A literatura brasileira nasceu sob o signo do Barroco, caracterizado nas letras pelo virtuosismo de ideias e pelo rebuscamentoformal. Essa arte exige raciocínio agudo, como se nota na retórica do padre Antônio Vieira, portanto um "cérebro sarado".
Diz Vieira no seu ‘‘Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda’’:
[...] "Se eu [Jó] fiz, Senhor, como homem em pecar, que razão tendes vós para não fazer, como Deus, em me perdoar?"
[...] E que fizestes vós, Jó, a Deus, em pecar? - Não lhe fiz pouco; porque lhe dei ocasião a me perdoar, e perdoando me, ganhar muita glória. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graça que me fizer; e ele dever-me-á a mim, como a ocasião, a glória que alcançar.
E se é assim, Senhor, [...] que em perdoar pecados se aumenta a vossa glória, que é o fim de todas as vossas ações, não digais que nos não perdoais, porque são muitos e grandes os nossos pecados, que antes porque são muitos e grandes, deveis dar essa grande glória à grandeza e multidão de vossa misericórdia.
Com respeito ao texto, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
Com relação às obras dos autores dos textos das questões anteriores, Lya Luft e Chico Buarque, assinale a única afirmativa INCORRETA:
Com relação às obras de maior relevância no cenário literário nacional e às características das estéticas a que pertencem, assinale a alternativa incorreta.
Considere os fragmentos do conto “Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles, para responder à questão.
“Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu [...]”.
“[...] Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal [...]”
“[...] Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto”.
“- Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre!
– Acordou?!
Ela sorriu:
- Veja...
Inclinei-me. A criança abrira os olhos – aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar”.
Com relação às características do espaço onde se passa a narrativa, é correto afirmar que:
“Que havemos de esperar, Marília bela?
que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias,
e podem, enfim, mudar-se a nossa estrela.
Ah! não minha Marília,
aproveite-se o tempo, antes que faças,
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!” (Tomás Antônio Gonzaga)
Com relação às características do Arcadismo presentes no fragmento, assinale a alternativa que as apresenta corretamente:
Abaixo segue um pequeno trecho extraído e adaptado da obra de Leonardo Gomes da Silva; CORDEL: Antoine Lavoisier, o grande revolucionário da química.
I
Vou contar para os amigos
Uma grande trajetória
De um químico Francês
Um cara de muita história
Que todo mundo conhece
Mesmo que lhe falhe a memória.
II
O nome do cientista
Para vocês eu vou dizer
Que foi um grande químico
O Antoine Lavoisier
E sobre esse indivíduo
Deixo aqui meu parecer
III
Nasceu em paris em 1783
No mês de agosto no dia 26
Nasceu rico em família nobre
Do estudo não se desfez
Formou-se em direito
Profissão que nunca fez.
[...]
VII
Utilizando a balança
Ele logo questionou
Que a teoria do flogisto
Essa nunca funcionou
Quando queima um metal,
Invés de perder massa ganhou.
VIII
Ele também confirmou
Que nada destrói ou se cria
E tudo se transforma
Como da noite para o dia
E assim discordando
Do povo da alquimia.
Com relação ao texto e às leis ponderais podemos afirmar que:
Com relação ao romance Hilda Furacão, de Roberto Drummond, assinale a alternativa INCORRETA.
Com relação ao Pré-Modernismo Brasileiro, só não é correto afirmar que
Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...
Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...
Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah! Quem me dera ter lá nascido!
Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha...Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...
Com relação ao lugar descrito no poema, o eu lírico revela um(a)
Com relação à Vozes anoitecidas, de Mia Couto, é correto afirmar que