AprendiAprendi
LiteraturaUnisinos2017

"Por que escrevo? Antes de tudo porque captei o espírito da língua e assim às vezes a forma é que faz conteúdo. Escrevo portanto não por causa da nordestina mas por motivo grave de 'força maior', como se diz nos requerimentos oficiais, por 'força de lei'. Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite".

Clarice Lispector – A hora da estrela

Disponível em: http://claricelispector.blogspot.com.br/2008/04/ hora-da-estrela-3-parte.html. Acesso em: 05 maio 2017.

O trecho acima foi retirado do romance "A hora da estrela", de Clarice Lispector. O livro trata da relação entre o narrador, Rodrigo S. M., e a nordestina Macabéa, cuja trajetória é apresentada ao longo do texto. A reflexão que Rodrigo faz no referido texto diz respeito a suas dúvidas sobre se deve continuar escrevendo a história ou deve deixá-la de lado e seguir outro rumo.

Aponte a alternativa em que é apresentado o posicionamento do narrador com relação ao que está sendo narrado no trecho em questão.

LiteraturaPUC-Campinas2018

Não deixa de ser surpreendente que o lirismo delicado de Cecília Meireles tenha se mostrado, entre nós, um dos mais permeáveis aos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. De algum modo, aquele “costume de sofrer pelo mundo inteiro” reflete-se em diversas passagens entre 1939-1945, tal como nestes versos do poema “Pistoia, cemitério militar brasileiro”:

São como um grupo de meninos

num dormitório sossegado,

com lençóis de nuvens imensas,

e um longo sono sem suspiros,

de profundíssimo cansaço.

(MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo, Editora 34, 2016, p. 254-255)

Apontam-se no texto duas vertentes da poesia de Cecília Meireles,

LiteraturaFAMECA2016

Leia as duas estrofes iniciais do poema “I-Juca-Pirama”, de Gonçalves Dias, para responder a questão.

No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos − cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.

São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!

(Antologia de poesia romântica brasileira, 2007.)

Aplicam-se às duas estrofes citadas o seguinte recurso expressivo e a respectiva finalidade comunicativa:

LiteraturaUniCesumar2017

Aplica-se adequadamente ao romance A cidade e as serras, de Eça de Queirós, o seguinte comentário crítico de um historiador da literatura portuguesa:

LiteraturaUnichristus2019

Texto para a questão.


XIII


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...


E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.


Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”


E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

“Via-Láctea”, de Olavo Bilac. Arte Literária Brasileira, Clenir Bellezi de Oliveira. São Paulo: Moderna 2000.

Olavo Bilac foi um dos mais louvados poetas de seu tempo e, ainda hoje, tem prestígio.

Apesar do culto à forma parnasiana, desenvolveu, muitas vezes, temas

LiteraturaUnichristus2020

INANIA VERBA


Ah! Quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
Ardes, sangras, prega à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito todo, o que te deslumbra...


O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a palavra pesada abafa, a ideia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.


Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! Quem há de dizer das ânsias infinitas
Do sonho? E o céu que foge à mão que se levanta?


E a ira muda? E o asco mudo? E o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?

BILAC, Olavo. Obra Reunida. Rio de Janeiro, Nova Aguilar ,1977.

Olavo Bilac foi um dos mais louvados poetas de seu tempo e ainda hoje tem prestígio. Foi um artífice da palavra, sabendo conjugar o rigor formal parnasiano com uma grande expressividade.

Apesar do culto à forma

LiteraturaUnichristus2015

Texto para a questão

Cecília Meireles levita, como um puro espírito... Por isso ela se move, viaja, sonha com navios, com nuvens, com coisas errantes e etéreas, móveis e espectrais, transformando em pura poesia essa caminhada. Uma das excepcionalidades de Cecília Meireles: a composição de uma poesia densamente feminina, não apenas a poesia feita por alguém que é mulher, mas obra de mulher, de um sem número de perspectivas sobre coisas que os homens não teriam nem ideia, poesia na qual uma das grandes forças é a delicadeza, e delicadeza de poeta, que transfigura a vida em canto, que opta por um caminho pessoal, mesclando liberdade formal com equilíbrio clássico.

Ana Cristina César

Esse texto, de Ana Cristina César, faz algumas considerações sobre a poesia de Cecília Meireles. Cecília foi uma escritora integral, de capacidade lírica plena, de domínio técnico irretocável. Sua estreia, em 1919, com Espectros, ainda que prese aos cânones parnasianos, já assinala a entrada no cenário poético nacional de uma personalidade artística original e fecunda.

Apesar de ter vivido a efervescência do Modernismo de 22, Cecília Meireles dele herdou apenas o que havia de mais duradouro:

LiteraturaCESMAC2015

TEXTO

(...) Nesta hora de sol puro eu ouço o Brasil.
Todas as tuas conversas, pátria morena, correm pelo ar...
A conversa dos fazendeiros nos cafezais,
a conversa dos mineiros nas galerias de ouro,
a conversa dos operários nos fornos de aço,
a conversa dos garimpeiros peneirando as bateias,
a conversa dos coronéis nas varandas das roças...

Mas o que eu ouço, antes de tudo,
nesta hora de sol puro
palmas paradas
pedras polidas
claridades
brilhos
faíscas
cintilações
é o canto dos teus berços, Brasil, de todos esses teus
berços onde dorme, com
a boca escorrendo leite, moreno, confiante,
o homem de amanhã!
(Ronald de Carvalho. Toda a América.)

Apesar de ter sido dramaturgo, crítico teatral, ensaísta e cronista, José de Alencar firmou o seu nome na literatura brasileira como romancista. Por meio dos seus romances, os brasileiros puderam conhecer as várias regiões do Brasil: seja por meio dos seus costumes, seja no que diz respeito a sua história. Dentre os romances abaixo, quais são de autoria de José de Alencar?

LiteraturaUNIFOR2011

EPITÁFIO

Titãs

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos

Ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos

Com problemas pequenos

Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado

A vida como ela é

A cada umcabe alegrias

E a tristeza que vier...

BRITTO, Sérgio. Epitáfio. In: A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001, 1CD.

Apesar de ser um texto contemporâneo, na letra da música acima há predomínio de características do:

LiteraturaCESMAC2015

Apesar de ser reconhecido na história da literatura como o mais importante autor de literatura infantil do Brasil, Monteiro Lobato também escreveu para o púbico adulto, sendo o seu livro mais importante Urupês, obra constituída por mais de uma dezena de contos. Sobre essa obra, é correto afirmar: