem que obrigada por eu pai a acompanhar seu tio a fugir, se dirige aos EUA e posteriormente ao Brasil onde passa por dias difíceis e situações complicadas expondo suas angústias e nos revelando o pensamento de uma oriental vivendo agora no ocidente.”
Em relação ao texto acima, assinale a alternativa correta.
Um mover de olhos, brando e piedoso,
sem ver de quê; um riso brando e honesto,
quase forçado; um doce e humilde gesto,
de qualquer alegria duvidoso;
Um despejo quieto e vergonhoso;
um repouso gravíssimo e modesto;
uma pura bondade, manifesto
indício da alma, limpo e gracioso;
Um encolhido ousar; uma brandura;
um medo sem ter culpa; um ar sereno;
um longo e obediente sofrimento:
Esta foi a celeste fermosura
da minha Circe, e o mágico veneno
que pôde transformar meu pensamento.
despejo: desembaraço, intrepidez
Circe: feiticeira que encanta Ulisses na Odisséia
Em relação ao soneto camoniano apresentado, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
Em relação ao romanceO filho eterno, de Cristovão Tezza, assinale a alternativa INCORRETA.
Em relação ao romance O filho eterno, de Cristovão Tezza, assinale a alternativa INCORRETA.