AprendiAprendi
LiteraturaUEMA2012

Leia o texto a seguir.

– Sim, é tudo uma ilusão... E a Cidade a maior ilusão! Tão facilmente vitorioso redobrei de facúndia. Certamente, meu Príncipe, uma ilusão! E a mais amarga, porque o Homem pensa ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria. Vê, Jacinto! Na Cidade perdeu ele a força e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos trêmulos como arames, com cangalhas, com chinós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem febra, sem viço, torto, corcunda – esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Adão! Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada manhã ela lhe impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência: pobre e subalterno, a sua vida é um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, ritos, serviços mais disciplinares que os dum cárcere ou dum quartel... A sua tranquilidade (bem tão alto que Deus com ela recompensa os santos) onde está, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo pão ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Alegria como a haverá na Cidade para esses milhões de seres que tumultuam na arquejante ocupação de desejar – e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilusão, desesperança ou derrota?

QUEIRÓS, E.A cidade e as serras. São Paulo: Martin Claret, 2011.

Considerando o contexto da obra e levando em conta as características do autor, esse excerto contém

LiteraturaACAFE2017

Leia o texto e seguir.

“[...] Depois de um gesto lento e cuidadoso abriu as palmas das mãos, contemplando-as. Sim, lá estava o vestígio do carinho. [...] Ela estava prendendo um novo amor. Um amor que vivia e se fortalecia na espera do amanhã, que se fazia inesperadamente nas frinchas de um momento qualquer, que se revelava por um simples piscar de olhos, por um sorriso ensaiado na metade das bordas de um lábio, por um repetir constante do eu te amo, declaração feita, muitas vezes, em voz silenciosa, audível somente para dentro, fazendo com que o eco dessa fala se expandisse no interior mesmo do próprio declarante.”

Considerando o conteúdo, a linguagem e as personagens da obra Olhos d’Água, de Conceição Evaristo, é correto afirmar que o texto:

LiteraturaFAMP2016

Textopara responder a questão.

Vila Rica

O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;
Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição
Na torturada entranha abriu da terra nobre:
[4] E cada cicatriz brilha como um brasão.

O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,
O último ouro de sol morre na cerração.
[7] E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,
O crepúsculo cai como uma extrema-unção.

Agora, para além do cerro, o céu parece
[10] Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...
A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,

Como uma procissão espectral que se move...
[13] Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...
Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.

BILAC, Olavo. Disponível em: http://www.escritas.org/pt/ poema/11447/vila-rica. Acesso em: 22 set. 2015.

Considerando o conteúdo e a estrutura do poema e as principais características do Parnasianismo, assinale a alternativa correta.

LiteraturaUFGD2017

Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas para o alvoroço dos pássaros.

Prezo os espraiados destas águas com as suas beijadas garças.

Nossos rios precisam de idade ainda para formar os seus barrancos Para pousar em seus leitos.

Penso com humildade que fui convidado para o banquete destas águas.

Porque sou de bugre. Porque sou de brejo.

Acho que as águas iniciam os pássaros

Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes E acho que as águas iniciam os homens. Nos iniciam.

E nos alimentam e nos dessedentam.

Louvo esta fonte de todos os seres, de todas as plantas, de todas as pedras.

Louvo as natências do homem do Pantanal.

Todos somos devedores destas águas.

Somos todos começos de brejos e de rãs.

E a fala dos nossos vaqueiros carrega murmúrios destas águas.

Parece que a fala de nossos vaqueiros tem consoantes líquidas

E carrega de umidez as suas palavras.

Penso que os homens deste lugar são a continuação destas águas.

BARROS, Manoel. Águas. Campo Grande: Sanesul, 2001 (Fragmento).

Considerando no contexto das tendências dominantes da poesia de Manoel de Barros, no livro Águas, pode-se afirmar que:

LiteraturaUNIMONTES2019

No prefácio de “Priapo de ébano”, Dário Teixeira Cotrim faz a seguinte observação: “É preciso que se saiba que ela concretizou neste livro as fantasias mais loucas, as que ninguém jamais atreveria sequer a imaginar. Ao relatar essas histórias, a escritora evidencia várias questões pertinentes à discussão do gênero mágico do erotismo [...]”

(In: CHAVES, Amelina. Priapo de ébano. Belo Horizonte: Cuatiara, 2007, p. 11).

Considerando essa proposição, marque a alternativa INCORRETA.

LiteraturaUFVJM2014

O texto original do poema Canção do Exílio foi escrito por Gonçalves Dias em 1843 quando o poeta encontrava-se na cidade de Coimbra, Portugal. Vários poetas fizeram releituras desse poema, dentre eles, Murilo Mendes, em 1930.

Considerando as versões do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias e a recriação literária de Murilo Mendes, é correto afirmar que

LiteraturaAlbert Einstein2016

Considerando as situações amorosas que se mostram no romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antonio de Almeida, é correto afirmar que

LiteraturaUFGD2013

Leia o fragmento a seguir do conto "Uma galinha", de Laços de Família (1960), de Clarice Lispector.

―Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beirai de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma‖.

Considerando as questões de gênero, tão em voga na atualidade, mas muito antecipadas pela escrita intimista de Clarice Lispector, como pode ser a Galinha - protagonista do conto - compreendida num aspecto sociocultural?

LiteraturaUPE2015

Considerando as peculiaridades estéticas de Guimarães Rosa e Clarice Lispector, analise as afirmativas que se referem aos contos de Primeiras Histórias e Laços de Fam ília e assinale a alternativa CORRETA.

LiteraturaFAMEVAÇO2015

Considerando as particularidades dos estilos de época evidenciadas nos estudos da Literatura Brasileira, é CORRETO afirmar que