AprendiAprendi
LiteraturaUCS2013

A primeira fase modernista teve início no Brasil logo após a Semana da Arte Moderna, de 1922, estendendo-se até1930. Assinale a alternativa correta em relação a esse período.

LiteraturaFGV-SP2015

Texto para aquestão

Era no tempo do rei.

Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo - O canto dos meirinhos -; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo.

Daí sua influência moral.

Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias.

A presença, no introito do livro, de amplas considerações a respeito do aparato judiciário existente no Rio de Janeiro do período joanino, já indica a relevância, na obra,

LiteraturaUEMA2010

A presença de linguagem figurada faz com que o leitor possa produzir sentidos ricos e interessantes, sobretudo nos textos literários. Nesse sentido, a figura de linguagem personificação encontra-se no trecho do Bom-Crioulo presente na opção:

LiteraturaFEMA2018

Leia o poema de Cecília Meirelles para responder a questão.

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
− não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
− mais nada.

(Poesia completa, 2001.)

A predominância de verbos no presente do indicativo reforça a ideia de

LiteraturaUnit-SE2019

TEXTO:


Canto do regresso à pátria


Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
[5] Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
[...]
Não permita Deus que eu morra
[10] Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

ANDRADE, Oswald de Andrade. Canto de regresso à pátria. Pau-Brasil. https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2017/05/10/canto-de-regresso-a-patriaoswald-de-andrade/. Acesso em: 19 nov. 2018.

A postura poética do texto de Oswald de Andrade tem como princípio temático a

LiteraturaPUC-Campinas2011

A respeito de participação sua junto a um grupo de estudos formado em Osasco, constituído de jovens do subúrbio, no período da ditadura do governo Médici, relata o professor Alfredo Bosi:

Apresentei-me um tanto encabulado. (...) Por onde começar? Combinei que leríamos juntos Vidas secas de Graciliano Ramos. Foi uma revelação. A história de Fabiano, Sinha Vitória, os dois meninos e Baleia era a história de seus pais e avós. Os excluídos tinham mudado de chão e cumprido o destino que o fecho da novela lhes anunciara: chegaram a uma cidade do Sul. Aqueles jovens apartados do mundo da cultura letrada afinal reconheciam-se nas personagens que estavam servindo de tema para essa mesma cultura nas faculdades de Letras!

(Alfredo Bosi. Literatura e resistência. S. Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 263)

A política econômica do governo, em cujo período Alfredo Bosi viveu a experiência referida no texto, orientava-se pela ideia de que era preciso fazer crescer o “bolo da economia” para depois “distribuí-lo”. Esse tipo de política

LiteraturaUnichristus2019

Texto para a questão.


Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós se uniformara?


Quem veria uma flor, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?


Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódia, e minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.


Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sóis Anjos, que me tenta, e não me guarda.

Gregório de Matos.
Arte Literária Brasileira, Clenir Bellezi de Oliveira. São Paulo: Moderna 2000.

A poesia lírico-amorosa de Gregório de Matos aborda os encantos da mulher amada, sua indiferença ou paixão, o duelo entre o desejo e o neoplatonismo. Isso evidencia uma

LiteraturaUNIEVA2021

A poesia e o estilo dos versos de Cassimiro de Abreu se caracterizam pela

LiteraturaUNCISAL2012

Pelas características apresentadas - traços de expressionismo, preferência pelo “mau gosto”, pelo escarro, poesia trabalhada, com linguagem cientista-naturalista e, ao mesmo tempo, marcada pelo pessimismo, pela angústia e pela presença da morte e depois dela a desintegração e os vermes – o soneto abaixo filia-se ao simbolismo do poeta

O POETA DO HEDIONDO

Sofro aceleradíssimas pancadas

No coração. Ataca-me a existência

A mortificadora coalescência

Das desgraças humanas congregadas!

Em alucinatórias cavalgadas,

Eu sinto, então, sondando-me a consciência

A ultra-inquisitorial clarividência

De todas as neuronas acordadas!

Quanto me dói no cérebro esta sonda!

Ah! Certamente eu sou a mais hedionda

Genereralização do Desconforto...

Eu sou aquele que ficou sozinho

Cantando sobre os ossos do caminho

A poesia de tudo quanto é morto!

LiteraturaENEM2016

Quinze de Novembro

Deodoro todo nos trinques

Bate na porta de Dão Pedro Segundo.

Seu imperadô, dê o fora

que nós queremos tomar conta desta bugiganga.

Mande vir os músicos.

O imperador booejando responde:

Pois não meus filhos não se vexem

me deixem calçar as Chinelas

podem entrar a vontade:

só peço que não me bulam nas obras completas de

[Victor Hugo.

MENDES, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Murilo Mendes dialoga com o ideário poético dos primeiros modernistas. No poema, essa atitude manifesta-se na