Assinale a afirmativa que mais acertadamente esclarece sobre a razão do homicídio cometido por Luís.
Assinale a afirmativa INCORRETA tendo em vista os estilos de época representativos da evolução da literatura brasileira.
Assinale a afirmativa incorreta sobre a obra Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.
Assinale a afirmativa errada
O trecho abaixo foi extraído do romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo:
Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que com aturado empenho se esforçam por ver qual delas vence em graças, encantos e donaires, certo que sobrepuja a travessa Moreninha, princesa daquela festa.
Hábil menina é ela! Nunca seu amor-próprio produziu com tanto estudo seu toucador e, contudo, dir se-ia que o gênio da simplicidade a penteara e vestira. Enquanto as outras moças haviam esgotado a paciência de seus cabeleireiros, posto em tributo toda a habilidade das modistas da Rua do Ouvidor e coberto seus colos com as mais ricas e preciosas joias, D. Carolina dividiu seus cabelos em duas tranças, que deixou cair pelas costas; não quis ornar o pescoço com seu adereço de brilhantes nem com seu lindo colar de esmeraldas; vestiu um finíssimo, mas simples vestido de garça, que até pecava contra a moda reinante, por não ser sobejamente comprido. Vindo assim aparecer na sala, arrebatou todas as vistas e atenções.
Porém, se um atento observador a estudasse, descobriria que ela adrede se mostrava assim, para ostentar as longas e ondeadas madeixas negras, em belo contraste com a alvura de seu vestido branco, e para mostrar, todo nu, elevado colo de alabastro.
A partir do excerto acima, afirma-se:
I. Observa-se nele uma das características românticas mais marcantes: a idealização da mulher, como forma de valorizá-la.
II. Como o público consumidor de folhetins era, basicamente, o feminino, os escritores procuravam descrever o vestuário das heroínas dos romances.
III. Os ambientes dos romances urbanos eram, em maioria, burgueses, pois a descrição de espaços miseráveis não atrairia público para os folhetins.
IV. D. Carolina, chamada de Moreninha, para sobressair na festa, opta pela simplicidade, conseguindo, com esse artifício, o destaque que desejara.
V. O “colo de alabastro” revela que a Moreninha era branca, pois alabastro é uma pedra de cor clara; sendo assim, seu apelido se justifica no sentido europeu, a de ser branca com cabelos negros.
Assinale a afirmativa correta:
Assinale a afirmativa CORRETA sobre o livro O Seminarista, de Bernardo Guimarães.
ASSINALE a afirmativa correta sobre a obra Minha Vida de Menina, de Helena Morley:
Leia agora o soneto “As Catedrais”, de Gomes Leal:
Como vos amo ver, ó catedrais, sozinhas,
A recortar o azul das noites consteladas...
Erguidos coruchéus, místicas andorinhas
– Ó grandes catedrais do sol ensanguentadas!
Como vos amo ver, pombas alvoroçadas,
Ogivas ideais, anjos de puras linhas,
Catacumbas sem luz, aonde embalsamadas
Dormem, de mãos em cruz, as santas e as
rainhas!
Em vão olhais o Céu, sagradas epopeias!
Flores de renda e luz, de incenso e aromas
cheias,
Aves celestiais, banhadas da manhã!
Em vão santos e reis, ó monges dos desertos,
Em vão, em vão rezais, sobre os livros abertos
– O Céu, por que chorais, é uma ficção cristã!
Assinale a afirmativa CORRETA a respeito do poema e suas relações com o Realismo português:
O CACTO
Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:
Laocoonte(1) constrangido pelas serpentes,
Ugolino(2) e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades(3)
[excepcionais.
Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas
[privou a cidade de iluminação e energia:
– Era belo, áspero, intratável.
MANUEL BANDEIRA – Libertinagem
Assinale a afirmaçãoincorreta sobre o poema.
POEMA EM LINHA RETA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar
banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das
etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo
ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas
ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
(...)
(in: “Poemas”, Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa)Assinale a afirmação que não condiz: