AprendiAprendi
LiteraturaUFMS2020

Leia o poema a seguir.

Ocorrência

“Aí o homem sério entrou e disse: bom dia.
Aí outro homem sério respondeu: bom dia.
Aí a mulher séria respondeu: bom dia.
Aí a menininha no chão respondeu: bom dia.
Aí todos riram de uma vez
Menos as duas cadeiras, a mesa, o jarro, as
flores
As paredes, o relógio, a lâmpada, o retrato, os
livros
O mata-borrão, os sapatos, as gravatas, as
camisas, os lenços.”

GULLAR, Ferreira. Melhores poemas de Ferreira Gullar. Seleção de Alfredo Bosi. 7 ed. São Paulo: Global, 2004. p. 54.

Os substantivos utilizados no poema ajudam a construir os efeitos de sentido, compondo o cenário em que a situação descrita acontece.

Como podem ser classificados os substantivos presentes nos dois últimos versos do poema? Assinale a alternativa que contenha a classificação correta de todos os substantivos dos referidos versos.

LiteraturaUCS2015

Os excertos abaixo são cantados por Lulu Santos e fazem parte da música “O último romântico”.

Talvez eu seja o último romântico

Dos litorais desse Oceano Atlântico

Só falta reunir a zona norte à zona sul

Iluminar a vida já que a morte cai do azul

[...]

Tolice é viver a vida assim sem aventura

Deixa ser

Pelo coração

Se é loucura então melhor não ter razão

Fonte: SANTOS, Lulu. O último romântico. Composição de: Lulu Santos, Antonio Cícero e S. Souza. Álbum Tudo azul. 1984. Disponível em: < http://www.vagalume.com.br/lulu-santos/o-ultimo-romantico.html#ixzz396NxiaEM>. Acesso em: 10 out. 14.

Como o título da canção indica, é correto afirmar que a composição recupera traços do Romantismo ao

LiteraturaFBD2017

X

D. LUÍSA A D. RAQUEL

Juiz de Fora, 15 de janeiro

Meu marido quer ir à corte no fim do que você há de estimar decerto. E ao mesmo tempo o meu fim é preveni-la, a fim de que procure disfarçar na presença aquilo que me disfarça no papel. Adeus.

Luísa

XI

D. RAQUEL A D. LUÍSA

Corte, 20 de janeiro

O que é que disfarço no papel? Estou a meditar, a esquadrinhar, e nada descubro. Podia imaginar que você se refere ao assunto do Alberto; mas depois do que eu lhe escrevi seria demasiada insistência... Explique-se. Quanto à notícia que me dá de que vem cá, para mim a sorte grande. Por mais que eu queira explicar no papel o prazer que sinto com isto, não posso. Não sei escrever; não me acodem as palavras próprias. O Dr. Alberto (o tal!) dizia outro dia que a língua humana é cabal para dizer o que se passa no espírito, mas incapaz de dizer o que vem do coração. E acrescentou esta sentença que é engenhosa, mas velha: com os lábios fala a cabeça, com os olhos o coração. Você, porém, adivinhará o que eu sinto e apressará a sua vinda. E o nenê?

Raquel

ASSIS, Machado de. Ponto de vista. In: Histórias da meia-noite. São Paulo: LEL, [s.d.]. p. 176-246. v. 1. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br>.Acesso em: 10 set. 2016.

O texto em destaque é um fragmento do conto “Ponto de Vista” de Machado de Assis. A narrativa se desenvolve somente através de cartas trocadas entre as amigas Raquel, que é solteira e está na corte, e Luísa, que se casou e mora em Juiz de Fora.

Como não há o recurso do narrador nessa narrativa, as personagens se constroem diante do leitor, ao explicitar seus pontos de vista à medida que as cartas são escritas, revelando que

LiteraturaFUVEST2012

Como não expressa visão populista nem elitista, olivro não idealiza os pobres e rústicos, isto é, não oculta o dano causado pela privação, nem os representa como seres desprovidos de vida interior; ao contrário, o livro trata de realçar, na mente dos desvalidos, o enlace estreito e dramático de limitação intelectual e esforço reflexivo. Essas afirmações aplicam-se ao modo como, na obra

LiteraturaFAMECA2015

Leia o trecho inicial do conto “O espelho”, de Guimarães Rosa, para responder à questão.

Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços. Dela me prezo, sem vangloriar-me. Surpreendo-me, porém, um tanto à-parte de todos, penetrando conhecimento que os outros ainda ignoram. O senhor, por exemplo, que sabe e estuda, suponho nem tenha ideia do que seja na verdade – um espelho? Demais, decerto, das noções de física, com que se familiarizou, as leis da óptica. Reporto-me ao transcendente. Tudo, aliás, é a ponta de um mistério. Inclusive, os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.

Fixemo-nos no concreto. O espelho, são muitos, captando-lhe as feições; todos refletem-lhe o rosto, e o senhor crê- -se com aspecto próprio e praticamente imudado, do qual lhe dão imagem fiel. Mas – que espelho? Há-os “bons” e “maus”, os que favorecem e os que detraem; e os que são apenas honestos, pois não. E onde situar o nível e ponto dessa honestidade ou fidedignidade? Como é que o senhor, eu, os restantes próximos, somos, no visível? (Primeiras estórias, 1988.)

(Primeiras estórias, 1988.)

Como marca do estilo de Guimarães Rosa, é possível perceber a presença de

LiteraturaUFG2011

Como escrita literária contemporânea, Mãos de Cavalo, deDaniel Galera, e o conjunto de poemas Minigrafias, de Luís Araujo Pereira, são obras nas quais

LiteraturaFACISA2014

Como é típico do romance pós-moderno, Tropical Sol da Liberdade se apropria de diversos recursos característicos de estilos literários antigos, dos quais NÃO encontramos no referido romance:

LiteraturaUFN2011

Era um sonho dantesco ... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Como demonstra a estrofe acima, o romantismo de Castro Alves caracteriza-se pelo

LiteraturaPUC-Campinas2010

Recorda que tempo é dinheiro (...) Recorda que crédito é dinheiro (...) o dinheiro pode gerar dinheiro (...) O caminho da riqueza depende principalmente de duas palavras: diligência e frugalidade; isto é, não desperdices tempo nem dinheiro, mas os emprega da melhor maneira possível.

(Benjamin Franklin, 1748. Apud Leandro Karnal. Estados Unidos: a formação da nação. São Paulo: Contexto, 2001, p. 91)

Comentada nesse trecho, a onipotência do dinheiro, como elemento que passa a permear todos os valores sociais, é um tema muitas vezes central na literatura, sobretudo nos romances do século XIX. Entre românticos brasileiros, como José de Alencar, a importância do dinheiro revela-se sobretudo

LiteraturaENEM2014

Quando Deus redimiu da tirania

Da mão do Faraó endurecido

O Povo Hebreu amado, e esclarecido,

Páscoa ficou da redenção do dia.

Páscoa de flores, dia de alegria

Àquele povo foi tão afligido

O dia, em que por Deus foi redimido;

Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.

Pois mandado pela alta Majestade

Nos remiu de tão triste cativeiro,

Nos livrou de tão vil calamidade.

Quem pode ser senão um verdadeiro

Deus, que veio estirpar desta cidade

O Faraó do povo brasileiro.

DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.

Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por