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PortuguêsPUC-GO2021

O emprego adequado do pronome relativo confere qualidade ao texto e o aproxima mais da norma padrão da língua.

Avalie o emprego do pronome relativo nas orações a seguir:

I - Ele saiu do banco no qual mantém uma conta.
II - Esteve participando de um jantar na empresa da qual está engajado.
III - Assumiu o cargo do qual lutava desde que se formara.
IV - Atravessou a rua, parou diante da vitrine, e admirou a joia com a qual sonhava.

Marque a única alternativa que apresenta todos os itens corretos quanto ao emprego do pronome relativo:

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Leia atentamente o poema a seguir apresentado, observando a relação entre o título e o texto:

Assim caminha a humanidade

o marketing pesquisa o mercado.
a indústria fabrica o produto.
a propaganda cria a necessidade.
o banco empresta a juros altos.
o estado comemora o produto interno bruto.
e o povo, endividado, marcha para o matadouro.

(CHACAL. Murundum. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 17. Adaptado.)

Marque a resposta que corretamente justifica a relação entre o título e o texto:

PortuguêsPUC-GO2016

TEXTO

O acendedor de lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!


Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.


Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doura a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!

(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. 3. ed. São Paulo: Global, 2006. p. 25)

É justo afirmar que no poema “O acendedor de lampiões”, de Jorge de Lima, (Texto), se pode notar dois momentos de grande tensão e ironia.

Marque a alternativa correta quanto às partes destacadas do texto que melhor ilustram essa afirmativa:

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TEXTO

um metro de grito

(máquinas líquidas)

Leiam-se índices,
mil olhos de lince,
entre meus filmes,
leonardos da vinci.
Abri-vos, arcas, arquivos,
súmulas de equívocos,
fechados,
para que servem os livros?


Livros de vidro,
discos, issos, aquilos,
coisas que eu vendo a metro,
eles me compram aos quilos.
Líquidas lâminas,
linhas paralelas,
quanto me dão
por minhas ideias?

(LEMINSKI , Paulo. Toda poesia. 12. reimpr. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 191.)

Na primeira estrofe do poema de Paulo Leminski (Texto), há a presença da tipologia textual injuntiva.

Essa tipologia se manifesta, principalmente, (marque a resposta correta):

PortuguêsPUC-GO2016

TEXTO

Raios de sol ao meio

Mais uma vez ele aparecia na minha frente como se tivesse vindo do nada. Seus olhos eram grandes e negros e pareciam ter nascido bem antes dele. Suas espinhas se agigantavam conforme o ângulo de que eram vistas. Sua orelha era algo indescritível. Além de orelha ela era disforme, meio redonda e meio achatada nas pontas. Ela era meio várias coisas. Uma orelha monstro. A boca era alguma coisa que só estava ali para cumprir seu espaço no rosto. Era boca porque estava exatamente no lugar da boca. E era a segunda vez que ele me mobilizava. Mas no conjunto de elementos díspares reinava uma sensualidade ímpar que me tirava de mim sem que eu soubesse navegar no outro que em mim surgia. De mim não sabia entender o que emanava para ele em toda a sua estranha vastidão de patologia visual. No meio sol da meia-noite as coisas se anunciaram e antes que a madrugada avançasse a lua em sua metade escondida ardeu com um olhar malicioso e sorriu.

(GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 177.)

Em relação ao processo argumentativo do Texto, assinale a alternativa correta:

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Leia atentamente o fragmento do texto Pelas ruas que andei, de Lucas Brêda:

[...]

Até fevereiro do ano que vem, uma mostra inteira dedicada a Alceu Valença ocupa o Itaú Cultural, em São Paulo. [...]

“Sempre fui de imitar tudo”, ele conta. [...]

Como artista, contudo, Alceu tem pouco de imitador. Ele foi da psicodelia subversiva dos anos 1970 à exploração de forró, frevo e da música tradicional nordestina, misturando guitarras com flautas e sanfonas, vocais performáticos e letras existenciais com poesias populares.

O pernambucano, na verdade, sempre foi um provocador. A exposição no Itaú Cultural exibe, por exemplo, um poema que ele escreveu em uma prova, quando ainda estudava direito, em 1969. “Quando cheguei na sala, em cima de todas as mesas, havia um questionário. Era para um curso de sociologia em Harvard.”

(BRÊDA, Lucas. Pelas ruas que andei. Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 dez. 2019. Caderno ilustrada, p. C1. Adaptado.)

Em relação ao emprego da vírgula, é possível, sem incorrer em violação da norma culta, eliminar a(s) vírgula(s) de uma das orações apresentadas nas alternativas a seguir (marque a única alternativa correta):

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Leia o fragmento do conto de Bernardo Élis:

[...] Um dia o ladrão apareceu em sua casa dizendo ao administrador que ali estava para devolver uma joia que furtara à dona fazia dois anos. Dois anos! Impossível! – pensou o administrador, pois dona Arginusa diariamente passava em revista suas joias e nunca deu por falta de nenhuma! Mas como o ladrão insistisse, dona Arginusa apareceu, tomou a joia, e após minucioso exame reconheceu que era mesmo seu aquele broche de ouro e brilhantes, fora de sua mãe que o herdou da avó, que herdou de outra avó. Só a ideia de ter podido perder a joia causou à sensível senhora um desgosto tão grande que logo vieram médicos e enfermeiras ministrar-lhe sais e injeções.

(ÉLIS, Bernardo. A lavadeira chamava-se pedra. Melhores contos de Bernardo Elis. 4. ed. São Paulo: Global, 2015. p. 111.)

Em “dona Arginusa apareceu, tomou a joia, e após minucioso exame reconheceu que era mesmo seu aquele broche de ouro e brilhantes”, a oração “que era mesmo seu aquele broche de ouro e brilhante” está corretamente classificada na alternativa:

PortuguêsPUC-GO2018

O Texto, capítulo inicial do romance Menino de engenho, de José Lins do Rego, narra o assassinato de uma mulher na visão do seu filho, de quatro anos. Suponha que naquele dia, em um determinado momento, reuniram-se alguns grupos de pessoas na praça para comentar o trágico acontecimento. Em um desses grupos, o único com três pessoas, elas se perguntam: “quantas pessoas temos neste momento aqui reunidas?” Um deles afirma que o produto da quantidade de pessoas de cada grupo dá 36. O outro diz que a soma dessas quantidades é igual ao número da casa que está exatamente a sua frente. O último dos três afirma que há um grupo com maior quantidade de pessoas.

Diante dessas informações, o número de pessoas do grupo maior e o número da casa mencionada neste enunciado são, respectivamente:

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Texto

Palhaço, grande voz

Auto da Compadecida! O julgamento de alguns canalhas, entre os quais um sacristão, um padre e um bispo, para exercício da moralidade.

Toque de clarim.

Palhaço

A intervenção de Nossa Senhora no momento propício, para triunfo da misericórdia. Auto da Compadecida!

Toque de clarim.

A Compadecida

A mulher que vai desempenhar o papel desta excelsa Senhora, declara-se indigna de tão alto mister.

Toque de clarim.

Palhaço

Ao escrever esta peça, onde combate o mundanismo, praga de sua igreja, o autor quis ser representado por um palhaço, para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua alma é um velho catre, cheio de insensatez e de solércia. Ele não tinha o direito de tocar nesse tema, mas ousou fazê-lo, baseado no espírito popular de sua gente, porque acredita que esse povo sofre, é um povo salvo e tem direito a certas intimidades.

Toque de clarim.

Palhaço

Auto da Compadecida! O ator que vai representar Manuel, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, declarase também indigno de tão alto papel, mas não vem agora, porque sua aparição constituirá um grande efeito teatral e o público seria privado desse elemento de surpresa.

Toque de clarim.

Palhaço

Auto da Compadecida! Uma história altamente moral e um apelo à misericórdia.

[...]

(SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. 34. ed., 3a reimpr. São Paulo: Agir, 2006, p. 22-24.)

Considerando-se o Texto, é correto afirmar que, nas falas do Palhaço e da Compadecida, predomina uma função (assinale a resposta correta):

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TEXTO

A gota que fez transbordar a caixa da paciência de vovó foi um casalzinho folgado. Cansada da algazarra, do som da sanfona, que por três dias e três noites vinha balançando os alicerces da Casa, vovó foi procurar refúgio na paz de seu quarto. Que paz que nada, ali também a festa rolava solta. Abismada, ela viu um casalzinho iniciando sua lua de mel, imaginem onde? Na cama de vovó! Pena que o urinol estivesse vazio. Furiosa, Ana Vitória pensou em apelar para o chicote. Depois seu pensamento voltou para os primeiros dias de seu casamento, lembrou-se da urgência que a fazia deixar tudo por fazer e ir atrás do marido no roçado. Viu a si mesma, viu os dois, ela e o marido, um casal corado e feliz se deitando debaixo de qualquer árvore. Dez meses após o casamento nasceu o primeiro filho, seguido de outros, um por ano. A leveza daquele início parecia tão distante, tão irreal. Uma lagrimazinha de saudade marejou seus olhos abatidos, rolou pela face cansada e foi morrer no peito murcho. Desanimada, ela pensou que nunca mais ia parar de ter filhos, de lavar bundinhas melecadas de cocô. Acabou deixando os pombinhos em paz, eles que aproveitassem a vida enquanto era possível. Mas avisou aos interessados que preferia perder um bom quinhão de suas terras a continuar convivendo com tamanha barafunda. Assim, a ideia remota da criação de um arraial foi posta em prática. Doações foram feitas e o terreno demarcado.

As construções começaram a nascer com a rapidez dos cogumelos. Primeiro a igreja com a torre central, beiral duplo em madeira recortada em bicos. Paredes azuis, janelas brancas. Feinha a pobre igreja, mas nem por isso desprezada. Talvez sua maior virtude estivesse na singeleza, no aconchego. A igrejinha era o orgulho do povoado. Sobre o altar feito por um carpinteiro caprichoso, a imagem de um Cristo cansado, a cabeça pensa, o olhar vazio. Descascado, ensanguentado, provocava nos fieis uma piedade quase dolorosa. Foi nessa igreja que meus pais me apresentaram ao Nosso Criador.

(BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 74-75.)

A referenciação é o processo pelo qual um elemento linguístico remete a outro elemento.

Considerando-se o processo de referenciação no Texto, assinale a alternativa em que a palavra em destaque refere-se corretamente à Vovó: