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PortuguêsPUC-PR2019

O texto a seguir é referência para a próxima questão.

Você tem medo de avião?

Muita gente tem, ao menos um pouquinho. Mas não deveria: as estatísticas mostram que, ao embarcar num avião, a sua chance de morrer é de apenas uma em dez milhões. E de hospital, você tem medo? A maioria das pessoas não tem, pois acha que nada de errado acontecerá. Só que acontece: segundo a Organização Mundial da Saúde, um em cada 300 pacientes morre por consequência de erros médicos. Ou seja, pegar um avião é 33 mil vezes mais seguro do que ser internado. Um estudo da Universidade John Hopkins constatou que o erro médico mata 251 mil pessoas por ano nos EUA (onde ele é a terceira maior causa de morte, só perdendo para o infarto e o câncer). É como se, todo santo dia, caíssem dois Boeings 747, sem deixar nenhum sobrevivente. No Brasil, o cenário pode ser ainda pior. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess) estimou que, em 2015, 434 mil brasileiros tenham morrido devido a erros no atendimento médico – que são a maior causa de óbito no País.

Superinteressante, ed. 391, jul/18, p. 24.

No excerto de reportagem, há comparações entre as possibilidades de alguém ser vítima de acidente aéreo ou de erro médico.

Quanto às estratégias empregadas na mensagem, identifica-se como característica comum às realidades brasileira e norte-americana

PortuguêsPUC-PR2016

No texto, os parênteses contendo reticências indicam que um segmento foi eliminado. Analise as frases das alternativas para verificar qual delas contém a frase que se encaixa no texto e assinale a alternativa CORRETA.

O MUNDO NAS COSTAS

Ministério do Turismo quer aumentar hospedagem nos albergues do país incentivando mochileiros

Nada de carregador de malas, hotel bacana, fartos cafés da manhã ou almoços em restaurantes de renome. A ideia é conhecer lugares e culturas diferentes de forma mais descontraída e econômica. (...) Deolho nesse tipo de viajante, que em sua maioria tem entre 20 e 30 anos, o Ministério de Turismo vai apoiar uma campanha de incentivo aos mochileiros criada pela Federação Brasileira de Albergues da Juventude. A federação, por sua vez, pretende ampliar a rede de hospedagem no país para ver o número de usuários anuais pular de 100 mil para 500 mil no curto prazo. “Queremos ter estabelecimentos para esse público em todos os Estados e criar essa cultura de viagem na cabeça dos brasileiros”, afirma José Roberto de Oliveira, da Secretaria Nacional de Políticas do Turismo.

PONCE, M. H. BURIM, S. A. FLORISSI, S. Bem-vindo à língua portuguesa no mundo da comunicação. 8. ed. São Paulo: SBS, 2013. p. 173.

PortuguêsPUC-PR2019

O texto a seguir é referência para a questão.

O brilho incendiário dos livros

Iluminismo e distopia no clássico “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury

451 graus Fahrenheit. É nessa temperatura (233 graus Celsius) que o papel entra em combustão e um livro é consumido pelo fogo. Muita gente só tomou conhecimento dessa particularidade térmica através, justamente, de um livro. Que não era nem de física, nem de química, mas uma obra literária: Fahrenheit 451, a mais lida do mestre americano da ficção científica Ray Bradbury (1920-2012).

Em sua homenagem — ou, mais precisamente, às ideias iluministas nele contidas —, movimentos pela liberdade de expressão e comitês de incentivo à criação de bibliotecas e à preservação de sua autonomia, romances, poesias, filmes (além do que François Truffaut dirigiu em 1966), até mesmo um jogo de estratégia, uma agência de design e uma marca de impressoras, incorporaram ao seu logotipo o cabalístico 451. Chegou a vez de uma revista sobre livros, por motivos óbvios, aderir à reverência.

Disponível em: https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/quatro-cinco-um/o-brilho-incendiario-dos-livros. Acesso em: 5/2/2019.

Os gêneros textuais consolidam-se, dentre outras características, pelo propósito discursivo a que se destinam.

Pelas informações e afirmações contidas no texto anterior, destaca-se como seu propósito de produção

PortuguêsPUC-PR2019

Leia o poema a seguir.

Não te abras com teu amigo,
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...

QUINTANA, Mario. Espelho mágico. Ed. Globo. 2005.

Quintana, com o seu tradicional toque de ironia, trata, neste poema, da confiança que depositamos no outro.

Para compor sua ideia, o autor usa, no início do segundo verso, o conectivo “que”, importante recurso de coesão nesse contexto porque

PortuguêsPUC-PR2015

Leia o fragmento de texto a seguir e responda à questão.

A retirada impunha-se.

Pela madrugada, tornou-se urgentíssima. Falecera o coronel Moreira César.

Era o último empuxo no desânimo geral. Os aprestos da partida fizeram-se, então, no atropelo de um tumulto indescritível. De modo que, quando ao primeiro bruxulear da manhã uma força constituída por praças de todos os corpos abalou, fazendo a vanguarda, encalçada pelas ambulâncias, fardos, feridos e padiolas, entre as quais a que levava o corpo do comandante malogrado, nada indicava naquele momento a séria operação de guerra que ia realizar-se.

A retirada era a fuga. (...)

(CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro: Tecnoprint Gráfica, 1878, p. 307)

Os vocábulos empuxo (4a linha), aprestos (5a linha), bruxulear (7a linha), encalçada (9a linha) e malogrado (12a linha), podem ser substituídos, sem perda de sentido, respectivamente, por:

PortuguêsPUC-PR2017

Leia atentamente o texto a seguir.

Monitores de saúde

Um aparelho do tamanho de um celular que monitora sinais vitais, como a quantidade de oxigênio no sangue, e agrega aplicativos que mudam a função de acordo com a necessidade – um deles permite, por exemplo, fazer testes cardíacos em recém-nascidos – está revolucionando a tecnologia médica no Brasil e no mundo. A invenção é resultado do trabalho da empresa Hi Tecnologies, de Curitiba, que neste ano foi a maior vencedora do Prêmio Empreendedor de Sucesso 2016, promovido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Fonte: Revista Época, n.º 967, 26/12/16, p. 16.

Os sinais de pontuação são importantes recursos que contribuem para a construção de um texto. A respeito da pontuação escolhida para o texto anterior, é CORRETO o que se afirma em:

PortuguêsPUC-PR2018

A voz subterrânea

Às vezes ouvia-se um canto surdo,

que parecia vir debaixo da terra.

Até que os homens da superfície,

para desvendar o mistério,

puseram-se a fazer escavações.

Sim! eram os homens das minas,

que um desabamento ali havia aprisionado.

E ninguém suspeitava da sua existência,

porque já haviam passado três ou quatro gerações!

Mas a luz forte das lanternas não os ofuscou:

eles estavam cegos

– todos, homens, mulheres, crianças.

Eles estavam cegos... e cantavam!

QUINTANA, Mario. Baú de espantos. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

Os sinais de pontuação são importantes elementos de expressividade em textos de caráter poético. Assim, em “A voz subterrânea”, é CORRETO afirmar que

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Considere o texto a seguir.

O cantor na biblioteca

“Bob Dylan realmente merece um Prêmio Nobel? E por quê?” A pergunta foi feita a Sara Danius, secretária da Academia Sueca, instituição responsável pelo Prêmio Nobel de Literatura, depois do anúncio, na quintafeira 13, de que o vencedor deste ano não era um poeta, romancista ou dramaturgo, mas um cantor, uma estrela do rock. Na sua formulação seca e direta, o questionamento quase soa agressivo. Onde já se viu duvidar dos méritos do premiado? No entanto, trata-se de uma entrevista oficial, divulgada no próprio site do Nobel. Está claro que os acadêmicos suecos não só tinham plena consciência de que a premiação de um mestre do cancioneiro popular poderia incitar crítica e oposição: eles desejavam instigar essas reações.

Veja, ed. 2500, 19/10/16, p. 69. (Excerto).

Os propósitos discursivos podem ser alcançados pelo emprego de diferentes estratégias, de acordo com os contextos de circulação e comunicação. Considerando essas informações, é possível constatar que a Academia Sueca

PortuguêsPUC-PR2018

[...]

O menino ouviu a narrativa de um arqueiro que passou anos e anos treinando a arte do arco e flecha, até se tornar um especialista. Ao chegar a uma reunião com outros arqueiros, encontrou uma extensa parede com inúmeros alvos – e flechas cravadas bem no centro deles. O arqueiro ficou impressionado. Não acreditava que uma única pessoa havia feito aquilo. Era uma proeza. Uma multidão de flechas milimetricamente no centro dos alvos, quem realizou aquele feito? Havia um garotinho perto dos alvos e o arqueiro perguntou: “Você sabe quem lançou essas flechas?”. E o garoto disse: “Sim, fui eu”. O arqueiro não conseguia acreditar. Como assim? Aquele garotinho era o responsável por tamanha façanha? Então o menino contou como fez aquilo: “Primeiro eu jogo a flecha e depois pinto o alvo ao redor”. [...]

Disponível em: . Acesso em: 13/06/17. (Excerto).

Os ditados populares e provérbios têm a propriedade de sintetizar interpretações sobre fatos da vida cotidiana,geralmente ilustrados por narrativas que contêm quebras de expectativa. Considerando essas informações, o possível provérbio que melhor sintetiza o texto é

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A voz subterrânea

Às vezes ouvia-se um canto surdo,

que parecia vir debaixo da terra.

Até que os homens da superfície,

para desvendar o mistério,

puseram-se a fazer escavações.

Sim! eram os homens das minas,

que um desabamento ali havia aprisionado.

E ninguém suspeitava da sua existência,

porque já haviam passado três ou quatro gerações!

Mas a luz forte das lanternas não os ofuscou:

eles estavam cegos

– todos, homens, mulheres, crianças.

Eles estavam cegos... e cantavam!

QUINTANA, Mario.Baú de espantos. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.

Os acontecimentos descritos por Quintana em seu texto podem ser postos em ordem cronológica pelo leitor: “havia aprisionado” > “ouvia-se” > “puseram-se”. Sobre os tempos verbais dessa relação, é CORRETO afirmar que