Texto para aquestão:
Aborto, porte de armas e o presidente Donald Trump foram alguns dos assuntos que dominaram a primeira audiência de confirmação do juiz conservador Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos Estados Unidos, realizada em meio a protestos de ativistas e tentativas de adiamento do processo por parte de democratas.
Kavanaugh passará por mais dois dias de sabatina, na quarta e na quinta, e testemunhas contra e a favor do juiz devem ser ouvidas na sexta.
(Folha de S.Paulo, 04/09/2018)Segundo o Dicionário Aurélio (versão digital), a palavra sabatina possui as seguintes acepções:
1. Repetição, no sábado, das lições estudadas durante a semana.
2. Oração do sábado.
3. Tese que os estudantes de filosofia defendiam ao término de seu primeiro ano de curso.
4. Fig. Discussão, debate, questão.
Levando-se em conta que o vocábulo sabatina ganhou o valor semântico de "exame, prova ou questionamento (não necessariamente realizados num sábado) para o exercício de um cargo", pode-se afirmar que nesse caso ocorreu um(a):
Levando-se em conta que Filippo Marinetti, fundador do movimento referido na questão anterior, rejeitou o passado e defendeu a extinção de museus e cidades antigas, ao afirmar que “um automóvel é mais belo que a Vitória de Samotrácia”, ele só não usou com essa frase:
Indique o item em que tanto o uso da vírgula quanto a respectiva justificativa entre parênteses não são condizentes:
Segundo Massaud Moisés, em seu Dicionário de Termos Literários, a figura de linguagem denominada hipálage “designa um expediente retórico mediante o qual uma palavra troca o lugar que logicamente ocuparia na sequência frásica por outro, junto de um termo ao qual se vincula gramaticalmente.”
Esse procedimento acima descrito só nãoocorre na passagem:
Observando o aviso acima, é possível constatar duas ocorrências linguísticas (uma ligada à transgressão gramatical e outra ligada à semântica).
Essas ocorrências são respectivamente de:
Em uma das manchetes de jornal, é possível fazer dupla leitura. Aponte-a:
Em uma das frases ocorre uma ambiguidade ou duplo sentido. Identifique-a:
Assim, a classe média não pode identificar-se integralmente, no plano ideológico-político, com o proletariado (fabril, comercial ou dos transportes). Em consequência, a classe média não pode participar da direção de um processo revolucionário de construção do socialismo, justamente por ser incapaz de impor a tal processo (do qual a supressão de propriedade privada dos meios de produção é apenas um dos momentos) uma verdadeira direção revolucionária: a da supressão da divisão capitalista do trabalho. Essa é a contradição ideológica própria da classe média: enquanto expressão privilegiada da divisão capitalista do trabalho, tende a ser atraída para o campo ideológico da burguesia; enquanto classe trabalhadora, tende a solidarizar-se com o proletariado. Noutras palavras, a classe média pode tanto aliar-se politicamente à burguesia (ou a uma das frações burguesas), quanto pode unir-se politicamente ao proletariado em lutas que não ultrapassem um certo limite: o da supressão da divisão entre trabalho manual e trabalho não-manual.
(Décio Azevedo Marques de Saes, Classe Média e Políticos no Brasil)É possível inferir do texto que a classe média:
Mas eu vinha bem-andante, e ávido, aberto a todas as alegrias, querendo agarrar mais prazeres, horas de inteira terra. Por que vim? Foi-me dado, ainda no último momento, dizer que não, recusar- -me a este posto. Perguntaram-me se eu queria. Ante a liberdade de escolha, hesitei. Deixei que o rumo se consumasse, temi o desvio de linhas irremissíveis¹ e secretas, sempre foi a minha ânsia querer acumpliciar-me² com o destino. E hoje, tenho a certeza: toda liberdade é fictícia, nenhuma escolha é permitida; já então, a mão secreta, a coisa interior que nos movimenta pelos caminhos árduos e certos, foi ela que me obrigou a aceitar. O mais-fundo de mim mesmo não tem pena de mim; e o mais-fundo de meus pensamentos nem entende as minhas palavras.
(Guimarães Rosa, “Páramo” in: Estas Estórias)
Depreende-se da leitura do trecho final do texto que:
O PATO SOCIAL
Amigos que atuam no mercado editorial e na imprensa de Lisboa, externando com bom humor a sua indignação, argumentavam: “Queremos igualdade de condições e direitos. Se não podemos ser ‘exactos’ em nosso idioma, então vocês não podem ter um ‘pacto’, mas, sim, um pato social”.
Avicultura sociopolítica à parte, os lusos, a despeito de seus questionamentos, e os demais governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com exceção de Angola, já ratificaram o acordo ortográfico. O mais importante de tudo isso é entender que as mudanças que unificaram a ortografia não alteraram a gramática e a riqueza do português, com sua multiplicidade de expressões homônimas e parônimas e infinitas possibilidades sintáticas para a composição das frases e sentenças.
Ademais, o alto grau de redundância linguística de nosso idioma permite que os textos sejam lidos rapidamente e na diagonal, sem prejuízo de se assimilar a informação mínima, e também facilita o mecanismo da previsibilidade (ou seja, mesmo quando faltam letras numa palavra, o leitor consegue ler de maneira correta). Tudo isso vai a favor do consenso nacional quanto à necessidade de estimular a leitura.
Considerando a adequada e rápida adaptação do Brasil e levando-se em conta que até os portugueses já ratificaram o acordo ortográfico, são incompreensíveis as propostas que às vezes surgem no nosso Legislativo ou na retórica de pretensos estudiosos do tema, de se produzirem novas mudanças.
(Karine Pansa, Folha de SP, adaptado, 19.08.2014)De uma leitura atenta do texto, pode-se afirmar que: