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Um trecho do texto de Carlos Drummond de Andrade que expressa uma possível compreensão do cartum de Nani é

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TEXTO

Ao longo da tirinha, observa-se a análise que o personagem do menino faz de um objeto.

Um elemento gráfico que indica, do segundo para o terceiro quadrinho, uma mudança de atitude nesse processo é:

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TEXTO

Um efeito de ironia é produzido pelo seguinte aspecto:

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TEXTO

Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é
o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância
obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o
[5] conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra. A produção
globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial,
buscado pelas firmas globais, que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – o
que se pode chamar de competitividade. Em um mundo assim transformado, todos os lugares
[10] tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer parte habitada da Terra tem relação com
o acontece em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos em um mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações
chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas
transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
[15] Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda muitas desigualdades. E, ao
contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança no cotidiano,
em um mundo que se fragmenta e onde se ampliam bastante as fraturas sociais.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século
20, se usados de outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população
[20] atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.
Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os
povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo. É possível pensar na realização de um
mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.

MILTON SANTOS (1995). Adaptado de www1.folha.uol.com.br.

Em sua exposição, o autor articula ideias acerca do papel que o progresso técnico assumiu para as relações econômicas e sociais no mundo.

Tendo em vista os tópicos desenvolvidos, observa-se que os dois últimos parágrafos têm a seguinte finalidade em relação aos anteriores:

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Em meio ao processo que fazia do Brasil um país independente, um elemento fundamental “escapou”: criava-se o Estado, em 1822, mas esquecia-se da nação. Por isso, ao lado de medidas emergenciais, não se esqueceram das instituições. (...)

As primeiras escolas de Medicina, por exemplo, foram criadas logo em 1808. (...) Depois da emancipação vieram as faculdades de direito.(...)

Mas falta resgatar um terceiro tipo de instituição criado nesse contexto, em 1838: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), cuja meta imediata era de mais difícil avaliação. Na verdade, tratava-se de dar um pontapé inicial para aquilo que chamaríamos, anos mais tarde, de “História do Brasil”. (...) Estava para ser criada uma história particular, que se queria nacional, sobrando pouco espaço para outras realidades nacionais que logo se transformariam em apenas “regionais”.

LILIA MORITZ SCHWARCZ Revista Nossa História, abril de 2004.

O texto destaca a seguinte característica da identidade nacional:

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TEXTO

O sentido geral expresso na charge se constrói pela contradição entre linguagem verbal e linguagem não verbal. Essa contradição é enfatizada pela presença do seguinte elemento de linguagem não verbal:

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TEXTO

CLOCKY, O IMPLACÁVEL

Aí está a solução para o meu problema, pensou, tão logo ouviu falar no fantástico despertador inventado
nos Estados Unidos. Ele era daqueles que sempre querem dormir mais cinco minutos; só que esses cinco
minutos facilmente transformavam-se em uma hora. Resultado: estava sempre chegando atrasado ao
emprego, o que lhe valera não poucas repreensões do chefe. Mas um despertador que continuasse tocando,
[05] e mais, que tivesse de ser procurado, certamente resolveria o seu problema.

Que funcionava muito bem. Na verdade, funcionava melhor que o esperado. A cada manhã ele acordava
sobressaltado com o alarme e tinha de caçar o Clocky pelo apartamento, que não era grande, mas tinha
milhares de esconderijos. Coisa exasperante, mas, ele reconhecia, necessária: espantava completamente
seu sono.

[10] Uma manhã, contudo, Clocky ultrapassou todos os limites. Tocava como um demônio, e ia de peça em peça,
seu dono correndo atrás. Finalmente conseguiu encurralar o maldito no pequeno terraço do apartamento,
situado no segundo andar. E aí aconteceu o imprevisto; num gesto aparentemente desesperado, Clocky
saltou pela amurada.

Lá embaixo a rua estava praticamente deserta. Só havia ali uma moça, aparentemente esperando um táxi.
[15] Ele desceu correndo as escadas, ainda de pijama, e dirigiu-se até ela. Ia perguntar pelo Clocky, mas não o fez.
Era tão linda, a jovem, que ele esqueceu completamente o despertador e cumprimentou-a amavelmente.
Ela sorriu, simpática...

Estão vivendo juntos, no apartamento dela. Mas de vez em quando, enquanto estão fazendo amor, ele ouve
o alarme. É o Clocky, certamente, o implacável Clocky. Escondido, mas ainda por perto.

Moacyr Scliar (Histórias que os jornais não contam. Rio de Janeiro: Agir, 2009)

O recurso de humor, no desfecho da crônica, destaca um aspecto discutido em todo o texto, baseado em:

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TEXTO

CLOCKY, O IMPLACÁVEL

Aí está a solução para o meu problema, pensou, tão logo ouviu falar no fantástico despertador inventado
nos Estados Unidos. Ele era daqueles que sempre querem dormir mais cinco minutos; só que esses cinco
minutos facilmente transformavam-se em uma hora. Resultado: estava sempre chegando atrasado ao
emprego, o que lhe valera não poucas repreensões do chefe. Mas um despertador que continuasse tocando,
[05] e mais, que tivesse de ser procurado, certamente resolveria o seu problema.

Que funcionava muito bem. Na verdade, funcionava melhor que o esperado. A cada manhã ele acordava
sobressaltado com o alarme e tinha de caçar o Clocky pelo apartamento, que não era grande, mas tinha
milhares de esconderijos. Coisa exasperante, mas, ele reconhecia, necessária: espantava completamente
seu sono.

[10] Uma manhã, contudo, Clocky ultrapassou todos os limites. Tocava como um demônio, e ia de peça em peça,
seu dono correndo atrás. Finalmente conseguiu encurralar o maldito no pequeno terraço do apartamento,
situado no segundo andar. E aí aconteceu o imprevisto; num gesto aparentemente desesperado, Clocky
saltou pela amurada.

Lá embaixo a rua estava praticamente deserta. Só havia ali uma moça, aparentemente esperando um táxi.
[15] Ele desceu correndo as escadas, ainda de pijama, e dirigiu-se até ela. Ia perguntar pelo Clocky, mas não o fez.
Era tão linda, a jovem, que ele esqueceu completamente o despertador e cumprimentou-a amavelmente.
Ela sorriu, simpática...

Estão vivendo juntos, no apartamento dela. Mas de vez em quando, enquanto estão fazendo amor, ele ouve
o alarme. É o Clocky, certamente, o implacável Clocky. Escondido, mas ainda por perto.

Moacyr Scliar (Histórias que os jornais não contam. Rio de Janeiro: Agir, 2009)

O emprego de uma palavra sugere a relativização da ação narrada em:

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TEXTO

CLOCKY, O IMPLACÁVEL

Aí está a solução para o meu problema, pensou, tão logo ouviu falar no fantástico despertador inventado
nos Estados Unidos. Ele era daqueles que sempre querem dormir mais cinco minutos; só que esses cinco
minutos facilmente transformavam-se em uma hora. Resultado: estava sempre chegando atrasado ao
emprego, o que lhe valera não poucas repreensões do chefe. Mas um despertador que continuasse tocando,
[05] e mais, que tivesse de ser procurado, certamente resolveria o seu problema.

Que funcionava muito bem. Na verdade, funcionava melhor que o esperado. A cada manhã ele acordava
sobressaltado com o alarme e tinha de caçar o Clocky pelo apartamento, que não era grande, mas tinha
milhares de esconderijos. Coisa exasperante, mas, ele reconhecia, necessária: espantava completamente
seu sono.

[10] Uma manhã, contudo, Clocky ultrapassou todos os limites. Tocava como um demônio, e ia de peça em peça,
seu dono correndo atrás. Finalmente conseguiu encurralar o maldito no pequeno terraço do apartamento,
situado no segundo andar. E aí aconteceu o imprevisto; num gesto aparentemente desesperado, Clocky
saltou pela amurada.

Lá embaixo a rua estava praticamente deserta. Só havia ali uma moça, aparentemente esperando um táxi.
[15] Ele desceu correndo as escadas, ainda de pijama, e dirigiu-se até ela. Ia perguntar pelo Clocky, mas não o fez.
Era tão linda, a jovem, que ele esqueceu completamente o despertador e cumprimentou-a amavelmente.
Ela sorriu, simpática...

Estão vivendo juntos, no apartamento dela. Mas de vez em quando, enquanto estão fazendo amor, ele ouve
o alarme. É o Clocky, certamente, o implacável Clocky. Escondido, mas ainda por perto.

Moacyr Scliar (Histórias que os jornais não contam. Rio de Janeiro: Agir, 2009)

“Resultado: estava sempre chegando atrasado ao emprego, o que lhe valera

não poucas repreensões do chefe.” (l. 3-4)

“ele reconhecia, necessária: espantava completamente seu sono.” (l. 8-9)

Nos trechos em destaque, as expressões apresentadas após os dois-pontos assumem valor, respectivamente, de:

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COM BASE NO TRECHO ABAIXO, RESPONDA ÀQUESTÃO.

Inumano seria desejar, aqui, dos morros litorâneos, um cataclismo que sovertesse tão amena, repousante, discreta e digna forma natural, inventada para as necessidades do ser no momento exato em que se farta de seus espelhos, amigos como inimigos. (l. 22-24)

No trecho, a palavra espelhos representa um uso da seguinte figura de linguagem: