Texto para aquestão
Expedição de 5 anos mapeia preparos, ingredientes e personagens pelo Brasil
À beira do rio Negro, no Amazonas, chega-se de barco a uma comunidade na qual vive Manoel Gomes. Ele colhe mandioca-brava numa pequena roça, faz farinha d'água e enterra bucho de jaraqui, um peixe popular na região, para adubar a terra.
Manuel Bandeira, o poeta, diria que o ribeirinho fala a "língua errada do povo" – o povo que fala "gostoso o português do Brasil". Pois ele mistura banha de cobra com raiz de açaí para lhe servir de cura quando o "corpo rói".
Em outra população remota, em Mangue Seco (BA), uma senhora canta para atrair aratus, aqueles caranguejinhos típicos dos manguezais, que se prestam a preparos como a moqueca enrolada na folha de bananeira, como faria dona Flor, a cozinheira da ficção de Jorge Amado.
Também no mangue, mas dessa vez na Ilha do Marajó, no Pará, dois meninos "parrudinhos", nas palavras de Adriana Benevenuto, a produtora da expedição, entram descalços naquela área lodosa para alcançar um tronco no qual se alojam os turus. Trata-se de moluscos à semelhança de minhocas, degustados com limão e sal e só.
Sobre os diminutivos “caranguejinhos” e “parrudinhos”, presentes no texto, é correto afirmar que eles
Dois homens se esgueiram pelas ruas de Quito no meio da noite, armados com latas de tinta em spray e o desejo de promover uma reforma. Não são ativistas políticos ou revolucionários: são defensores radicais da gramática, engajados na missão de corrigir a pontuação daspichações do Equador.
Acrescentando acentos, inserindo vírgulas e posicionando pontos de interrogação no começo e no fim das orações interrogativas rabiscadas nos muros da cidade, nos últimos três meses os editores justiceiros vêm fazendo intervenções frequentes para expor as deficiências gramaticais de candidatos a poetas, amantes abandonados e ativistas antigoverno.
Se o grupo de ativistas equatorianos resolvesse atuar no Brasil, a única frase que dispensaria sua intervenção seria:
Considere as seguintes informações presentes na bula de paracetamol.
INDICAÇÕES:
Este medicamento é indicado, em adultos, para a redução da febre e o alívio temporário de dores leves a moderadas, tais como: dores associadas a resfriados comuns, dor de cabeça, dor no corpo, dor de dente, dor nas costas, dores musculares, dores leves associadas a artrites e dismenorreia.
POSOLOGIA E MODO DE USAR:
Uso oral. Os comprimidos devem ser administrados por via oral, com líquido. O paracetamol pode ser administrado independentemente das refeições. Adultos e crianças acima de 12 anos: 1 comprimido, 3 a 5 vezes ao dia. A dose diária total recomendada de paracetamol é de 4000 mg (5 comprimidos de paracetamol 750 mg) administrados em doses fracionadas, não excedendo 1000 mg/dose (1 comprimido de paracetamol 750 mg), em intervalos de 4 a 6 horas, em um período de 24 horas.
Duração do tratamento: depende da remissão dos sintomas.
(http://www.anvisa.gov.br)Uma mãe, quando foi amamentar seu filho, percebeu que ele estava febril. Decidiu, então, dar-lhe o paracetamol.
Se ela leu adequadamente a bula, conclui-se que
Leia o texto para responder à questão.
Dicas para evitar a disseminação de boatos e notícias falsas
1. Saiba quando uma mensagem é encaminhada
Mensagens com a etiqueta “Encaminhada” ajudam a determinar se seu amigo ou parente escreveu aquela mensagem ou se ela veio originalmente de outra pessoa.
2. Verifique fotos e mídia com cuidado
Fotos, áudios e vídeos podem ser editados para enganar você. Procure por fontes de notícias confiáveis para ver se a história está sendo reportada também em outros veículos. Quando uma notícia é reportada em vários canais confiáveis, é mais provável que ela seja verdadeira.
3. Fique atento a mensagens que parecem estranhas
Muitas mensagens ou links para sites que contêm boatos ou notícias falsas apresentam erros de português. Procure por esses sinais para verificar se a informação é confiável.
4. Esteja atento a preconceitos e influências
Histórias que parecem difíceis de acreditar são, em sua maioria, realmente falsas.
5. Notícias falsas frequentemente viralizam
Não encaminhe uma mensagem só porque o remetente está lhe pedindo para fazer isso.
6. Verifique outras fontes
Se você ainda não tem certeza de que uma mensagem é verdadeira, faça uma busca online por fatos e verifique em sites de notícias confiáveis para ver de onde a história veio.
7. Ajude a parar a disseminação
Não compartilhe uma mensagem só porque alguém lhe pediu. Se algum contato ou grupo está enviando notícias falsas constantemente, denuncie-os.
Importante: Se você sentir que você ou alguém está em perigo emocional ou físico, por favor, contate as autoridades locais de cumprimento da lei. Essas autoridades são preparadas e equipadas para oferecer assistência nesses casos.
São características especificas do gênero textual lido:
A preguiça de pensar
Costuma-se dizer que o filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) denunciou o seguinte raciocínio: “Quando estamos doentes, só há duas possibilidades: ou ficamos curados ou continuamos doentes”.
Ao pensar dessa maneira, ignoramos a possibilidade de sermos curados em certa medida, mas não completamente, o que não nos impede de ter uma vida saudável.
De acordo com o raciocínio, um diabético, por exemplo, será sempre um doente, mesmo se sua vida for perfeitamente saudável tomando insulina.
Leibniz dizia que, por trás desse pensamento, há um fatalismo, ou seja, uma crença de que o futuro é sempre determinado, sem que as pessoas possam interferir nas determinações e relativizá-las.
Um raciocínio parecido com esse é o que diz: “Ou você é meu amigo ou é meu inimigo”. Não se leva em conta a possibilidade de que alguém não seja nosso amigo, mas também não seja nosso inimigo. É uma espécie de “raciocínio à George Bush”, ex-presidente norte-americano que gostava de tomar por inimigos quem não venerasse o american way of life (estilo de vida americano).
Por meio das ilustrações exploradas, o autor do texto “A preguiça de pensar” chama a atenção para o perigo de posicionamentos.
Cerco ao Ebola
A epidemia de Ebola que castiga os países africanos Serra Leoa, Guiné e Libéria ganhou contornos ainda mais preocupantes na semana passada. Na sexta-feira 8, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a proliferação do vírus uma emergência de saúde internacional.
(Adaptado: http://www.istoe.com.br/reportagens/376794_CERCO+AO+EBOLA)Por apresentarem valores semânticos, os conectivos desempenham importante papel na construção dos textos. Observa-se, por exemplo, que, na reportagem acima, o uso das preposições nas expressões “cerco ao Ebola” e “epidemia de Ebola” estabelece diferentes relações sintáticas. A função das expressões grifadas é, respectivamente
Para identificar o efeito de humor dessa tirinha, o leitor deve perceber que
Armadilhas vocabulares
As palavras parônimas às vezes confundem até bons redatores. Isso embora a diferença entre elas em geral passe despercebida (não “desapercebida”) na fala, mesmo de pessoas de boa formação. Semelhantes na pronúncia e na grafia, mas com outro significado, costumam ser identificáveis por discretas diferenças que convêm apreender (não só “aprender”). Pois podem desfear (não “desfiar”) até o texto mais sofisticado.
(Josué Machado, Revista Língua Portuguesa, n° 67)Para explicar o que são parônimos, o autor fornece exemplos concretos, opondo termos semelhantes em diferentes contextos. Assim, conclui-se que o verbo “desfear” corresponde à acepção de
O Rock in Rio é uma mistura de parque de diversões com shopping a céu aberto. Para muitos, a música importa menos que a balada – com exceção dos fãs de metal e rock mais pesado, sempre obsessivos.
O festival já entrou para o calendário turístico da cidade e atrai dezenas de milhares de turistas de todo o mundo, que não se importam se estão vendo o Metallica ou o Elton John e esgotam os ingressos antes de anunciada a escalação completa de bandas. É o tal "evento manada", em que ninguém sabe se todo mundo vai porque é bom ou se é bom porque todo mundo vai.
Ao analisar o sucesso do festival carioca, o autor emprega a expressão “evento manada”.
Para explicá‐la, ele adota uma estratégia discursiva que apresenta a estrutura do
Nasce a manhã, a luz tem cheiro... Ei-la que assoma
Pelo ar sutil... Tem cheiro a luz, a manhã nasce...
Oh sonora audição colorida do aroma!
Na poesia simbolista, a emoção estética é despertada a partir de uma linguagem que sintetiza múltiplas sensações.
Para atingir esse propósito, Alphonsus de Guimaraens, nos versos acima, recorre ao emprego da