A personagem-narradora de O cesto, que integra O fio das missangas, de Mia Couto, era desprezada pelo marido. Assinale a opção em que a passagem do texto NÃO caracteriza o estado de submissão e passividade vivido por ela:
As personagens de Os desvalidos, romance de Francisco J. C. Dantas, são, normalmente, pessoas cuja vida não lhes contemplou felicidade.
A personagem que, apesar de ser desonesto, ignorante e explorador, se apresenta como a mais feliz ao longo da história narrada pelo autor é
Da leitura da obra “Fogo morto”, de José Lins do Rego, responda aquestão:
A personagem que melhor representa essa realidade é:
TEXTO
[1] Dançava-se a quatragem no mutirão da tia Umbelina.
Margarida estava sentada junto de Eugênio, de cujo lado não se arredara desde que este havia chegado.
Ia-se formar nova roda de dançadores; Luciano, que tinha a viola em punho, dirigiu-se a Margarida, e
convidou-a para a dança. Ela recusou-se protestando já ter dançado muito e achar-se fatigada.
[5] – Então venha esse mocinho, que aí está com a senhora — disse Luciano.
Com este convite o rapaz procurava mesmo ocasião de travar-se de razões com o estudante, a fim de
desabafar o ciúme e o despeito que por dentro o corroíam.
– Eu não sei dançar — respondeu Eugênio com timidez.
– Deveras!... não me diga isso, moço; isso é desculpa; falta-nos uma pessoa; venha... não se faça de
[10] rogado.
– É deveras; não sei dançar, nunca dancei em dias de minha vida.
– Então para que vem a estas funções?...
– Ora essa é boa!... para ver...
– Como quem vem aqui ver... mas ah! já o estou conhecendo; o senhor não é aquele coroinha, que
[15] ultimamente tem ajudado à missa ao vigário lá na vila?
– É ele mesmo — acudiu Margarida, que já se impacientava com as grosserias —, é o filho do Sr. capitão
Antunes.
– Do capitão Antunes?... ah!... e o que vem ele aqui fazer?... decerto aqui veio fugido de casa, e há de ser
benfeito que o pai lhe passe uma dúzia de bolos, quando souber que já anda metido em súcias...
(GUIMARÃES, Bernardo. O seminarista. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 70-1).A personagem principal do texto é:
TEXTO
[1] José Roberto e Sebastião Campos serviam às senhoras, acompanhando com uma pilhéria cada prato que lhes
ofereciam. Raimundo pediu dispensa do chá, com medo do Freitas que lhe abrira um lugar ao lado do seu.
Ouviu-se mastigar as torradas e sorver, aos golinhos, o chocolate quente.
– Doutor, exclamou o cônego, procurando espetar com o garfo uma fatia de um bolo de tapioca. Prove ao
[05] menos do nosso “Bolo do Maranhão”. Também o chamam por aí “Bolo podre”. Prove, que isto não há fora de cá...
é uma especialidade da terra!
– Não é mau... disse Raimundo, fazendo-lhe a vontade. Muito saboroso, mas parece-me um tanto pesado...
– É de substância! acrescentou Maria Bárbara. Faz-se de tapioca de forno e ovos.
– D. Bibina! chamou Ana Rosa, apontando para os beijus. São fresquinhos...
[10] Amância, com a boca cheia, dizia baixo a Maria do Carmo:
– Pois, minha amiga, quando precisar de missa com cerimônia, não tem mais do que se entender com o padre
que lhe digo... É muito pontual e contenta-se com o que a gente lhe dá! Est’r’o dia apanhou-me dezoito mil- réis
por uma missinha cantada, mas também podia se ver a obra que o homem apresentou!.. Pois então! Há de dar
uma criatura seus cobrinhos, que, tanto custam a juntar, a muito padre, como há por aí, desses que, mal chegam
[15] ao altar, estão pensando no almoço e na comadre?... Deus te livre, credo! Até pesa na consciência de um cristão!
– Como o padre Murta!... lembrou a outra.
– Oh! Esse, nem se fala! Às vezes, Deus me perdoe! nos enterros, até se apresenta bêbado!
(AZEVEDO, Aluísio. O mulato. 8ª ed. São Paulo: Ática, 1988. p.60).A personagem principal do texto é:
TEXTO
[1] – Pode deixar o tabuleiro aí mesmo. Já estava com fome.
– Sinhá Mariana manda dizer ao senhor para desculpar. Hoje é dia de guarda, e o povo da casa-grande está no
jejum.
– Este povo vai todo pro céu. Estão pensando que Deus Nosso Senhor gosta de gado magro. Deus gosta é de
[5] ver gado de sedenho abrindo. O que foi que a velha mandou hoje? Esta história de bacalhau não é comigo.
– Todo mundo está no bacalhau, mestre Zé.
– Não venho trabalhar aqui para comer isto.
– Os brancos estão comendo, mestre.
– Quero lá saber de branco. Quero é a minha barriga cheia.
[10] O moleque abriu os dentes numa risada gostosa.
– Mestre, o velho anda com essa leseira de reza que não acaba mais.
– É o que eles querem. Estão pensando que oficial é cachorro. Pensam que me machucam, não me chamando
para comer na casa-grande. Não sou o pintor Laurentino que vive por aí contando prosa. O mestre José Amaro,
menino, tem a sua bondade, também. Tenho trabalhado para senhor de engenho de muitas posses, gente de mesa
[15] de banquete, e nunca vi este luxo aqui no Santa Fé.
(REGO, José Lins. Fogo Morto. 53ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p.24-25).A personagem principal do texto é:
TEXTO:
Era raro ele se mostrar claramente mais sério. Lóri
reconhecia que ele tinha concentração, intensidade,
delicadeza e discrição, embora tudo fosse quase sempre
encapado por um tom leve para não mostrar emoção.
5 — Sabe, Lóri, disse ele agora sorrindo. Depois que
encontrei você umas três ou quatro vezes — por Deus,
talvez tenha sido exatamente da primeira vez que vi
você! — pensei que poderia agir com você com o método
de alguns artistas: concebendo e realizando ao mesmo
10 tempo. É que de início pensei ter encontrado uma tela
nua e branca, só faltando usar os pincéis. Depois é que
descobri que se a tela era nua era também enegrecida
por uma fumaça densa, vinda de algum fogo ruim, e que
não seria fácil limpá-la. Não, conceber e realizar é o
15 grande privilégio de alguns. Mas mesmo assim não tenho
desistido. Não, continuou ele falando como se ela não
estivesse ali, não é mesmo com bons sentimentos que
se faz literatura: a vida também não. Mas há algo que
não é bom sentimento. É uma delicadeza de vida que
20 inclusive exige a maior coragem para aceitá-la.
LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres. 19. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. p. 62-63.A personagem masculina
Da leitura do livro ´Memorias póstumas de Brás cubas', de Machado de Assis, responda a questão.
A personagem e a obra bíblicas, aludidas pelo autor, são:
Da leitura do livro ´Memorias póstumas de Brás cubas', de Machado de Assis, responda a questão.
A personagem de uma outra obra machadiana que aparece em 'Memórias', como mendigo, é:
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim [...]
(HOLANDA, Chico Buarque de. Folhetim. Disponível em:Acesso em: 07/05/2015.A personagem da literatura que melhor se aproxima do perfil feminino descrito na canção de Chico Buarque de Holanda é: