No primeiro século após o descobrimento, inúmeros viajantes chegaram ao Brasil, e muitos deles registraram as características do nosso país. Os primeiros documentos são de caráter informativo, referem-se a aspectos físicos, étnicos e culturais da terra brasileira, aos nativos e às atividades colonizadoras. O conjunto desses relatos, produzidos entre 1500 e 1601, recebe o nome de Literatura de Informação ou Literatura Informativa. Escrito em prosa, esse gênero de texto obteve grande aceitação durante o século XVI, especialmente em Portugal e na Espanha, pois, além de despertar a curiosidade, deixava em evidências as características da terra recém-descoberta.
Arte literária brasileira. Clenir Bellezi de Oliveira. São Paulo: Moderna: 2000.Além de ser escrita em prosa, a Literatura Informativa
Falo somente com o que falo:
com as mesmas vinte palavras
girando ao redor do sol
que as limpa do que não é faca:
de toda uma crosta viscosa,
resto de janta abaianada,
que fica na lâmina e cega
seu gosto da cicatriz clara.
***
Falo somente do que falo:
do seco e de suas paisagens,
Nordestes, debaixo de um sol
ali do mais quente vinagre:
que reduz tudo ao espinhaço,
cresta o simplesmente folhagem,
folha prolixa, folharada,
onde possa esconder-se a fraude.
***
João Cabral de Melo NetoAlém de referir-se, já desde o título, a um outro escritor, o poema de João Cabral de Melo Neto contém, igualmente, elementos muito representativos da obra e, em particular, das preferências do próprio autor, dos quais são exemplos bastante marcados predominantemente as expressões
Protestos a Arminda
Conheço muitas pastoras
Que beleza e graça têm,
Mas é uma só que eu amo
Só Arminda e mais ninguém.
Revolvam meu coração
Procurem meu peito bem,
Verão estar dentro dele
Só Arminda e mais ninguém.
De tantas, quantas belezas
Os meus ternos olhos veem,
Nenhuma outra me agrada
Só Arminda e mais ninguém.
Estes suspiros que eu solto
Vão buscar meu doce bem,
É causa dos meus suspiros
Só Arminda e mais ninguém.
Os segredos de meu peito
Guardá-los nele convém,
Guardá-los aonde os veja
Só Arminda e mais ninguém.
Não cuidem que a mim me importa
Parecer às outras bem,
Basta que de mim se agrade
Só Arminda e mais ninguém.
Não me alegra, ou me desgosta
Doutra o mimo, ou o desdém,
Satisfaz-me e me contenta
Só Arminda e mais ninguém.
Cantem os outros pastores
Outras pastoras também,
Que eu canto e cantarei sempre
Só Arminda e mais ninguém.
(Viola de Lereno, 1980.)Além de outras características, a presença de dois vocábulos contribui para identificar o aspecto neoclássico desta modinha, a saber:
Em suas obras, Machado de Assis faz questionamentos de várias teorias de sua época, como a darwinista, a evolucionista e a positivista.
Além de críticas, em Quincas Borba, Machado faz uma caricatura do
A Ingaia Ciência A madureza, essa terrível prenda que alguém nos dá, raptando-nos, com ela, todo sabor gratuito de oferenda sob a glacialidade de uma estela, a madureza vê, posto que a venda interrompa a surpresa da janela, o círculo vazio, onde se estenda, e que o mundo converte numa cela. A madureza sabe o preço exato dos amores, dos ócios, dos quebrantos, e nada pode contra sua ciência e nem contra si mesma. O agudo olfato, o agudo olhar, a mão, livre de encantos, se destroem no sonho da existência.
Ainda, do poema A Ingaia Ciência, é possível, também, afirmar que
Ainda sobre os versos constantes da questão anterior, assinale a opção que NÃO se refere corretamente a eles ou ao poema de que fazem parte:
O texto que segue é uma adaptação do conto de Júlio Cortázar, escritor argentino que se destacou como autor de literatura fantástica. Leia-o atentamente e responda aquestão.
TEXTO
Continuidade dos parques
Havia começado a ler o romance uns dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou a abri-lo quando regressava de trem à chácara; deixava interessar-se lentamente pela trama, pelo desenho das personagens. Essa tarde, depois de escrever uma carta ao caseiro e discutir com o mordomo uma questão de uns aluguéis, voltou ao livro com a tranquilidade do gabinete que dava para o parque dos carvalhos. Esticado na poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de instrução, deixou que sua mão esquerda acariciasse uma e outra vez o veludo verde e começou a ler os últimos capítulos.
CORTÁZAR, Júlio. Continuidade dos parques. In: CORTÁZAR, Júlio. Final do jogo. RJ: Expressão e Cultura, 1971.Ainda sobre o texto, qual alternativa abaixo mostra que, na “primeira retomada da leitura”, a personagem realizava duas ações ao mesmo tempo?
Ainda sobre o romance de Eça de Queirós é correto afirmar:
Ainda sobre o fragmento de Memórias póstumas de Brás Cubas, qual alternativa abaixo é FALSA?
Ainda sobre Laços de família, de Clarice Lispector, é correto afirmar que: