Analise as sentenças acerca da poética de Vinícius de Moraes, bem como da 2ª fase do Modernismo brasileiro, e identifique-as como ‘Falsas (F)’ ou ‘Verdadeiras (V)’:
1. Além de poesias, escreveu uma importante peça teatral chamada “Orfeu e Eurídice”.
2. Escreveu poesia para adultos e, também, poesia infantil.
3. Versou sob a influência das duas tendências vigentes à época: o espiritualismo e o engajamento político.
4. Os temas universais são recorrentes em sua produção de sonetos.
5. Em sua poesia há espaço tanto para a espiritualidade, quanto para inquietações terrenas, como o erotismo.
6. Quanto ao aspecto formal de seus poemas é certo dizer que tinha predileção pelos sonetos.
7. Sua poesia de cunho social é caracterizada por uma linguagem mais simples e pela utilização de versos livres.
8. O período conturbado em que se localizou a 2ª fase Modernista fez com que as produções deste período manifestassem a necessidade de compreensão do mundo.
9. Esta geração expôs, na prosa, as mazelas e as relações conflituosas do povo brasileiro, sobretudo nos grandes centros.
10. Na prosa, ficaram conhecidos personagens como a ‘cachorrinha Baleia’, o ‘Jeca Tatu’ e a ‘Garota de Ipanema’.
A alternativa que contempla os julgamentos das sentenças em uma sequência correta é:
Leia o poema de Augusto dos Anjos para responder aquestão.
A Ideia
De onde ela vem? De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica!
Examine as seguintes sentenças a respeito do poema A Ideia.
1. A poesia de Augusto dos Anjos mostra-se vinculada à tendências parnasianas e naturalistas, o que pode ser expresso, por exemplo, pela preocupação formal e pela preferência pelo soneto, exclusivos deste período.
2. Apresenta vocabulário anticonvencional e tratamento poético à matéria considerada ‘não eleita’ para a época.
3. São características deste poema a distorção, o exagero, a obsessão pela morte e a bestialização humana.
4. Apresenta tom elocucional e intimista e despreza a figura do leitor.
5. O poema tem como temática central a certeza e a especulação da origem das ideias humanas.
6. Há, entre o terceiro e o quarto versos, uma cavalgadura.
7. A terceira estrofe apresenta a origem das ideias recorrendo à fundamentação biológica e espiritual.
8. A última estrofe infere que as ideias são seres autônomos e indeterminados.
9. O terceiro e o quarto verso evidenciam que as ideias realizam movimentos ascendentes.
10. O terceiro verso da terceira estrofe enfatiza que o poeta menospreza as ideias humanas.
A alternativa que contempla a diferença entre as sentenças incorretas e corretas é:
Texto para aquestão
CANTO DO RIO EM SOL
I
Guanabara, seio, braço
de a-mar:
em teu nome, a sigla rara
dos tempos do verbo mar.
Os que te amamos sentimos
e não sabemos cantar:
o que é sombra do Silvestre
sol da Urca
dengue flamingo
mitos da Tijuca de Alencar.
Guanabara, saia clara
estufando em redondel!
que é carne, que é terra e alísio
em teu crisol?
Nunca vi terra tão gente
nem gente tão florival.
Teu frêmito é teu encanto
(sem decreto) capital.
Agora, que te fitamos
nos olhos,
e que neles pressentimos
o ser telúrico, essencial,
agora sim és Estado
de graça, condado real.
(...)
Carlos Drummond de Andrade, Lição de coisas.
A alternativa que contém uma afirmação que NÃO é compatível com o teor do poema de Drummond é:
TEXTO:
Entre brumas, ao longe, surge a aurora.
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece, na paz do céu risonho,
Toda branca de sol.
E o sino canta em lúgubres responsos:
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
[...]
Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Põe-se a lua a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece, na paz do céu tristonho,
Toda branca de luar.
E o sino chora em lúgubres responsos:
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
GUIMARAENS, Alphonsus de. A catedral. Cantos de amor, Salmos de preces. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1972. p. 158.Marque V ou F, conforme sejam verdadeira ou falsa as afirmativas abaixo.
O texto apresenta
( ) versos que traduzem uma subjetividade de acordo com os postulados simbolistas.
( ) sugestão de uma relação de dependência entre o amor e a morte.
( ) registro da observação do cotidiano sob uma perspectiva lógica.
( ) projeção de sentimentos antitéticos na realidade circundante.
( ) imagens que traduzem uma verdade interior.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Japoneses
Turcos
Miguéis
Os hotéis parecem roupas alugadas
Negros como um compêndio de história pátria
Mas que sujeito loiro
ANDRADE, Oswaldo de. Guararapes. Cadernos de poesia do aluno Oswald (poesias reunidas). São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p. 102.Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas
O poema traduz o espírito da chamada GERAÇÃO de 22, no Modernismo brasileiro, porque apresenta
( ) reflexão sobre o fazer poético.
( ) caráter sintético e ausência de pontuação.
( ) aproveitamento de elementos considerados antipoéticos.
( ) sequência de vários elementos sem um nexo sintático que os relacione.
( ) enriquecimento da realidade histórica pela combinaçãode elementos tecnológicos com elementos naturais.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
I.
Um Barão assinalado
sem brasão, sem gume e fama
cumpre apenas o seu fado:
amar, louvar sua dama,
dia e noite navegar,
que é de aquém e de além-mar
a ilha que busca e amor que ama.
LIMA, Jorge de. Invenção de Orfeu. Canto Primeiro. Poesia completa.Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 509.II.
A linguagem
parece outra
mas é a mesma
tradução
Mesma viagem
presa e fluente,
e a ansiedade
da canção.
Lede além
do que existe
na impressão.
E daquilo
que está aquém
da expressão
LIMA, Jorge de. Invenção de Orfeu. Canto Sétimo. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 676.Marque com V ou F, conforme sejam as afirmações verdadeiras ou falsas.
Os fragmentos, contextualizados na obra, permitem afirmar:
( ) O poema mantém diálogo com outras obras da tradição literária.
( ) O narrador, no fragmento I, apresenta-se ao leitor e evidencia o seu intento de descobrir novas terras, ampliando as fronteiras físicas do mundo.
( ) O narrador, no fragmento II, sugere ao leitor ir além da superfície do texto, a fim de alcançar o seu sentido profundo.
( ) O poema Invenção de Orfeu caracteriza-se pela ruptura com o rigor formal da narrativa épica, evidenciando o uso tão somente de versos livres e brancos.
( ) O narrador sugere, na obra, uma viagem de caráter metafísico em busca da plenitude espiritual.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
I.
Desinteressado de dinheiro, de glória e posição, vivendo numa reserva de sonho, adquirira a candura e a pureza da alma que vão habitar esses homens de uma ideia fixa, os grandes estudiosos, os sábios, e os inventores, gente que fica mais terna, mais ingênua, mais inocente que as donzelas das poesias de outras épocas.
É raro encontrar homens assim, mas os há e, quando se os encontra, mesmo tocados de um grão de loucura, a gente sente mais simpatia pela nossa espécie, mais orgulho de ser homem e mais esperança na felicidade da raça.
BARRETO, Lima. Desastrosas consequências de um requerimento. Triste fim de Policarpo Quaresma. 5.ed. São Paulo: FTD,1998, p. 56-57.(Coleção Grandes Leituras).II.
Quaresma vivia assim, sentindo que a campanha que lhe tinham movido, embora tendo deixado de ser pública, lavrava ocultamente. Havia no seu espírito e no seu caráter uma vontade de acabá-la de vez, mas como? Se não o acusavam, se não articulavam nada contra ele diretamente? Era um combate com sombras, com aparências, que seria ridículo aceitar.
De resto, a situação geral que o cercava, aquela miséria na população campestre que nunca suspeitara, aquele abandono de terras à improdutividade, encaminhavam sua alma de patriota meditativo a preocupações angustiosas.
BARRETO, Lima. Desastrosas consequências de um requerimento. Triste fim de Policarpo Quaresma. 5 ed. São Paulo: FTD,1998, p.117. (Coleção Grandes Leituras).
Indique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas, de acordo com a obra.
( ) O patriotismo de Policarpo oculta interesses políticos pessoais.
( ) O narrador assume, no processo narrativo, uma postura impessoal e imparcial
( ) O major Quaresma defende um ideal de brasilidade ligado a uma visão edênica do país.
( ) A trajetória de Quaresma o leva a sair do sonho para uma realidade marcada por injustiças, corrupção, ambição, que ele tenta inutilmente modificar.
( ) O personagem Policarpo Quaresma vê em Ricardo Coração dos Outros a possibilidade de concretizar o seu projeto cultural no que se refere à defesa das tradições nacionais.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
O mito donzela Arabela tem enchido minha vida. Esse absurdo romantismo de Vila Caraíbas tem uma força que supera as zombarias do Belmiro sofisticado e faz crescer, desmesuradamente, em mim, um Belmiro patético e obscuro. Mas vivam os mitos, que são o pão dos homens. Nesta noite de quarta-feira de cinzas, chuvosa e reflexiva, bem noto que vou entrando numa fase da vida em que o espírito abre mão de suas conquistas, e o homem procura a infância, numa comovente pesquisa das remotas origens do ser.
Anjos, Cyro dos. O amanuense Belmiro. 6. ed. São Paulo: Globo, 2006. p. 33.Identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
O fragmento, contextualizado na obra, permite afirmar:
( ) O narrador, ao considerar a presença do mito de Arabela em sua vida, refere-se não só a um período da infância, mas também a um momento de encantamento no carnaval de 1935.
( ) O narrador e personagem, no fim do período carnavalesco, declara-se avesso ao comportamento emocional.
( ) Belmiro considera o escapismo como possível solução para o conflito do ser humano com o mundo.
( ) O sujeito narrador reconhece a impropriedade de acreditar, na vida adulta, em mitos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
E assim era. Quase todas as tardes havia bombardeio, do mar para as fortalezas, e das fortalezas para o mar; e tanto os navios como os fortes saíam incólumes de tão terríveis provas.
Lá vinha uma ocasião, porém, que acertavam, então os jornais noticiavam: “Ontem, o forte Acadêmico fez um maravilhoso disparo. Com o canhão tal, meteu uma bala no ´Guanabara`.” No dia seguinte, o mesmo jornal retificava, a pedido da bateria do cais Pharoux que era a que tinha feito o disparo certeiro.. passavam-se dias e a coisa já estava esquecida, quando aparecia uma carta de Niterói, reclamando as honras do tiro para a fortaleza de Santa Cruz.
BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Atica, 1995. p. 143.Sobre esse trecho do livro Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
( ) O narrador vê com ironia a revolta da marinha.
( ) O episódio em foco e seus desdobramentos comprovam a defesa da causa dos direitos humanos por Quaresma.
( ) O “triste fim” do major Quaresma traduz-se tanto na morte de suas crenças quanto na morte física.
( ) O narrador, por meio dos acontecimentos da revolta da Armada, mitifica Floriano Peixoto retratando-o como um grande estadista.
( ) O idealismo de Policarpo encontra ressonância nas pessoas com quem convivia, a exemplo de Bustamante e Armando Borges.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
...Altos são os montes da Transmantiqueira, belos os seus rios, calmos os seus vales; e boa é a sua gente... Mas, homens são os homens; e a paciência serve para vãos andares, em meados de maio ou no final de agosto. Garruchas há que sozinhas disparam. E é muito fácil arranjarse uma cruz para as sepulturas de beira de estrada, porque a bananeira-do-campo tem os galhos horizontais, em ângulos retos com o tronco, simétricos, se continuando dos lados, e é só ir cortando, todos, com exclusão de dois. E ... que? O tatu-peba não desenterra os mortos? Claro que não. Quem esvazia as covas é o tatu-rabo-mole. O outro, para que iria ele precisar disso, se já vem do fundo do chão, em galerias sinuosas de bom subterrâneo? Come tudo lá mesmo, e vai arrastando ossadas para longe, enquanto prolonga seu caminho torto, de cuidoso sapador.
ROSA, João Guimarães. Sagarana.Rio de Janeiro: José Olympio. 1972. p.143-144.Sobre esse trecho, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
( ) O narrador assume, diante do narrado, uma atitude de distanciamento e objetividade.
( ) A epígrafe do conto sugere, por antecipação, o destino dos personagens centrais.
( ) A caracterização da personagem Turíbio Todo mostra interligação dos seus aspectos físicos e psíquicos.
( ) A descrição da paisagem natural objetiva, em alguns momentos, contrastar a ambiência exterior com o interior das personagens.
( ) A narrativa revela um “jogo” entre dois contendores num duelo movido pelo desejo de vingança que não se concretiza.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a