Em A hora da estrela, a história é contada
Em 1936, Sérgio Buarque de Holanda lança uma de suas mais famosas obras, Raízes do Brasil, em que sustenta um de seus mais conhecidos conceitos: “o homem cordial”. De maneira geral, tal conceito exprime a ideia de que:
Em 1909, o jornal parisienseLe Figaro, publicou um importante manifesto artístico, do italiano Filippo Tommasio Marinetti, que traz o seguinte texto em seu item 5: “Queremos cantar o homem ao volante, que percorre a Terra com a lança do seu espírito, traçando o círculo de sua órbita”. Esse trecho caracteriza bem o seguinte movimento de vanguarda europeia:
Texto V
O louro ou loureiro, importante condimento pertencente ao gênero Laurus, é originário do Mediterrâneo oriental. Ramos desta planta eram usados na Grécia antiga para confeccionar as famosas coroas com que eram agraciados os atletas ou outros heróis nacionais que se distinguiam excepcionalmente, costume estendido mais tarde à Roma dos Césares. Derivado do nome do gênero (Laurus) e de seu uso, originou- -se o termo vernáculo laureado.
(Adaptado: JOLY, A. B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. 10. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991. p. 290.)Em 1816, a Missão Francesa trouxe ao Brasil um sistema formal preestabelecido no que diz respeito à arte. Dentreas questões contempladas, a de caráter documental está presente, servindo tais registros para etnólogos, historiadores e botânicos, como é o caso da prancha (Fig. 7), cujo sistema formal se identifica, corretamente, com a estética
Estrada para o céu
Os ingênuos contos sertanejos desde muito lhes haviam revelado as estradas fascinadoramente traiçoeiras que levam a Inferno. Canudos, imunda antessala do Paraíso, pobre peristilo dos céus, devia ser assim mesmo – repugnante, aterrador, horrendo...
Entretanto, lá tinham ido, muitos, alimentando esperanças singulares. “Os aliciadores da seita se ocupam em persuadir o povo de que todo aquele que se quiser salvar precisa vir para Canudos, porque nos outros lugares tudo está contaminado e perdido pela República. Ali, porém, nem é preciso trabalhar, é a terra da promissão, onde corre um rio de leite e são de cuscuz de milho as barrancas.”
Chegavam.
Deparavam o Vaza-Barris seco, ou empanzinado, volvendo apenas águas barrentas das enchentes, entre os flanc entorroados das colinas...
Tinham esvaecida a miragem feliz; mas não se despeavam o misticismo lamentável...
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. São Paulo: Três, 1984Em “Os Sertões”, Euclides da Cunha relata as batalhas entre os homens liderados pelo beato Antônio Conselheiro e as tropas do governo republicano. Referente ao exceto acima, que
Em “O alienista”, verifica-se uma sátira, sobretudo,
Em “O alienista”, o narrador machadiano dirige-se, inúmeras vezes, diretamente ao leitor, conforme se observa em:
DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO
– Essa cova em que estás,
com palmos medida
é a conta menor
que tiraste em vida.
– É de bom tamanho,
nem largo nem fundo
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
– Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
– É uma cova grande
para teu pouco defunto
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
– É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
– É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.”
(MELO NETO, J.C. Morte e vida severina: auto de natal pernambucano. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 159-160)Em “Morte e vida severina”, João Cabral deMelo Neto recupera uma tradição medieval para traçar o percurso de mais um nordestino tangido pela seca. Por meio dele temos o duro testemunho de um personagem anônimo que percorre o agreste até o Capibaribe, mostrando-nos uma geografia de escassez e desolação que, ao final, é atenuada com um nascimento que representa a esperança cristã na vida. O trecho acima dramatiza o funeral de um lavrador e as vozes declamando representam:
Leia o poema “Boca Maldita”, de Ricardo Corona.
ter a língua solta
contradizer até o fim
ter a língua má
um não se faz um sim
dar à rasa razão
o mais raro sentido
manter a boca aberta
meter a boca no mundo
falar na hora errada
coisas certas que vêm do fundo
boca maldita não é beata
língua má não cria fungo
(Manuel da Costa Pinto (org.). Antologia comentada da poesia brasileira do século 21, 2006.)Em “Boca Maldita”, o eu lírico ________________ , o que nos permite relacionar esse poema às poesias ________________ . Para que este comentário esteja correto, as lacunas devem ser preenchidas respectivamente por:
Em “Ana Terra”, episódio de O tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, NÃO é verdadeira a alternativa: