AprendiAprendi
LiteraturaENEM2009

No decênio de 1870, Franklin Távora defendeu a tese de que no Brasil havia duas literaturas independentes dentro da mesma língua: uma do Norte e outra do Sul, regiões segundo ele muito diferentes por formação histórica, composição étnica, costumes, modismos linguísticos etc. Por isso, deu aos romances regionais que publicou o título geral de Literatura do Norte. Em nossos dias, um escritor gaúcho, Viana Moog, procurou mostrar com bastante engenho que no Brasil há, em verdade, literaturas setoriais diversas, refletindo as características locais.

CANDIDO, A. A nova narrativa. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 2003.

Com relação à valorização, no romance regionalistabrasileiro, do homem e da paisagem de determinadas regiões nacionais, sabe-se que

LiteraturaUNIFOR2016

Nasci a vinte e nove de dezembro,

Inda choro do parto deste século,

Em casinha bem perto de um mosteiro,

Entre as névoas e o frio da montanha.

Jader de Carvalho

Com relação à sua origem, o escritor se situa nesse quarteto, sucessivamente,

LiteraturaENEM2014

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondriaco,

Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!

ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista.

Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como

LiteraturaUNIPAR2019

Com relação à poesia de Augusto dos Anjos, podemos afirmar corretamente que ele foi o representante do:

LiteraturaUSF2014

Com relação à obra Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, em comparação a algumas estéticas literárias nacionais, assinale o que for incorreto.

LiteraturaUSF2015

Com relação à obra inicial do Realismo Brasileiro, Memórias póstumas de Brás Cubas, analise as afirmações que seguem e assinale a correta.

LiteraturaUFU2014

Cinco Hídrias

I

Elas apoiam as hídrias sobre os joelhos

E recolhem a água na casa da Fonte.

Vestidas de negro, os cabelos presos

Soltam-se pesadamente

Em colos e ombros

Nem a água tem contornos tão simples

O escuro verniz é semeado de alvuras

Em gestos graciosos elas detêm

O efêmero.

SILVA, Dora Ferreira. Hídrias. São Paulo: Odysseus, 2004, p.58.

Com relação à obra Hídrias, assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2012

Leia o fragmento do poema VI retirado da obra Menino do Mato, de Manoel deBarros

Desde o começo do mundo água e chão se amam

e se entram amorosamente

e se fecundam [...].

Penso com humildade que fui convidado para o banquete dessas águas.

Porque sou de bugre.

Porque sou de brejo.

Acho agora que estas águas que bem conhecem a inocência de seus pássaros e de suas árvores.

Que elas pertencem também de nossas origens.

(p. 455-6).

Com relação à construção poética de Manoel de Barros, assinale a alternativa incorreta.

LiteraturaIFPE2015

SATÉLITE (Manuel Bandeira)

Fim de tarde.

No céu plúmbeo

A lua baça

Paira

Muito cosmograficamente

Satélite

Desmetaforizada,

Desmistificada,

Despojada do velho segredo da melancolia,

Não é agora o golfão de cismas,

Os astros dos loucos e dos namorados.

Mas tão-somente

Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde,

Demissionária das atribuições românticas,

Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,

Gosto de ti assim:

Coisa em si:

- Satélite.

BANDEIRA, Manuel. Disponível em: <http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/manuel-bandeira-poemas/#.VDNP55jkjd0>. Acesso em: 30 set. 2014.

Com relação à compreensão global do poema de Manuel Bandeira, podemos afirmar que

LiteraturaFAMEVAÇO2010

“O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: Stallae manentes in ordine suo. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, da outra há de estar negro; se de uma parte está dia, da outra há de estar noite; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu: Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar em fronteira com o seu contrário?”

(FONTE: HADDAD, Jamil Almansur. Os sermões, Pe. Antônio Vieira, São Paulo: Melhoramentos, s/d, p. 83)

Com referência a esse excerto do Sermão da Sexagésima, ASSINALE a alternativa que não se enquadra a ele: