A prosa do Segundo Momento do Modernismo se volta ao regionalismo nordestino. Qual autor e obra que representam essa época literária?
O termovanguarda designava originalmente a posição dos guerreiros que iam à frente, nas batalhas. Mais tarde, já no campo da arte, passou a identificar a posição de criadores que, preocupados com uma completa inovação estética, buscavam adiantar-se ao seu tempo e propunham, quando não impunham, novos paradigmas para a linguagem artística. No Brasil do século XX há que se destacar o papel de vanguarda cultural e artística do movimento modernista de 22, por sua vez inspirado por vanguardas europeias, e a radical atuação vanguardista dos poetas concretos, cujos manifestos datam da década de 50 − década em que a economia e a política nacional também buscaram modernizar-se.
(Alcebíades Valongo, inédito)A prosa de Guimarães Rosa, não obstante esteja profundamente marcada pelo universo rústico do sertão e de suas personagens, apresenta um forte componente de vanguarda quando
A prosa de Clarice Lispector enriqueceu a Literatura Brasileira por consolidar a tendência intimista que já surgira anteriormente, mas somente após Lispector é que podemos falar em uma literatura intimista aos moldes de autores internacionais como James Joyce. No ano de 1977, a escritora nascida na Ucrânia publicou seu mais conhecido romance – A hora da estrela – que foi transformado em filme em 1985, com a direção de Suzana Amaral. Sobre esse romance, marque a alternativa correta.
TEXTO:
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
[5] Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
[10] Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
A proposta temática do texto de Gonçalves Dias visa expressar um sentimento de
Urbanização, lixo e modernidade fundem-se em muitos dos romances que enveredam pela representação do caos vivido em metrópoles como São Paulo. A maior cidade da América Latina, com todos os entraves e dejetos típicos de um lugar que abriga mais de dez milhões de habitantes, é palco para as mais variadas expressões artísticas - estejam elas vinculadas à fotografia, ao cinema, à música ou à literatura. Nesse contexto, insere-se o romance Eles eram muitos cavalos (2001), de Ruffato, cujos espaços se concentram no interior de uma cidade que, ao mesmo tempo, é paragem e perdição para os que por ela conduzem suas vidas.
(MELO, Cimara Valim. O lugar do romance na literatura brasileira contemporânea. São Paulo: Annablume, 2013. p. 214-215).
A propósito do romance Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, assinale a alternativa correta.
A propósito do romance Capitães da areia, de Jorge Amado, não se pode afirmar:
Leia o poema de Fernando Pessoa, presente em Ficções do Interlúdio:
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
A propósito do poema acima, é correto afirmar que:
No romance Menino de engenho, de José Lins do Rego, lê-se:
Depois mandaram-me para a aula dum outro professor, com outros meninos, todos de gente pobre. Havia para mim um regime de exceção. Não brigavam comigo. Existia um copo separado para eu beber água, e um tamborete de palhinha para o “neto do coronel Zé Paulino”. Os outros meninos sentavam-se em caixões de gás. Lia-se a lição em voz alta. A tabuada era cantada em coro, com os pés balançando, num ritmo que ainda hoje tenho nos ouvidos. Nas sabatinas nunca levei bolo, mas quando acertava, mandavam que desse nos meus competidores. Eu me sentia bem com todo esse regime de miséria. Os meninos não tinham raiva de mim.
(In: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 16ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971)A propósito do parágrafo acima, é correto afirmar que:
Com base na associação entre período literário, autor, obra e personagem da obra citada, analise as proposições, tendo em vista as associações realizadas.
I - Romantismo:
José de Alencar: O Guarani (Peri)
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha (Carolina)
II - Realismo:
Machado de Assis: Dom Casmurro (Capitu)
Machado de Assis: A Cartomante (Iracema)
III - Naturalismo:
Aluísio de Azevedo: O Cortiço (João Romão)
Aluísio de Azevedo: O Mulato (Sérgio)
IV - Modernismo de 30 ou Segunda Fase do Modernismo Brasileiro:
Graciliano Ramos: Vidas Secas (Fabiano)
José Lins do Rego: Menino de Engenho (José Paulino)
A propósito dessa questão, pode-se afirmar que:
Leia a seguinte explicação:
Bakhtin desenvolve o conceito de “polifonia” em Problemas da Poética de Dostoiévski (PPD). Segundo Bakhtin, é característica do romance ser pluri vocal. Estudando Dostoiévski, Bakhtin observou que o seu discurso romanesco não é apenas pluri vocal — há algo mais além dessa plurivocidade: as vozes dos personagens apresentam uma independência excepcional na estrutura da obra. Como diz Bakhtin, "é como se soassem ao lado da palavra do autor". Observou mais que as múltiplas consciências que aparecem no romance mantêm-se equipolentes, ou seja, em pé de absoluta igualdade, sem se subordinarem à consciência do autor. Também os mundos que povoam os seus romances se combinam numa unidade de acontecimento, porém mantendo a sua imiscibilidade.
ROMAN, Artur Roberto. O conceito de polifonia em Bakhtin: o trajeto polifônico de uma metáfora. In: LETRAS: Curitiba, n.41-42, p. 195-205.1992-93. Editora da UFPR. Texto adaptado.A propósito de como a polifonia se manifesta em Filandras, de Adélia Prado, é CORRETO afirmar que