AprendiAprendi
LiteraturaUFU2012

Por tudo, percebe-se que o que ocorre de mais relevante, em Memórias Sentimentais de João Miramar, não é a história em si, mas como essa história é contada, a partir da crítica, da paródia, dos jogos de construções linguísticas, com onomatopeias, prosopopeias entre outras figuras de linguagem [...].

BARRETO, Cintia Cecília. Disponível em: <http://www.cintiabarreto.com.br/docs/miramarmacunaima-vidassecas.pdf>. Acesso em: 5 de julho de 2012

Diante da afirmação acima sobre Memórias Sentimentais de João Miramar, conclui-se que

LiteraturaUNCISAL2013

“No descomeço era o verbo.

Só depois é que o veio o delírio do verbo.

O delírio do verbo estava no começo, lá onde a

criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.

A criança não sabe que o verbo escutar não funciona

para cor, mas para som.

Então se a criança muda a função do verbo

ele delira.

E pois.

Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer

nascimentos –

o verbo tem que pegar delírio” (Manoel de Barros em O livro das ignorãnças).

Na poesia, duas constantes: o aprofundamento da reflexão sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão. Mantendo a tradição discursiva, temos a permanência de nomes consagrados [...] ao lado de novos poetas que procuram aparar as arestas em suas produções.

Verifica-se ainda a permanência da poesia concreta. O aproveitamento dos espaços em branco na folha de papel e dos recursos gráficos, a sonoridade das palavras, as relações entre significado e significante continuam a desafiar tanto poetas consagrados quanto jovens talentos.

Deve-se salientar, ainda, a importância da poesia marginal que se desenvolve fora dos grandes esquemas industriais e comerciais de produção de livro (José de Nicola, em Português – Ensino Médio). A tendência literária a que se refere o texto de Nicola e da qual é exemplo o poema de João de Barros é

LiteraturaPUC-Campinas2014

No século XVIII, emergiu nas Minas Gerais uma pequena elite, culta e letrada, que se ocupava de tarefas burocráticas e administrativas e se dedicava às artes e à literatura.

Atraída pelo ideal iluminista, essa elite foi protagonista de um surto literário inédito no Brasil, produzindo obras de natureza poética. Os poetas líricos Tomás Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa exaltavam a vida bucólica e os amores tranquilos, seguindo a tradição dos modelos clássicos, em um movimento literário que ficou conhecido como Arcadismo. Formados em Coimbra, Portugal, ambos ocupavam cargos públicos nas Minas Gerais e, em 1789, protagonizaram uma das primeiras conspiraç ões separatistas na colônia: a Conjuração Mineira.

(NAPOLITANO, Marcos; VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 293)

Deve-se associar ao Arcadismo, no Brasil, não apenas a paisagem bucólica e idealizada nos versos dos poetas, mas também

LiteraturaIFRR2016

Com base no texto previamente lido, Venha ver o pôr-do-sol de Lygia Fagundes Telles, responda a questão.

Determina a qualificação do texto Venha ver o pôr-do-sol:

LiteraturaUnit-AL2019

Em Os desvalidos, de Francisco J. C. Dantas circula uma infinidade de personagens (uns principais, outros secundário e outros de referência ou figurantes dentro da história. Entre eles, Coriolano, Manoel Silvério, Zé Queixada, Lampião, Maria Bonita, Corisco, coronel Gurgel, Azulão, Inácio da Catingueira, Janjão Devoto, Zuza do Mirante, Joaquim Perna-de-Velha, Zerramo, Chico Gabiru, João Coculo, Maria Melona, Anterão da Água Boa, Tio Filipe e dezenas e dezenas de outros.

Desses personagens, apenas quatro são os atores fundamentais da história de Francisco Dantas, que estão presentes na alternativa

LiteraturaPUC-SP2018

Entre os vários temas que dão forma ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, destaca-se o tema da loucura.

Desse tema NÃO se pode afirmar que

LiteraturaCESMAC2015

Desde o seu primeiro livro — Perto do coração selvagem — que Clarice Lispector (1926-1977) chamou a atenção da melhor crítica brasileira para os aspectos inovadores e de vanguarda da sua obra ficcional. Tendo vivido a sua infância no Recife, Clarice consagra algumas crônicas e contos a esse período da sua vida. No entanto, é com um romance publicado em 1977 — A Hora da Estrela — que ela coloca como o centro da estória não apenas uma personagem nordestina, mas também constrói uma das personagens mais marcantes da nossa literatura. Como se chama a personagem principal de A Hora da Estrela?

LiteraturaUSF2017

Desde a Carta de Caminha, escrita em 1500, até os dias de hoje, surgiram no Brasil grandes nomes da poesia, da prosa e da dramaturgia. A respeito da produção literária brasileira é correto afirmar que

LiteraturaUNESP2017

Desde já a ciência entra, portanto, no nosso domínio de romancistas, nós que somos agora analistas do homem, em sua ação individual e social. Continuamos, pelas nossas observações e experiências, o trabalho do fisiólogo que continuou o do físico e o do químico. Praticamos, de certa forma, a Psicologia científica, para completar a Fisiologia científica; e, para acabar a evolução, temos tão somente que trazer para nossos estudos sobre a natureza e o homem o instrumento decisivo do método experimental. Em uma palavra, devemos trabalhar com os caracteres, as paixões, os fatos humanos e sociais, como o químico e o físico trabalham com os corpos brutos, como o fisiólogo trabalha com os corpos vivos. O determinismo domina tudo. É a investigação científica, é o raciocínio experimental que combate, uma por uma, as hipóteses dos idealistas, e substitui os romances de pura imaginação pelos romances de observação e de experimentação.

(Émile Zola. O romance experimental, 1982. Adaptado.)

Depreendem-se do comentário do escritor francês Émile Zola preceitos que orientam a corrente literária

LiteraturaUNIFESP2018

Nesta obra, eu quis estudar temperamentos e não caracteres. Escolhi personagens soberanamente dominadas pelos nervos e pelo sangue, desprovidas de livre-arbítrio, arrastadas a cada ato de suas vidas pelas fatalidades da própria carne. Começa-se a compreender que o meu objetivo foi acima de tudo um objetivo científico.

(Émile Zola apud Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)

Depreendem-se dessas considerações do escritor francês Émile Zola, a respeito de uma de suas obras, preceitos que orientam a corrente literária