Examine as seguintes afirmações relativas a romances brasileiros do século XIX, nos quais a escravidão aparece e, em seguida, considere os três livros citados:
I. Tão impregnado mostrava-se o Brasil de escravidão, que até o movimento abolicionista pode servir, a ela, de fachada.
II. De modo flagrante, mas sem julgamentos morais ou ênfase especial, indica-se a prática rotineira do tráfico transoceânico de escravos.
III. De modo tão pontual quanto incisivo, expõe-se o vínculo entre escravidão e prática de tortura física.
A. Memórias de um sargento de milícias;
B. Memórias póstumas de Brás Cubas;
C. O cortiço.
As afirmações I, II e III relacionam-se, de modo mais direto, respectivamente, com os romances
Afirma-se sobre Os Bruzundangas que:
I. Promove severas críticas ao Parnasianismo e ao Simbolismo, referenciados na obra através da escola Samoiedas, que só valoriza o cânone literário de raízes europeias.
II. Mostra que a Constituição do país Bruzundangas é, em termos práticos, uma obra de natureza ficcional semelhante aos textos literários.
III. O exagero na composição caricatural dos personagens e o tom demasiadamente cômico da linguagem retiram da obra seu caráter de crítica social.
IV. No capítulo “A diplomacia da Bruzundanga”, Lima Barreto denuncia o sentimento de colonizado típico do brasileiro e a supervalorização de tudo o que é europeu.
V. A visão pessimista sobre Bruzundanga e as críticas contundentes feitas pelo protagonista justificam-se porque ele é um visitante europeu.
As afirmações corretas são
As afirmações a seguir dizem respeito a alguns momentos da literatura brasileira, bem como às obras selecionadas para este vestibular. Após lê-las com atenção, assinale a alternativa correta.
“Tanto a exposição crua das mazelas sociais presente na obra de Aluísio Azevedo, como a tentativa de representar literariamente as contradições de tal sociedade, desenvolvida por Machado, evidenciavam, porém, que a literatura produzida no Brasil tomara definitivamente novo rumo (...). Fosse por choque ou reflexão, ficava claro que os literatos brasileiros ostensivamente voltavam seu olhar para as ruas, tirando delas matéria para sua arte”. Leonardo Affonso Pereira. A realidade como vocação. In: Keila Grinberg & Ricardo Salles [orgs.] O Brasil imperial v.III. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
As “mazelas sociais”, assim como as “contradições de tal sociedade” às quais o texto se refere têm, dentre seus denominadores comuns:
Arespeito de Fernando Pessoa, é INCORRETO afirmar que:
As Ondas
Entre as trêmulas mornas ardentias,
A noite no alto-mar anima as ondas.
Sobem das fundas úmidas Golcondas,
Pérolas vivas, as nereidas frias:
Entrelaçam-se, correm fugidias,
Voltam, cruzando-se; e, em lascivas rondas,
Vestem as formas alvas e redondas
De algas roxas e glaucas pedrarias.
Coxas de vago ônix, ventres polidos
De alabastro, quadris de argêntea espuma,
Seios de dúbia opala ardem na treva;
E bocas verdes, cheias de gemidos,
Que o fósforo incendeia e o âmbar perfuma,
Soluçam beijos vãos que o vento leva...
Em relação ao soneto de Olavo Bilac (no contexto de sua época), é correto afirmar que a seleção lexical favorece a
Ardentia: s.f. fosforescência sobre as ondas do mar, à noite. Golconda: s. f. (fig.) mina de riquezas. Nereida: s.f. cada uma das ninfas do mar, filhas de Nereu. (Disponíveis em www.aulete.com.br/ Acessado em 30/07/2021.)
Após o golpe militar de 1964, Érico Veríssimo publica dois romances político-internacionais, O Senhor Embaixador (1965) e O prisioneiro (1967), que não guardam vínculo explícito com a temática sulina que consagrou o autor de O tempo e o vento, trilogia publicada em meados do século XX. Sob esse aspecto, pode-se afirmar que Incidente em Antares, publicado em 1971:
“Viola Chinesa”
Camilo PessanhaAo longo da viola morosa
Vai adormecendo a parlenda
Sem que amadornado eu atenda
A lenga-lenga fastidiosa.
Sem que o meu coração se prenda,
Enquanto nasal, minuciosa,
Ao longo da viola morosa,
Vai adormecendo a parlenda.
Mas que cicatriz melindrosa
Há nele que essa viola ofenda
E faz que as asitas distenda
Numa agitação dolorosa?
Ao longo da viola, morosa...
Após ler atentamente o “Viola Chinesa”, é possível afirmarmos que
O texto que segue é uma adaptação do conto de Júlio Cortázar, escritor argentino que se destacou como autor de literatura fantástica. Leia-o atentamente e responda aquestão.
TEXTO
Continuidade dos parques
Havia começado a ler o romance uns dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou a abri-lo quando regressava de trem à chácara; deixava interessar-se lentamente pela trama, pelo desenho das personagens. Essa tarde, depois de escrever uma carta ao caseiro e discutir com o mordomo uma questão de uns aluguéis, voltou ao livro com a tranquilidade do gabinete que dava para o parque dos carvalhos. Esticado na poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de instrução, deixou que sua mão esquerda acariciasse uma e outra vez o veludo verde e começou a ler os últimos capítulos.
CORTÁZAR, Júlio. Continuidade dos parques. In: CORTÁZAR, Júlio. Final do jogo. RJ: Expressão e Cultura, 1971.Após leitura e compreensão do texto “Continuidade dos parques”, constata-se que
Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início doséculo XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros artistas modernistas