AprendiAprendi
LiteraturaUFG2013

Leia o trecho apresentado a seguir.

A impassibilidade com que o grupo vencido recebeu a derrota desconcertou o velho: estavam tramando alguma coisa. Mas não o pegariam desprevenido. Conhecia de perto a astúcia dos que viviam do outro lado da montanha. […]

Após um mês de ausência, para desapontamento geral, Roque Diadema regressou. Fazia-se acompanhar de numerosa comitiva, onde predominavam os mecânicos […].

[…] Enquanto isso, na aldeia, o clima era de mal-estar e desconfiança. […] Pressentiam que chegara a hora de se livrarem dos forasteiros. […]

Não encontraram resistência. […] Contudo, exigiram a imediata demolição das construções.

O ultimato não perturbou Roque Diadema. Buscou a pasta e dela retirou diversas escrituras.

– Aproveitei minha viagem para adquirir os terrenos. Sou hoje proprietário de dois terços da área urbana do povoado. RUBIÃO, Murilo. A diáspora. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 146; 147; 148.

A relação entre o enredo do conto “A diáspora”, de Murilo Rubião, e o processo brasileiro de modernização, impulsionado a partir do século XIX, se expressa na

LiteraturaUnirG2013

Leia o poema a seguir.


O POETA DO HEDIONDO

Sofro aceleradíssimas pancadas
No coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência

Das desgraças humanas congregadas!

Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me a consciência
A ultrainquisitorial clarividência
De todas as neuronas acordadas!

Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah! Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto...

Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!

ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2012. p. 133.

A relação de sentido estabelecida entre o título e as ideias do poema se evidencia no

LiteraturaUNCISAL2014

“[...] Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance que o autor sobredoura a realidade e fecha olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro- São Paulo: W.M. Jackson Editores, 1970, p. 111.

A relação de ruptura ou de continuidade que esse romance estabelece com um movimento literário que o precede, justifica

LiteraturaFASM2016

Reflexão


Está fora
de meu alcance
o meu fim
Sei só até
onde sou
contemporâneo
de mim

(Ferreira Gullar. Muitas vozes, 2013.)

A reflexão do eu lírico, manifestada no poema, indica que ele

LiteraturaPUC-Campinas2011

Nos anos cinquenta do século passado abriu-se para o Brasil um amplo leque de perspectivas, sobretudo em função de um pósguerra que não nos deixou de beneficiar − econômica e culturalmente. Se na indústria a criação de uma siderurgia nacional assinalava nossa modernização e aparelhamento produtivo, na cultura sucediam experimentos e projetos de todo tipo. Na música e na arquitetura, por exemplo, novas formas traduziam novas atitudes, novas referências sociais. Na literatura, o fenômeno da prosa de Guimarães Rosa, mágico malabarista da tradição e da invenção, era acompanhado de ousadias da poesia de vanguarda. O Brasil começava a desfazer suas amarras com o arcaísmo cristalizador de fórmulas como: “este é um país essencialmente agrário”.

(Antenor Siqueira, inédito)

A referência a Guimarães Rosa, apresentado como mágico malabarista da tradição e da invenção, deve-se ao fato de que, em sua ficção, esse autor soube

LiteraturaUEMA2021

O tempo, na arte literária, opera diversificado conforme os gêneros. Analise os fragmentos extraídos dos capítulos 3 e 4, de Macunaíma

Cap. 3

No outro dia quando Macunaíma foi visitar o túmulo do filho, viu que nascera do corpo uma plantinha. Trataram dela com muito cuidado e foi o guaraná.

Cap. 4

No outro dia bem cedo o herói padecendo saudades de Ci, a companheira pra sempre inesquecível, furou o beiço inferior e fez da muiraquitã um tembetá.

A expressão “no outro dia”, exemplificada acima, é frequentemente usada pelo narrador ao longo da obra Macunaíma.

A recorrência desse marcador temporal mostra a intencionalidade do narrador em

LiteraturaUSCS2019

Leia a tirinha de Charlie Brown e sua turma para responder à questão.

A reação dos personagens no último quadrinho indica que eles

LiteraturaUEMG2014

Esta passagem foi retirada de A mão e a luva, de Machado de Assis:

"... Guiomar curvou a cabeça e esteve alguns instantes a perpassar os dedos pelas teclas, enquanto Luís Alves, tirando de cima do piano outra música, dizia-lhe:

- Podia dar-nos este pedaço de Bellini, se quisesse.

Guiomar pegou maquinalmente na música e abriu-a na estante.

- Era então vontade sua? perguntou ela continuando o assunto interrompido do diálogo.

- Vontade certamente, porque era necessidade.

- Necessidade - tornou ela começando a tocar, menos por tocar que por encobrir a voz; mas necessidade por quê?

-Por uma razão muito simples, porque a amo. (...)

Guiomar sentou-se outra vez muda, despeitada, a bater-lhe o coração como nunca lhe batera em nenhuma outra ocasião da vida, nem de susto, nem de cólera, nem... de amor, ia eu a dizer, sem que ela o houvesse sentido jamais. Não se demorou muito tempo ali; com a mão trêmula folheou a música que estava aberta na estante, deixou-a logo e levantou-se."

A reação de Guiomar à segunda resposta de Luís Alves está diretamente ligada aos efeitos da

LiteraturaPUC-Campinas2016

Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira, de Paulo Prado (escritor a quem Mário de Andrade dedicou Macunaíma), é hoje um livro quase esquecido. Quando saiu, porém, alcançou êxito excepcional: quatro edições entre 1928 e 1931. O momento era propício para tentar explicações do Brasil, país que se via a si mesmo como um ponto de interrogação. Terra tropical e mestiça condenada ao atraso ou promessa de um eldorado sul-americano?

BOSI, Alfredo. Céu, Inferno. São Paulo: Ática, 1988, p. 137)

A razão pela qual o escritor Mário de Andrade dedicou a Paulo Prado seu romance Macunaíma é sugerida no próprio texto, uma vez que nesse romance o autor pretende

LiteraturaFAMEVAÇO2011

A questão abaixo se refere aos livros “Contos de Aprendiz”, de Carlos D. de Andrade e “A estrela sobe”, de Marques Rebelo. Leia e responda com atenção.“Contos de Aprendiz” é uma obra em que Drummond: