Depreende-se, da leitura de O santo e a porca, que Ariano Suassuna, ao dialogar com a tradição, retomando a comédia Aululária, de Plauto, e O avarento, de Moliére, recriando-as a partir de aspectos regionais e universais, associa
Durante cinco anos, em livros como Menino de engenho, Bangüê e Doidinho, o romancista nos trazia mais um caso da família do coronel José Paulino, mais uma vicissitude do engenho do Santa Rosa, mais um aspecto da existência nas lavouras de cana do Nordeste, e da indústria do açúcar. Com Usina esgotou o assunto. Sem se repetir, não poderia continuar a estudar o tema.
Que daria José Lins do Rego sem o açúcar, sem as recordações de infância? O romance Pureza foi a resposta do romancista, que permitiu aquilatar com segurança sua capacidade de criar livremente, sem o ponto de partida das evocações de gente e coisas familiares. (Adaptado de Lúcia Miguel Pereira, prefácio a Pureza, de José Lins do Rego. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956)Depreende-se desse trecho crítico que José Lins do Rego I. envolveu-se por algum tempo em uma produção ficcional de base memorialística, voltada para importante ciclo econômico nordestino. II. reiterou, no romance Pureza, a virtude de produzir obras ficcionais com base em experiências recolhidas de sua infância em engenhos de açúcar. III. tranquilizou, com o romance Pureza, quem já demonstrava preocupação com obsessões temáticas que vinham marcando sua obra. Em relação ao enunciado está correto o que se afirma em
A respeito de participação sua junto a um grupo de estudosformado em Osasco, constituído de jovens do subúrbio, no período da ditadura do governo Médici, relata o professor Alfredo Bosi:
Apresentei-me um tanto encabulado. (...) Por onde começar? Combinei que leríamos juntos Vidas secas de Graciliano Ramos. Foi uma revelação. A história de Fabiano, Sinha Vitória, os dois meninos e Baleia era a história de seus pais e avós. Os excluídos tinham mudado de chão e cumprido o destino que o fecho da novela lhes anunciara: chegaram a uma cidade do Sul. Aqueles jovens apartados do mundo da cultura letrada afinal reconheciam-se nas personagens que estavam servindo de tema para essa mesma cultura nas faculdades de Letras!
(Alfredo Bosi. Literatura e resistência. S. Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 263)Depreende-se da leitura do texto que, em Vidas secas,
O racionalismo econômico que acompanha passo a passo aindustrialização progressiva e a absoluta vitória do capitalismo, o progresso das ciências exatas e históricas e o cientificismo filosófico geral que com ele se relaciona – tudo isto prepara o caminho para a grande batalha contra o romantismo. A preparação e o desencadear dessa batalha são mais uma contribuição da geração de 1830 para o alicerçamento do século XIX. O romance naturalista, a mais original criação desse período, traduz o espírito não-romântico da nova geração. Tanto o racionalismo econômico como o pensar político em termos de luta de classes atribuem ao romance o estudo da realidade social e dos mecanismos sociopsicológicos.
(Arnold Hauser. História social da Literatura e da Arte. Trad. S. Paulo: Mestre Jou, 1972, v. II, p. 883-84)Depreende-se da leitura do texto que
VIRGÍNIA— Não tenho medo de ti...
ISMAEL — Tens. Eu sei que tens. (muda de tom) Por que odiaste
meus filhos?
VIRGÍNIA (recuando) — Não odiei teus filhos!
ISMAEL — Odiaste. Antes deles nascerem, quando estavam ainda
no teu ventre — tu já os odiava. Porque eram meus filhos... Levanta
o rosto! Minto? E porque eram pretos e se pareciam comigo. Tu
mesma disseste — que tinham o meu rosto...
RODRIGUES, Nelson. Anjo Negro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. p.51.Depois da leitura do fragmento acima, e, tendo em vista a questão do gênero dramático, conclui-se que
Observe a imagem a seguir.
Dentro do campo da arte, esta imagem consiste em um registro fotográfico contemporâneo que dialoga com as lendas trazidas pelos colonizadores e assimiladas pelas velhas cidades do Brasil. No campo da literatura, um outro registro é o conto de Cora Coralina cujo título é
Em Memórias Póstumas de Brás Cubas (2010), Machado de Assis inventa um personagem que depois de morto avalia sua vida.
Dentre seus projetos frustrados, podem-se citar
Já no final de A Queda de um Anjo (1865), de Camilo Castelo Branco, o personagem Brás Lobato vai a Sintra, região metropolitana de Lisboa, a serviço da esposa de Calisto Elói, para encontrar o protagonista do romance, depois de muito tempo sem vê-lo. Quando isso acontece, manifesta surpresa com as seguintes palavras: “— Em nome do Padre, do Filho, e do Espírito Santo! Coisa assim nunca os meus olhos esperaram ver! V. Exa. é outro homem! Eu estarei a dormir! — e esfregava os olhos, desconfiando seriamente que estava sonhando”.
Dentre os trechos a seguir, retirados do romance em questão, qual deles descreve corretamente a condição do protagonista no momento em que Brás Lobato o vê?
Dentre os textos a seguir de autoria de António José Saraiva e Óscar Lopes, assinale a opção que identifica corretamente o excerto crítico relacionado ao romance A relíquia, de Eça de Queirós.
Dentre os romancistas do chamado romance regionalista de 30, Jorge Amado foi um dos mais prolíficos. Sua obra é composta de mais de 30 (trinta) romances. Livros que falam dos trabalhadores e coronéis da região do cacau, dos costumes sociais de Salvador, das lutas dos negros, da história do Partido Comunista do Brasil, dos fanáticos e cangaceiros, da sensualidade da mulher baiana e dos terreiros de candomblé. Dentre as obras abaixo, quais podemos identificar como de autoria do escritor baiano?