AprendiAprendi
LiteraturaUFVJM2012

Considerando as obrasEsaú e Jacó, de Machado de Assis, e O Cortiço, de Aluízio Azevedo, pode-se afirmar que:

LiteraturaUNICAMP2011

A arte colonial mineira seguia as proposições do Concílio de Trento (1545-1553), dando visibilidade ao catolicismo reformado. O artífice deveria representar passagens sacras. Não era, portanto, plenamente livre na definição dos traços e temas das obras. Sua função era criar, segundo os padrões da Igreja, as peças encomendadas pelas confrarias, grandes mecenas das artes em Minas Gerais.

(Adaptado de Camila F. G. Santiago, “Traços europeus, cores mineiras: três pinturas coloniais inspiradas em uma gravura de Joaquim Carneiro da Silva”, em Junia Furtado (org.), Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica. Europa, Américas e África. São Paulo: Annablume, 2008, p. 385.)

Considerando as informações do enunciado, a arte colonial mineira pode ser definida como

LiteraturaUFRN2013

O trecho abaixo apresenta dois pontos de vista distintos acerca das causas e das soluções para a situação de vida dos capitães da areia.

O padre José Pedro dizia que a culpa era da vida e tudo fazia para remediar a vida deles, pois sabia que era a única maneira de fazer com que eles tivessem uma existência limpa. Porém uma tarde em que estava o padre e estava o João de Adão, o doqueiro disse que a culpa era da sociedade mal organizada, era dos ricos... Que enquanto tudo não mudasse, os meninos não poderiam ser homens de bem. E disse que o padre José Pedro nunca poderia fazer nada por eles porque os ricos não deixariam. O padre José Pedro naquele dia tinha ficado muito triste, e quando Pirulito o foi consolar, explicando que ele não ligasse ao que João de Adão dizia, o padre respondeu balançando a cabeça magra.

– Tem vezes que eu chego a pensar que ele tem razão, que isso tudo está errado. Mas Deus é bom e saberá dar o remédio...

AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 107-108.

Considerando as duas visões presentes no fragmento, Pedro Bala, no final da trama, adota um ponto de vista que

LiteraturaUFT2014

Leia o poema para responder a QUESTÃO.

erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

ANDRADE, Oswald. Obras Completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971. p. 177.

Considerando as características estéticas próprias ao movimento literário do qual o poeta Oswald de Andrade foi importante representante, marque a opção CORRETA.

LiteraturaIMEPAC2016

Considerando as características de certas personagens presentes na obra Viagens na minha terra, de Almeida Garrett, assinale a alternativa INCORRETA.

LiteraturaFAGOC2014

Jogos Florais

I

Minha terra tem palmeiras

onde canta o tico‐tico.

Enquanto isso o sabiá

vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil

ficou moderno o milagre:

a água já não vira vinho,

vira direto vinagre.

(CACASO. Lero‐lero. São Paulo: Cosac e Naify, 2002.)

Considerando alguns elementos de versificação e de estrutura do poema, é correto afirmar que

LiteraturaUEMG2010

Considerando alguns aspectos do enredo, no romance O último conhaque, é INCORRETO afirmar que

LiteraturaPUC-SP2019

Leia o fragmento a seguir, de “A hora e vez de Augusto Matraga”, narrativa que integra Sagarana, de João Guimarães Rosa, para responder a questão.

O casal de pretos, que moravam junto com ele, era quem mandava e desmandava na casa, não trabalhando um nada e vivendo no estadão1. Mas, ele, tinham-no visto mourejar2 até dentro da noite de Deus, quando havia luar claro.

Nos domingos, tinha o seu gosto de tomar descanso: batendo mato, o dia inteiro, sem sossego, sem espingarda nenhuma e nem nenhuma arma para caçar; e, de tardinha, fazendo parte com as velhas corocas que rezavam o terço ou os meses dos santos. Mas fugia às léguas de viola ou sanfona, ou de qualquer outra qualidade de música que escuma tristezas no coração.

Quase sempre estava conversando sozinho, e isso também era de maluco, diziam; porque eles ignoravam que o que fazia era apenas repetir, sempre que achava preciso, a fala final do padre:

— “Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há-de ter a sua”. — E era só.

E assim se passaram pelo menos seis ou seis anos e meio, direitinho deste jeito, sem tirar e nem pôr, sem mentira nenhuma, porque esta aqui é uma estória inventada, e não é um caso acontecido, não senhor.

(ROSA, João Guimarães. Ficção completa. Vol 1. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017, p. 307.)

Vocabulário

1 estadão: luxo.
2 mourejar: trabalhar duro

Considerando a trajetória do protagonista de “A hora e vez de Augusto Matraga”, é correto afirmar que o fragmento em questão refere-se ao período em que:

LiteraturaUFMS2018

Para responder à questão, leia o texto a seguir, intitulado “Órfã”, de autoria da escritora indígena e ativista Eliane Potiguara. O poema integra uma coletânea de textos de diferentes gêneros produzidos pela autora ao longo de cerca de 20 anos, publicados pela primeira vez nos anos 1990.

“Não adianta fugir dessa realidade
Quando te trazem aos braços
Uma criança que nem dois anos completos tem
E tua boca que gargalhadas davam
Ao sabor do álcool
Se cala
E emudece de vez
E te desarma
É uma criança faminta
Doente
Órfã de pais
Órfã de país.”

POTIGUARA, Eliane. Órfã. In: Metade cara, metade máscara. São Paulo: Global, 2004. pp. 35-36.

Considerando a temática, o estilo e os aspectos discursivos que caracterizam o poema, é correto afirmar que nele se apresenta:

LiteraturaUNCISAL2015

Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os moradores tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume dos urubus

RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2003, p. 65.

Considerando a temática e o significado dos termos utilizados no texto, é correto afirmar que: