AprendiAprendi
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Leia o texto para responder à questão.

Na década de 20, uma prosódia veloz, que soava como se fosse uma conversa árabe sob batida de pandeiro, deixava o modernista Mário de Andrade, em viagem etnográfica, com cara de turista abestalhado.

Era o choque diante da embolada, ou coco de embolada, poesia cantada de improviso que acaba de ganhar, juntamente com o repente de viola, o mais amplo registro fonográfico de todos os tempos: um pacote de 50 CDs.

A primeira dúzia de discos foi lançada este mês em São Paulo, por iniciativa do repentista Téo Azevedo, 59, caboclo do sertão mineiro que se firma, depois de 3000 produções musicais do gênero, como um dos maiores apanhadores dos ritmos populares do país.

Os repentistas de viola (cantadores) e de pandeiro (emboladores) escaparam da praga apocalíptica de muitos folcloristas.

Agora o gênero alcança até o mercado pirata, mesmo sem nunca ter sido xodó da indústria cultural. É a tecnologia da cópia a serviço do folclore?

(Xico Sá, Gravadora lança 50 discos de repentistas e emboladores. Folha de S.Paulo, 22.11.2001. Adaptado)

A frase final do texto – É a tecnologia da cópia a serviço do folclore? – permite concluir que, para a indústria cultural,

PortuguêsINSPER2016

A expressividade da tirinha de Adão Iturrusgarai é gerada pela presença do(a)

PortuguêsINSPER2014

A expressividade da charge decorre da(o)

PortuguêsINSPER2019

Nas minhas andanças como consultor em tecnologias educacionais, tenho notado que o WhatsApp tem sido cada vez mais adotado como uma versátil ferramenta de comunicação nas escolas — não tinha como ser diferente, afinal, só no Brasil, o aplicativo contabiliza mais de 100 milhões de usuários!

Um dos exemplos é de Wagner Soeiro, professor de Geografia na EM Darcy Ribeiro, em uma escola pública de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele criou um grupo para cada classe e usa o aplicativo para tirar dúvidas sobre a disciplina e compartilhar as tarefas de casa. Mensagens com gírias típicas das comunicações virtuais e respostas em áudio são permitidas. O importante é saber se o aluno aprendeu o conteúdo. Esporadicamente, ele ainda envia desafios para os grupos, estimulando que se aprofundem em determinados temas. “Com a facilidade de contato, aumentamos o número de alunos que entregam suas tarefas e trabalhos”, conta. Afinal, as desculpas de que não sabiam que tinham lição ou de que esqueceram a data de entrega acabaram, já que, com o aplicativo, é possível saber se uma pessoa recebeu a mensagem e se a leu.

(“Como usar o WhatsApp na escola”. https://novaescola.org.br, 26.07.2016. Adaptado.)

A experiência de aprendizagem apresentada no texto mostra o aplicativo WhatsApp como

PortuguêsINSPER2019

Leia o texto para responder à questão.

Futuro do pretérito

Não sei como é pra vocês, mas eu acho complicado ser brasileiro. Sinto-me como alguém que casou com uma pessoa cheia de defeitos na expectativa de mudá-la. Por isso a frase “o Brasil é o país do futuro” (livre adaptação que fizemos do título de um livro de Stefan Zweig, “Brasil, um País do Futuro”) vem bem a calhar. O que eu amo não é tanto o país em que vivo, é uma projeção do que o país poderia ser se... E se e se e se e se e se e se e se e se e bota “se” aí.

Às vezes o Brasil é uma esperança, às vezes um delírio e na maior parte do tempo é apenas uma triste constatação. Impossível nos divorciarmos, contudo: mesmo que eu fosse pras ilhas Fiji eu continuaria a ser brasileiro. Foi aqui que nasci, é em português que eu falo, penso, sonho e crio os meus filhos, então só me resta agarrar-me a esta projeção e amar esta ideia vaga do que nós um dia poderíamos ser. (Não é à toa que conjugo o verbo “poder” no futuro do pretérito, esse tempo verbal banhado em melancolia).

Meu amigo Gustavo me mostrou outro dia o anúncio de um apartamento à venda com a seguinte frase: “Grande potencial para reforma!”. Maneira não muito sutil que a imobiliária arrumou para informar que o imóvel estava caindo aos pedaços. “O Brasil é o país do futuro” não deixa de ter o mesmo significado: se é no futuro que nos realizaremos é porque no presente, bem, tá cheio de taco solto, fiação podre, infiltrações e trincas. No entanto, postergando as reformas, aqui vivemos. É muito esquisito ser brasileiro.

(Antonio Prata. www.folha.uol.com.br, 03.03.2019. Adaptado.)

A estratégia argumentativa empregada pelo autor para mostrar que é complicado ser brasileiro se baseia na

PortuguêsINSPER2020

Leia o quadrinho.

A critica que se depreende do quadrinho decorre do emprego de

PortuguêsINSPER2018

Leia a charge.

A charge mistura diversas linguagens na construção de um discurso capaz de

PortuguêsINSPER2019

Leia o texto para responder à questão.

Em três anos, total de domésticas com carteira cai 15%

Nos últimos três anos, mais de 300 mil empregados domésticos perderam o registro na carteira de trabalho, mesmo após a regulamentação dos direitos da categoria. No fim do ano passado, o número de profissionais registrados foi impactado pela crise e teve seu pior resultado desde 2015. Esse contingente caiu 15% no período, de 2,1 milhões para 1,78 milhão.

Enquanto o total de empregados domésticos registrados caiu, a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada cresceu 7,2%, indo de 4,2 milhões no fim de 2015 para 4,5 milhões em dezembro do ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, separados pela consultoria LCA.

Em 2013, os benefícios para a categoria passaram a ser previstos na Constituição, com a aprovação da chamada PEC das Domésticas. Essas medidas foram regulamentadas dois anos mais tarde, garantindo para esses trabalhadores direitos como jornada de trabalho, horas extras e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

(Douglas Gavras. https://economia.estadao.com.br, 06.04.2019. Adaptado.)

A análise do tema e da forma como as informações são organizadas permite concluir que o texto pertence ao gênero

PortuguêsINSPER2017

A análise das informações textuais permite concluir que o texto está destinado a

PortuguêsUCS2015

Da hora em que você acorda até o momento de voltar para a cama, seu cotidiano se compõe de uma série de atitudes e comportamentos que parecem naturais. Porém, não é bem assim. Muito do seu jeito de ser e agir no dia a dia é resultado de uma série de aprendizados que moldaram a evolução humana desde que nosso primeiro antepassado resolveu descer da segurança de uma árvore e se arriscar na savana africana. Muito do que somos foi delineado pelas ideias e esforços de outros homens e mulheres ao longo da História.

O filme 300 é uma adaptação feita pelo quadrinista Frank Miller e pelo diretor Zack Snyder ao relato do historiador grego Heródoto sobre a bravura de um grupo de 300 espartanos, liderados pelo Rei Leônidas. Este enfrentou o gigantesco exército invasor do então rei da Pérsia, Xerxes I, no seu intento de conquistar as cidades-estado que compunham o território de Hélade: o evento ficou conhecido como a Batalha das Termópilas. O sucesso do filme fez com que algumas cenas se tornassem referência da cultura moderna, como a que o Rei Leônidas grita This is Sparta! (Esta é Esparta!) e acerta um pontapé no mensageiro de Xerxes I e o manda para o fundo de um poço. Mas, apesar das liberdades criativas que o filme toma com relação à história original de Heródoto, a essência foi mantida: imortalizar o caráter de sacrifício de um grupo de honrados soldados que, mesmo sabendo que iriam morrer, se sacrificaram para proteger e inspirar outros a lutarem por um objetivo maior. Remember us, remember why we died (Lembrem-se de nós, lembrem-se de por que nós morremos) é outra frase marcante do filme.

Tendo como referência o texto acima, assinale a alternativa correta.