Conhecem-se as diatribes de Gregório contra algumas autoridades da colônia, mas também palavras de desprezo pelos mestiços e de cobiça pelas mulatas. A situação de “intelectual” branco não bastante prestigiado pelos maiores da terra ainda mais lhe pungia o amor-próprio e o levava a estiletar às cegas todas as classes da nova sociedade.
(Alfredo Bosi, História Concisa da Literatura Brasileira)Dos versos abaixo atribuídos a Gregório de Matos, os que ilustram a passagem acima é:
Dos segmentos a seguir, extraídos de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, marque aquele que não traduz exemplo de zoomorfismo:
Dos romances Viagens na minha terra e Til, pode-se afirmar que
O ensaísta Roberto Schwarz alude ao fato de haver no país um descompasso ideológico, isto é, o desconcerto de uma sociedade escravista, mais as ideias importadas do liberalismo europeu. De onde a sensação de que, no Brasil, as ideias estão deslocadas em relação ao seu uso europeu: há um desacordo entre a situação local e o molde importado. As ‘nossas’ coisas, assim, não seriam nossas.
Dos itens abaixo, o exemplo literário que reflete o espírito do tema acima exposto é:
Dos enunciados abaixo, indique aquele cujo conteúdo não corresponde ao conto referido.
Dos elementos abaixo mencionados, aquele que não está presente na literatura de Gregório de Matos é:
“Quando Guimarães Rosa publicou seu primeiro livro, Sagarana, em 1946, duas vertentes assinalavam o panorama da ficção brasileira: o regionalismo e a reação espiritualista. A obra do escritor mineiro vai representar uma síntese feliz das duas vertentes. Como os regionalistas, volta-se para os interiores do país, pondo em cena personagens plebeias e 'típicas', a exemplo dos jagunços sertanejos. Leva a sério a função da literatura como documento, ao ponto de reproduzir a linguagem característica daquelas paragens. Porém, como os autores da reação espiritualista, descortina largo sopro metafísico, costeando o sobrenatural, em demanda da transcendência.”
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/352114-livro-explica-guimaraes-rosa-e-sua-principal-obra-leiacapitulo.shtml (adaptado).Dos contos da obra inaugural de Rosa, é correto afirmar que os três aspectos abordados no fragmento do artigo lido – regionalismo, linguagem inovadora e presença do sobrenatural -, aparecem, com destaque, no conto
Passadas tantas décadas, estamos de novo preocupados com a modernidade de 22. Os fragmentos futuristas de Miramar e a rapsódia de Macunaíma são apontados sempre como altos modelos de vanguarda literária. Mas e o que veio depois? Nas melhores obras de autores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, já se desfaz aquela mistura ideológica e datada de mitologia e tecnicismo que o movimento de 22 começou a propor e algumas vanguardas de 60 repetiram, até virarem em esquema e norma. Saber descobrir o sentido ora especular, ora resistente dessa literatura moderna sem modernismo é uma das tarefas prioritárias da crítica brasileira.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. “Moderno e modernista na literatura brasileira”. In: Céu, inferno. São Paulo: Ática, 1988, p. 126)Dos autores modernos citados no texto, caracteriza-se a produção de
Dona Lindoca, do conto “A policitemia deDona Lindoca”, de Monteiro Lobato, e Dona Morgadinha, da crônica “O Marajá”, de Luis Fernando Veríssimo, são personagens que têm em comum
Leia o trecho do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, para responder a questão.
Foi Domingas quem me contou a história da cicatriz no rosto de Yaqub. Ela pensava que um ciuminho reles tivesse sido a causa da agressão. Vivia atenta aos movimentos dos gêmeos, escutava conversas, rondava a intimidade de todos. Domingas tinha essa liberdade, porque as refeições da família e o brilho da casa dependiam dela.
A minha história também depende dela, Domingas.
(Dois irmãos, 2001.)Domingas é caracterizada como uma personagem