Os nem-nem: dois em cada 10 jovens brasileiros não estudam nem trabalham
Uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada) revela que 23% (dois em cada dez)
dos jovens brasileiros não estudam nem trabalham: são os
chamados jovens nem-nem. A maior parte desse grupo são
[5] mulheres de baixa renda. O número corresponde a um dos
maiores percentuais de jovens nessa situação entre nove
países da América Latina e do Caribe. Outros 49% dos
jovens se dedicam exclusivamente a estudo ou capacitação,
13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo
[10] tempo.
No que se refere ao texto apresentado, julgue o item e assinale a opção correta no item
No trecho “Outros 49% dos jovens se dedicam exclusivamente a estudo ou capacitação” (ℓ. 7 e 8), a partícula se classifica-se como
Os nem-nem: dois em cada 10 jovens brasileiros não estudam nem trabalham
Uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada) revela que 23% (dois em cada dez)
dos jovens brasileiros não estudam nem trabalham: são os
chamados jovens nem-nem. A maior parte desse grupo são
[5] mulheres de baixa renda. O número corresponde a um dos
maiores percentuais de jovens nessa situação entre nove
países da América Latina e do Caribe. Outros 49% dos
jovens se dedicam exclusivamente a estudo ou capacitação,
13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo
[10] tempo.
No que se refere ao texto apresentado, julgue o item e assinale a opção correta no item
No título do texto, o termo “nem-nem” e o termo “nem” apresentam, respectivamente, características típicas de
[1] T’Challa é um rei-guerreiro da nação africana fictícia
de Wakanda. O herói de rosto africano é a estrela do filme
Pantera Negra, a primeira grande produção cinematográfica
[4] derivada dos quadrinhos da Marvel a trazer um protagonista e
um elenco principal negros para o centro da tela. Subvertendo
os estereótipos que frequentemente cercam o continente
[7] africano, Wakanda nunca foi colonizada. É extremamente
desenvolvida, dona de uma secreta tecnologia avançada cuja
estética se apoia no afrofuturismo.
A respeito dos sentidos e das estruturas linguísticas desse fragmento de texto e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item.
No texto, o termo “a estrela do filme Pantera Negra” (l. 2 e 3) desempenha a mesma função sintática que a palavra
Considerando a tirinha acima, julgue oitem.
Infere-se que, no balão de texto do segundo quadrinho da tirinha, o período “NÓS SOMOS UMA COOPERATIVA” expressa, em relação ao período anterior, uma ideia de
Quem acompanha as redes sociais no Brasil de hoje provavelmente já se deparou com a gíria “lacrar”. Dizer que fulano “lacrou” é expressar admiração por uma ação ou fala que é percebida como o ponto final, a última palavra sobre determinado assunto ou situação. Depois que alguém “lacrou”, supostamente nada resta a ser dito.
Além de iluminar um aspecto da experiência, a ideia de “lacre” também ajuda a reforçar certas compreensões e comportamentos. Ao acioná-la, reforçamos a ideia de que debates, em princípio, admitem um fechamento irrevogável. Mas nada justifica essa crença. Debate algum pode ser encerrado por força de um argumento supostamente último.
Antonio Engelke. Pureza e poder: os paradoxos da política identitária. In: Piauí, ed. 132, set./2017 (com adaptações).Em relação à oração “Mas nada justifica essa crença” (segundo parágrafo), o último período do texto exprime sentido de
[1] Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria,
em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio
do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de
[4] absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.
Tudo mentira. Os bolcheviques não eram maioria,
o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em
[7] março e estava preso a quilômetros de distância). Em outubro
de 1917, não havia mais monarquia, e a Rússia era uma
república mambembe. Os poucos revoltosos entraram no
[10] palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido
por tropa capaz de defendê-lo. A cena da tomada do palácio,
com uma heroica multidão subindo sua escadaria, foi uma
[13] invenção do cineasta Sergei Eisenstein. Ele teve a ajuda de
cinco mil figurantes, e a filmagem, em 1928, causou mais
danos ao palácio que a sua tomada em 1917. A grandiosidade
[16] de Eisenstein fez que suas cenografias engolissem a realidade.
O massacre da escadaria de Odessa, do Encouraçado
Potemkin, também não aconteceu.
Elio Gaspari. O centenário da Rússia de 1917. In: O Globo, 11/1/2017, p. 16 (com adaptações).
Tendo o trecho precedente como referência, julgue o item.
Assinale a opção que associa corretamente os termos presentes no segundo parágrafo do texto às suas funções sintáticas.
[1] Um novo modelo de sociedade, a sociedade em rede,
formou-se a partir de uma revolução da tecnologia da
informação e da reestruturação do capitalismo. A sociedade em
[4] rede é caracterizada pela globalização das atividades do
homem, incluindo-se a cultura. Surgiu com ela a cibercultura,
composta por um sistema de mídia onipresente, interligado,
[7] altamente diversificado. No contexto da cibercultura, a arte
pode ser considerada como um instrumento para participação
do processo de reconstrução do mundo e da renovação cultural,
[10] em oposição à ilustração artística explicativa ou expressiva.
Quando se trata da produção artística no ambiente do
ciberespaço, talvez a preocupação maior, além da linguagem
[13] específica, esteja em redefinir noções conceituais como o
tempo, o espaço, o real, o virtual, o único, o coletivo, o local,
o global e a interatividade.
Tendo como referência inicial o texto apresentado acima, julgue o item.
Assinale a opção correta de acordo com as ideias do texto.
[1] O objetivo do mundo codificado que nos circunda:
que esqueçamos que ele consiste num tecido artificial que
esconde uma natureza sem significado, sem sentido, por ele
[4] representada. O objetivo da comunicação humana é nos fazer
esquecer esse contexto insignificante, em que nos encontramos
completamente sozinhos e “incomunicáveis”, ou seja, é nos
[7] fazer esquecer esse mundo em que ocupamos uma cela solitária
e em que somos condenados à morte — o mundo da natureza.
Vilém Flusser. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007, p. 90 (com adaptações).A respeito do texto acima, julgue o item.
A partir das ideias suscitadas pelo texto, assinale a opção correta.
[1] Há aproximadamente mil anos, no auge do
Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um
dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram
[4] “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era
basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser
treinado para tocar várias músicas usando instruções
[7] codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro
giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só
trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente.
[10] Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era
programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto
adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou
[13] possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente
poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de
guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma,
[16] ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música.
De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva
exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos
[19] anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias
transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus
[22] públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de
seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da
invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente
[25] exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu
redor. Devido a essa busca, muitas experiências que
começaram como simples prazer e diversão, por fim,
[28] resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
A palavra “busca” (l.26) é formada pelo mesmo processo de derivação a partir do qual se forma a palavra
A imaginação sociológica permite-nos compreender a história e a biografia e as relações entre ambas dentro da sociedade. Essa é a sua tarefa e a sua promessa. Nenhum estudo social que não se volte ao problema da biografia, da história e de suas interligações dentro de uma sociedade completará a sua jornada intelectual, pois essa imaginação é a capacidade de passar de uma perspectiva a outra — da política para a psicológica; do exame de uma única família para a análise comparativa dos orçamentos nacionais do mundo; da escola teológica para a estrutura militar; de considerações de uma indústria petrolífera para estudos da poesia contemporânea.
Charles Wright Mills A promessa In: Charles Wright Mills A imaginação sociológica Trad Waltensir Dutra Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982, p 12-3 (com adaptações)
Com base no excerto de texto precedente, julgue o item seguinte.
A palavra “análise” é formada a partir do mesmo processo de derivação pelo qual se forma a palavra