Aquestão focalizam o romance O quinze da escritora Rachel de Queiroz (1910-2003).
Apesar da situação dramática, observam-se entre os retirantes gestos de fraternidade, conforme se verifica em:
Considere as seguintes afirmações sobre o Modernismo no Brasil:
I. No plano temático, não há traços comuns entre a literatura modernista da primeira fase e a literatura pré-modernista de cunho nacionalista.
II. As inovações formais que são percebidas na narrativa literária produzida na primeira fase do período não estão presentes na poesia dessa mesma fase.
III. A obra Macunaíma é um exemplo das inovações da linguagem literária surgidas com o Modernismo.
Apenas está correto o que se afirma em:
“Anos depois, sempre que pensava nas coisas acontecidas nos dias que se seguiram à entrada de Pedro naquela casa, Ana Terra nunca chegava a lembrar-se com clareza da maneira como aquele forasteiro conseguira conquistar a confiança de seu pai a ponto de fazer que o Velho consentisse na sua permanência na estância.”
(VERISSIMO, Erico. O continente. São Paulo: Cia das Letras, 2013, Kindle Edition, Location 1881 de 7782.)Apartir do fragmento acima, é correto afirmar que
“Uma coisa ninguém discute: se Zacarias morreu, o seu corpo não foi enterrado.
Aúnica pessoa que poderia dar informações certas sobre o assunto sou eu. Porém estou impedido de fazê-lo porque os meus companheiros fogem de mim, tão logo me avistam pela frente. Quando apanhados de surpresa, ficam estarrecidos e não conseguem articular uma palavra.
Em verdade morri, o que vem ao encontro da versão dos que creem na minha morte. Por outro lado, também não estou morto, pois faço tudo o que antes fazia e, devo dizer, com mais agrado do que anteriormente.”
(RUBIÃO, Murilo. “O pirotécnico Zacarias”. In: O pirotécnico Zacarias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010)Apartir desse trecho do conto, podemos afirmar que
Com base no texto previamente lido, Venha ver o pôr-do-sol de Lygia Fagundes Telles, responda a questão.
Ao título do texto Venha ver o pôr-do-sol se pode vincular uma das opções abaixo:
− E nesse mar revolto e incerto − diz Tio Bicho − seu Getúlio navegava no seu barquinho de papel, ao sabor do vento e das correntes ...
− E como solução para a crise − ironiza Terêncio − inventou-se o Plano Cohen.
− Hoje se sabe − diz Rodrigo − que esse documento foi forjado pelos integralistas. O Góis fingiu que acreditava nele ...
− Não. O Getúlio deixou que o Góis fingisse por ele. E lavou as mãos.
− Não fez outra coisa durante todo o seu governo senão parodiar Pilatos − diz o estancieiro. E esse plano fantástico, essa conspiração inexistente foi o pretexto para o golpe de 1937 e para o famigerado Estado Novo.
(Érico Veríssimo. O tempo e o vento. In: Joelma E. Domingues e Layla P. L. Fiusa. História: o Brasil em foco. São Paulo: FTD, 1996. p. 271)Ao tempo do Estado Novo, Carlos Drummond de Andrade, no livro Sentimento do mundo, publicou um poema chamado “Elegia 1938”, do qual consta esta passagem, carregada de negatividade diante dos acontecimentos históricos:
2
Se você acompanhasse um rio,
ah, se você acompanhasse um rio
desde as nascentes puras até longe...
Se fosse o rio Turvo quando chegasse em Edéia
viria peixes, peixes e mais peixes
e a solidão do velho Teófilo
cuja filha encantou um padre corado.
No Nerópolis,
sujos porcos
e em barcos
viajarias
até pelo embrenhado
do Corumbá.
O rio Verde e o rio Corrente
escondem muitas mortes.
Velho Zé Garcia de Santana dizia:
“tomou-veio-d'água...”
Em Formoso tem o rio Escuta,
que muita maldade e coisa ruim escutou.
Em Cavalcante tem o rio Silêncio,
que rosário de sonhos silenciou.
E o rio das Garças, se não tem garças,
tem diamantes e vidas que
a vida amaldiçoou.
O rio do Sono poderia ter sido bom.
Tanto como seu próprio filho
e tanto como seu próprio corpo,
você amaria um rio,
se um dia o acompanhasse
das nascentes puras, até longe, até longe.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: Thesaurus, 1999. p. 263-264.Ao tematizar os rios goianos, o poema transcrito alia a objetividadeda descrição geográfica à subjetividade das imagens poéticas. Nesse processo, o eu lírico
A canção apresentada a seguir, “Parque industrial”, foi composta por Tom Zé e ficou conhecida na voz de Gilberto Gil.
Parque industrial
Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção
Pois temos o sorriso engarrafado
Já vem pronto e tabelado
É somente requentar e usar
É somente requentar e usar
O que é made, made, made
Made in Brazil
O que é made, made, made
Made in Brazil
Fonte: ZÉ, Tom. Parque Industrial. In: Tropicália ou Panis et Circenses. Philips, 1968. 1 disco sonoro. Disponível em: <http://www.vagalume.com.br/gilberto-gil/parque-industrial.html#ixzz3QIXmJpZX>. Acesso em: 13 fev. 15.Ao tematizar criticamente o progresso e manifestar uma preocupação nacionalista, a canção apresenta características do movimento literário conhecido como
Mais do que resultante de acasos e similares, como aconteceu a muitos países, o Brasil é produto de uma obra. Em sua primeira parte, feita à medida e semelhança do colonizador. Depois, conduzida pela classe dominante dele herdeira, no melhor e sobretudo no pior da herança. O sistema aí nascente projetou-se na história como um processo sem interrupção, sem sequer solavancos. Escravocrata por tanto tempo, fez a abolição mais conveniente à classe dominante, não aos ex-escravizados. A República trouxe recusas superficiais ao Império, ficando a expansão republicana do poder e dos direitos reduzida, no máximo, a farsas, a começar do método fraudador das "eleições a bico de pena".
(FREITAS, Jânio de.Folha de S. Paulo, 30/04/2017)Ao sumariar a história da nossa dependência como país colonizado, considerando o que nos legou essa condição, o autor do texto expõe as mazelas históricas que o modernista Oswald de Andrade busca
Aqui se cria o peixe regalado
Com tal sustância e gosto preparado,
Que sem tempero algum para apetite
Faz gostoso convite
E se pode dizer em graça rara
Que a mesma natureza os temperara.
Manoel Botelho de Oliveira
Ao sublimar as potencialidades da nova terra, o poeta louva a abundância e a natureza. Com base nessa afirmação assinale a alternativa correta.