AprendiAprendi
PortuguêsIFAL2015

-Psiu, não digas nada. As palavras emocionadas
saem da boca depressa demais e costumam
terminar dizendo coisas que não são totalmente
verdadeiras. E devemos ser respeitosos com as
[5] palavras, porque elas são a vasilha que nos dá a
forma. [...] É a palavra que nos faz humanos, que nos
diferencia dos outros animais. A alma está na boca.
Mas, para nossa desgraça, os humanos já não
respeitam o que dizem. [...] as palavras não devem
[10] ser como mel, pegajosas e espessas, doces
armadilhas para moscas incautas, e sim como
cristais transparentes e puros que permitam
contemplar o mundo através delas.

MONTEIRO, Rosa. História do rei transparente. Tradução de Joana Angélica d’ Ávila Melo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. p. 119. (Fragmento).

Qual das alternativas seguintes está em desacordo com o texto?

PortuguêsIFAL2017

Qual das alternativas abaixo apresenta o uso correto dos porquês para preenchimento da tirinha?

PortuguêsIFAL2017

Texto

A análise sintática tem sido causa de crônicas e incômodas enxaquecas nos alunos de ensino médio. É que muitos professores, por tradição ou por comodismo, a têm transformado no próprio conteúdo do aprendizado da língua, como se aprender português fosse exclusivamente aprender análise sintática. O que deveria ser um instrumento de trabalho, um meio eficaz de aprendizagem, passou a ser um fim em si mesmo. Ora, ninguém estuda a língua só para saber o nome, quase sempre rebarbativo, de todos os componentes da frase.
Vários autores e mestres têm condenado até mesmo com veemência o abuso no ensino da análise sintática. Não obstante, o assunto continua a ser, salvo as costumeiras exceções, o “prato de substância” da cadeira de português no ensino fundamental. Apesar disso, ao chegar ao fim do curso, o estudante, em geral, continua a não saber escrever, mesmo que seja capaz de destrinchar qualquer estrofe camoniana ou qualquer período barroco de Vieira, nomenclaturando devidamente todos os seus termos. Então, “pra que análise sintática?” – perguntam aflitos alunos e mestres por esse Brasil afora.
(GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: FGV, 2010, p. 31)

Qual das afirmações abaixo está de acordo com o texto?

PortuguêsIFAL2018

Flup abre inscrição para descobrir e formar talentos em poesia falada

Festa Literária das Periferias promove palestras com nomes do spoken word negro

RIO — Programada para acontecer entre os dias 6 e 11 de novembro, no Cais do Valongo, a sétima edição da Festa Literária das Periferias (Flup) anunciou a abertura das inscrições para o Flup Pensa — plataforma de formação para descobrir e formar novos talentos — deste ano. O ciclo de 2018, que será sobre poesia falada, foi batizado de "Poesia preta" e contará com palestras realizadas por grandes nomes do spoken word negro.

A iniciativa, dividida em 12 encontros, promoverá uma competição entre os 25 participantes a cada quatro reuniões, o Slam Pequena África. A ideia do projeto é incentivar a criatividade dos jovens para o improviso de versos e realização de performances. O vencedor participará da competição nacional da modalidade e lançará um livro pelo selo da Flup, além de participar de uma mesa no evento.

Em edições anteriores, a festa literária revelou talentos como Geovani Martins (foto), Ana Paula Lisboa (colunista do GLOBO), Jessé Andarilho, Rodrigo Santos e Lindacy Menezes, e já resultou na publicação de 17 livros.

Os encontros do "Poesia preta" vão de 26 de maio a 1º de setembro. Os interessados em participar devem clicar neste link: tinyurl.com/poesiapreta. As inscrições vão até o dia 11 de maio.

(https://oglobo.globo.com/cultura/livros/flup-abre-inscricao-paradescobrir-formar-talentos-em-poesia-falada22658660#ixzz5FCYMBTaystest. Acesso: 11/5/2018)

Qual a função social do texto em análise?

PortuguêsIFAL2017

Texto

Pode-se depreender dessa charge somente que

PortuguêsIFAL2017

Pela ordem de aparecimento dos textos acima e, considerando o diálogo neles contido entre linguagem verbal e linguagem não verbal, temos, respectivamente, as seguintes ideias:

PortuguêsIFAL2017

Texto

A análise sintática tem sido causa de crônicas e incômodas enxaquecas nos alunos de ensino médio. É que muitos professores, por tradição ou por comodismo, a têm transformado no próprio conteúdo do aprendizado da língua, como se aprender português fosse exclusivamente aprender análise sintática. O que deveria ser um instrumento de trabalho, um meio eficaz de aprendizagem, passou a ser um fim em si mesmo. Ora, ninguém estuda a língua só para saber o nome, quase sempre rebarbativo, de todos os componentes da frase.
Vários autores e mestres têm condenado até mesmo com veemência o abuso no ensino da análise sintática. Não obstante, o assunto continua a ser, salvo as costumeiras exceções, o “prato de substância” da cadeira de português no ensino fundamental. Apesar disso, ao chegar ao fim do curso, o estudante, em geral, continua a não saber escrever, mesmo que seja capaz de destrinchar qualquer estrofe camoniana ou qualquer período barroco de Vieira, nomenclaturando devidamente todos os seus termos. Então, “pra que análise sintática?” – perguntam aflitos alunos e mestres por esse Brasil afora.
(GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: FGV, 2010, p. 31)

Os textos fazem-se observando elementos contextuais que determinam os modos como se relacionam os interlocutores, aspecto que decorre do maior ou menor nível de familiaridade que se pretende nessa relação. Desse processo, têm-se os chamados níveis de linguagem. No tocante aos níveis de linguagem, pode-se afirmar do texto acima apenas que

PortuguêsIFAL2016

TEXTO

Depois de maio de 1940, os bons momentos foram poucos e muito espaçados: primeiro veio a guerra, depois, a capitulação, em seguida, a chegada dos alemães, e foi então que começaram os sofrimentos dos judeus. Nossa liberdade foi gravemente restringida com uma série de decretos antissemitas: os judeus deveriam usar uma estrela amarela; os judeus eram proibidos de andar nos bondes; os judeus eram proibidos de andar de carro, mesmo em seus próprios carros; os judeus deveriam fazer suas compras entre três e cinco horas da tarde; os judeus só deveriam frequentar barbearias e salões de beleza de proprietários judeus; os judeus eram proibidos de sair às ruas entre oito da noite e seis da manhã; os judeus eram proibidos de frequentar teatros, cinemas ou qualquer outra forma de diversão; os judeus eram proibidos de ir a piscinas, quadras de tênis, campos de hóquei ou qualquer outro campo esportivo; os judeus eram proibidos de ficar em seus jardins ou nos de amigos depois das oito da noite; os judeus eram proibidos de visitar casas de cristãos; os judeus deveriam frequentar escolas judias etc. Você não podia fazer nem isso nem aquilo, mas a vida continuava.

(O diário de Anne Frank. Trad. Alves Calado. 50. ed. Rio; São Paulo: Record, 2015, p. 18)

Observando-se o que prescreve a gramática normativa para o uso da pontuação, assinale a opção cuja versão reformulada do texto está incorreta.

PortuguêsIFAL2017

Texto

Poesia não são rimas

mas letras que choram.

Poesia não são formas,

são gritos que se escrevem.

Poesia não é imaginada,

é o lamento da madrugada.

(ECO, Umberto)

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco se utilizou de um poema para empreender uma definição para poesia. Nos 1º e 2º versos, pode-se perceber a presença da figura de pensamento:

PortuguêsIFAL2017

Texto

Ygor não tinha muito dinheiro pra ir à casa de Marcelle, não poderia pegar duas conduções. Teria que seguir uma longa peregrinação, afinal a S... não disponibilizava ônibus praquelas bandas. [...]
Dentro do ônibus, tentava achar um lugar onde pudesse acomodar seus pés tamanho 42 sem pisar nos alheios. Riu indignadamente ao ver, num ponto, um abrigo com um anúncio que dizia:
“CIDADANIA É USAR O TRANSPORTE DE MASSA: DÊ PREFERÊNCIA AO ÔNIBUS”.
Após um enjoativo fluxo de para e anda, para e anda que durou uma hora e quinze minutos, enfim o ônibus seguia sem grandes interrupções, e inclusive já se aproximava do destino de Ygor.
DENISSON, Ari. Contos Periféricos. Maceió: Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2016. p.31

O advérbio “indignadamente”, no segundo parágrafo, assinala o modo pelo qual Ygor visualiza a contradição entre o anúncio e o estado de coisas que ele vive dentro do ônibus, e revela