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Assim, a classe média não pode identificar-se integralmente, no plano ideológico-político, com o proletariado (fabril, comercial ou dos transportes). Em consequência, a classe média não pode participar da direção de um processo revolucionário de construção do socialismo, justamente por ser incapaz de impor a tal processo (do qual a supressão de propriedade privada dos meios de produção é apenas um dos momentos) uma verdadeira direção revolucionária: a da supressão da divisão capitalista do trabalho. Essa é a contradição ideológica própria da classe média: enquanto expressão privilegiada da divisão capitalista do trabalho, tende a ser atraída para o campo ideológico da burguesia; enquanto classe trabalhadora, tende a solidarizar-se com o proletariado. Noutras palavras, a classe média pode tanto aliar-se politicamente à burguesia (ou a uma das frações burguesas), quanto pode unir-se politicamente ao proletariado em lutas que não ultrapassem um certo limite: o da supressão da divisão entre trabalho manual e trabalho não-manual.

(Décio Azevedo Marques de Saes, Classe Média e Políticos no Brasil)

De acordo com o texto, a classe média:

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Das frases abaixo, extraídas da imprensa, uma permite dupla leitura. Assinale-a:

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Acirramento político e ‘textão’ fazem usuários abandonarem redes sociais

A história da internet no Brasil é recheada de momentos mais acirrados, diz Fábio Malini, do laboratório de cibercultura daUniversidade Federal do Espírito Santo. “Em 2002, as brigas eram em listas de e-mail. Em 2006, no Orkut; em 2010, no Twitter e, em 2014, já no Facebook”, diz, destacando só as eleições presidenciais.(...)

Mas, no Facebook, há “uma cultura do revide”, diz Malini, por causa da possibilidade de comentar nas postagens de outros usuários - que, “cada vez mais, têm uma ‘linha editorial política’”.

(...)

CHATO DE INTERNET

O ambiente virtual se torna agressivo porque a personalidade eletrônica é mais insubordinada, grossa, desbocada e sexualizada, segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do programa de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na vida virtual, explica, não há expressões, gestos e retorno imediato da opinião do outro. Para compensar, o cérebro cria um mecanismo para exagerar a intensidade do que quer transmitir. “As pessoas são mais intensas do que são no cotidiano.”

Isso afastou o professor Matheus Piai, 24, de Bauru (a 329 km de SP), que não deletou sua conta, mas diminuiu a frequência.” As redes são ótimas maneiras para debater, mas os usuários fazem isso de maneira excessiva, para atacar uns aos outros.”

Nabuco diz que, “se a pessoa se torna chata na internet, possivelmente é chata na vida real”, já que não tem inteligência emocional para regular a frequência com a qual comenta determinado assunto.

O artista Rafael Amambahy, 27, chama o Facebook de “black hole” (buraco negro). Ele saiu dessa rede. “Estão gritando para ninguém. Não são discussões. Na efervescência política, você tem que postar e, às vezes, nem sabe sobre o que está falando”, diz.

(Juliana Gragnani, Folha de SP, 13/03/2016, adaptado)

Das expressões abaixo, assinale a que não representa um jargão na temática do texto:

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A reivindicação do massacre na Charlie Hebdo pela facção da al-Qaeda na Península Arábica recoloca em primeiro plano um movimento afastado da mídia pelos sucessos militares da Organização do Estado Islâmico.

(Le Monde Diplomatique Brasil, 04.02.2016)

Das afirmações abaixo sobre o uso da vírgula, assinale a única correta:

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Considere a proposição “Eu vou à escola ou vou jogar futebol”. Uma proposição logicamente equivalente a ela é:

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Textos para aquestão.

Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes1 unidos à oração ou nela encravados.
Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear2 por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

1sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
2pear: prender.

Conforme o texto, para a ciência da linguagem, as expressões de realce passaram a ser:

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Textos para aquestão.

Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes1 unidos à oração ou nela encravados.
Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear2 por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

1sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
2pear: prender.

Conforme o autor:

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Assinale o item em que ocorreu uma concordância não gramatical, ou seja, uma concordância com a ideia:

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O PATO SOCIAL

Amigos que atuam no mercado editorial e na imprensa de Lisboa, externando com bom humor a sua indignação, argumentavam: “Queremos igualdade de condições e direitos. Se não podemos ser ‘exactos’ em nosso idioma, então vocês não podem ter um ‘pacto’, mas, sim, um pato social”.

Avicultura sociopolítica à parte, os lusos, a despeito de seus questionamentos, e os demais governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com exceção de Angola, já ratificaram o acordo ortográfico. O mais importante de tudo isso é entender que as mudanças que unificaram a ortografia não alteraram a gramática e a riqueza do português, com sua multiplicidade de expressões homônimas e parônimas e infinitas possibilidades sintáticas para a composição das frases e sentenças.

Ademais, o alto grau de redundância linguística de nosso idioma permite que os textos sejam lidos rapidamente e na diagonal, sem prejuízo de se assimilar a informação mínima, e também facilita o mecanismo da previsibilidade (ou seja, mesmo quando faltam letras numa palavra, o leitor consegue ler de maneira correta). Tudo isso vai a favor do consenso nacional quanto à necessidade de estimular a leitura.

Considerando a adequada e rápida adaptação do Brasil e levando-se em conta que até os portugueses já ratificaram o acordo ortográfico, são incompreensíveis as propostas que às vezes surgem no nosso Legislativo ou na retórica de pretensos estudiosos do tema, de se produzirem novas mudanças.

(Karine Pansa, Folha de SP, adaptado, 19.08.2014)

Assinale o item em que o par de vocábulos não seja exemplo de palavras parônimas, mas sim de homônimas:

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Ao mesmo assunto e na mesma ocasião

Corrente, que do peito destilada

Sois por dois belos olhos despedida;

E por carmim correndo dividida

Deixais o ser, levais a cor mudada

Não sei quando caís precipitada,

Às flores que regais tão parecida,

Se sois neve por rosa derretida,

Ou se rosa por neve desfolhada.

Essa enchente gentil de prata fina,

Que de rubi por conchas se dilata,

Faz troca tão diversa e peregrina,

Que no objeto, que mostra, ou que retrata,

Mesclando a cor purpúrea, à cristalina,

Não sei quando é rubi, ou quando é prata.

(Gregório de Matos)

Assinale a única indicação FALSA sobre figuras de linguagem no poema de Gregório de Matos: