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OS HUMANOS SÃO UMA PARTE IMPORTANTE DA BIOSFERA

As maravilhas do mundo natural atraem a nossa curiosidade sobre a vida e tudo que nos cerca. Para muitos de nós, nossa curiosidade sobre a Natureza e os desafios de seu estudo são razões suficientes. Além disso, contudo, nossa necessidade de compreender a Natureza está se tornando mais e mais urgente, à medida que o crescimento da população humana estressa a capacidade dos sistemas naturais em manter sua estrutura e funcionamento.

Os ambientes que as atividades humanas dominam ou criaram – incluindo nossas áreas de vida urbanas e suburbanas, nossas terras cultivadas, nossas áreas de recreação, plantações de árvore e pesqueiros – são também ecossistemas. O bem-estar da humanidade depende de manter o funcionamento desses sistemas, sejam eles naturais ou artificiais. Virtualmente toda a superfície da Terra é, ou em breve será, fortemente influenciada por pessoas, se não completamente sob seu controle. Os humanos já usurpam quase metade da produtividade biológica da biosfera. Não podemos assumir essa responsabilidade de forma negligente.

A população humana se aproxima da marca de 7 bilhões, e consome energia e recursos, e produz rejeitos muito além do necessário ditado pelo metabolismo biológico. Essas atividades causaram dois problemas relacionados de dimensões globais. O primeiro é o seu impacto nos sistemas naturais, incluindo a interrupção de processos ecológicos e a exterminação de espécies. O segundo é a firme e constante deterioração do próprio ambiente da espécie humana à medida que pressionamos os limites dentro dos quais os ecossistemas podem se sustentar. Compreender os princípios ecológicos é um passo necessário para lidar com esses problemas.

RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. p. 15. (Adaptado).

No trecho “Os humanos já usurpam quase metade da produtividade biológica da biosfera. Não podemos assumir essa responsabilidade de forma negligente” (linhas 10-12), os períodos apresentam pessoas verbais diferentes. O uso da primeira pessoal do plural, no segundo período, constitui um recurso linguístico por meio do qual o autor

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sobre a descrição

[1] Acho que o cenário e a textura são muito mais importantes para que o leitor se sinta dentro da

[2] história do que qualquer descrição

física dos personagens. Também não acho que a descrição física deva

[3] ser um atalho para o caráter. Então, me poupem, por favor, dos “astutos olhos azuis” e do “resoluto queixo

[4] proeminente” do herói, e também das “arrogantes maçãs do rosto” da heroína. Esse tipo de coisa é

[5] técnica ruim e escrita preguiçosa, o equivalente a usar uma série de advérbios cansativos na narração.

[6] Para mim, a boa descrição consiste em apenas alguns detalhes bem escolhidos que vão falar por

[7] todo o resto. Na maioria dos casos, esses detalhes serão os primeiros a lhe ocorrer. E certamente vão ser

[8] o bastante para começar. Se depois você decidir mudar, acrescentar ou excluir alguma coisa, faça o que

[9] tiver que fazer – é para isso que serve a reescrita. Eu, porém, acho que você vai perceber que, na maioria

[10] dos casos, os primeiros detalhes visualizados serão os melhores e mais verdadeiros. Não se esqueça (e

[11] suas leituras vão comprovar minha afirmação repetidas vezes, caso você comece a duvidar) de que é tão

[12] fácil descrever demais quanto descrever de menos. Talvez seja até mais fácil.

[13] Um de meus restaurantes favoritos em Nova Iorque é o Palm Too, na Segunda Avenida. Se eu

[14] decidisse criar uma cena naquele lugar, com certeza estaria escrevendo sobre o que conheço, pois já

[15] estive lá em várias ocasiões. Antes de começar a escrever, tiro um momento para buscar uma imagem do

[16] lugar, desenhando com a memória e preenchendo o olhar de minha mente, que fica cada vez melhor com

[17] o uso. Chamo de olhar mental, mas o que eu realmente quero fazer é abrir todos os meus sentidos. Essa

[18] busca na memória será breve, porém intensa, um tipo de evocação hipnótica. E, como acontece com a

[19] hipnose de verdade, quanto mais vezes você tentar, mais fácil será conseguir.

KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.

No texto, o autor apresenta uma série de explicações e conselhos sobre as propriedades básicas da boa descrição. Para tanto, utiliza predominantemente a combinação das seguintes funções de linguagem:

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O EGOÍSMO GREGÁRIO COMO PRINCÍPIO DO REBANHO PÓS-MODERNO

Estamos numa época de promoção do egoísmo, de produção de egos tanto mais cegos ou cegados que não percebem o quanto podem hoje ser recrutados em conjuntos massificados. Em outras palavras, vemos egos, isto é, pessoas que se creem iguais e que, na realidade, passaram a ficar sob o controle do que se deve bem chamar “o rebanho”. Viver em rebanho fingindo ser livre nada mais mostra que uma relação consigo catastroficamente alienada, uma vez que supõe ter erigido como regra de vida uma relação mentirosa consigo mesmo. E, a partir daí, com os outros. Assim, mentimos despudoradamente aos outros, àqueles que vivem fora das democracias liberais, quando lhes dizemos que acabamos – com algumas maquininhas à guisa de presentes ou de armas nas mãos em caso de recusa – de lhes trazer a liberdade individual; na realidade, visamos, antes de tudo, fazer com que entrem no grande rebanho dos consumidores.

Mas qual é, perguntarão, a necessidade dessa mentira? Por que precisamos fazer crer que somos livres quando vivemos em rebanho? E por que precisamos fazer outros crerem que são livres quando vamos colocá-los em rebanho? A resposta é simples. É preciso que cada um vá livremente na direção das mercadorias que o bom sistema de produção capitalista fabrica para ele. Digo bem “livremente” pois, forçado, resistiria. Ao passo que livre, pode consentir em querer o que lhe dizem que deve querer enquanto cidadão livre. A obrigação permanente de consumir deve, portanto, ser redobrada por um discurso incessante de liberdade, de uma falsa liberdade, é claro, entendida como permissão para fazer “tudo o que se quer”. Esse duplo discurso é exatamente o das democracias liberais, descambem para a direita ou para a esquerda. É pelo egoísmo que se deve agarrar os indivíduos para arrebanhá-los, pois é o meio mais econômico e racional de ampliar sempre mais as bases do consumo de um conjunto de pessoas permanentemente levadas para necessidades reais ou, quase sempre, supostas.

DUFOUR, Dany-Robert. O divino mercado: a revolução cultural liberal. Rio de Janeiro: Cia de Freud, 2008. p. 23-24. (Adaptado).

No texto, as palavras “rebanho” e “livremente” são colocadas entre aspas com o objetivo de

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O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.

[...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.

MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 121.

No texto apresentado, as autoras se referem à origem da palavra “economia” para

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O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.

[...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.

MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 121.

No período “O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar”, predomina a seguinte função da linguagem:

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No período “Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia”, a palavra em destaque é usada em sentido

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sobre a descrição

[1] Acho que o cenário e a textura são muito mais importantes para que o leitor se sinta dentro da

[2] história do que qualquer descrição

física dos personagens. Também não acho que a descrição física deva

[3] ser um atalho para o caráter. Então, me poupem, por favor, dos “astutos olhos azuis” e do “resoluto queixo

[4] proeminente” do herói, e também das “arrogantes maçãs do rosto” da heroína. Esse tipo de coisa é

[5] técnica ruim e escrita preguiçosa, o equivalente a usar uma série de advérbios cansativos na narração.

[6] Para mim, a boa descrição consiste em apenas alguns detalhes bem escolhidos que vão falar por

[7] todo o resto. Na maioria dos casos, esses detalhes serão os primeiros a lhe ocorrer. E certamente vão ser

[8] o bastante para começar. Se depois você decidir mudar, acrescentar ou excluir alguma coisa, faça o que

[9] tiver que fazer – é para isso que serve a reescrita. Eu, porém, acho que você vai perceber que, na maioria

[10] dos casos, os primeiros detalhes visualizados serão os melhores e mais verdadeiros. Não se esqueça (e

[11] suas leituras vão comprovar minha afirmação repetidas vezes, caso você comece a duvidar) de que é tão

[12] fácil descrever demais quanto descrever de menos. Talvez seja até mais fácil.

[13] Um de meus restaurantes favoritos em Nova Iorque é o Palm Too, na Segunda Avenida. Se eu

[14] decidisse criar uma cena naquele lugar, com certeza estaria escrevendo sobre o que conheço, pois já

[15] estive lá em várias ocasiões. Antes de começar a escrever, tiro um momento para buscar uma imagem do

[16] lugar, desenhando com a memória e preenchendo o olhar de minha mente, que fica cada vez melhor com

[17] o uso. Chamo de olhar mental, mas o que eu realmente quero fazer é abrir todos os meus sentidos. Essa

[18] busca na memória será breve, porém intensa, um tipo de evocação hipnótica. E, como acontece com a

[19] hipnose de verdade, quanto mais vezes você tentar, mais fácil será conseguir.

KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.

No enunciado “Essa busca na memória será breve, porém intensa, um tipo de evocação hipnótica”, a palavra “evocação” pode ser substituída, sem prejuízo gramatical e semântico, por

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Leia o texto a seguir para responder à questão.


Multiculturalismo na América Latina

A relação entre educação e cultura(s) nos coloca diante das questões apresentadas hoje pelo

multiculturalismo no âmbito planetário e diante de cada uma das realidades nacionais e locais em que

vivemos.
Na América Latina e, particularmente, no Brasil, a questão multicultural apresenta uma

[05] configuração própria. Nosso continente é um continente construído com uma base multicultural muito

forte, onde as relações interétnicas têm sido uma constante, uma história dolorosa e trágica

principalmente no que diz respeito aos grupos indígenas e afrodescendentes.
A nossa formação histórica está marcada pela eliminação física do “outro” ou por sua

escravização, que também é uma forma violenta de negação de sua alteridade. Os processos de negação

[10] do “outro” também se dão no plano das representações e no imaginário social. Neste sentido, o debate

multicultural na América Latina nos coloca diante da nossa própria formação histórica, da pergunta sobre

como nos construímos socioculturalmente, o que negamos e silenciamos, o que afirmamos, valorizamos e

integramos na cultura hegemônica. A problemática multicultural nos mostra os sujeitos históricos que

foram massacrados, que souberam resistir e continuam hoje afirmando suas identidades e lutando por

[15] seus direitos de cidadania plena na nossa sociedade, enfrentando relações de poder assimétricas, de

subordinação e exclusão.

CANDAU, Vera Maria. Multiculturalismo e educação: desafios para a prática pedagógica. In: MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (Org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2013. p. 17. (Adaptado).

No enunciado “A nossa formação histórica está marcada pela eliminação física do ‘outro’ ou por sua escravização, que também é uma forma violenta de negação de sua alteridade”, a oração adjetiva assume a seguinte função discursiva:

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Na tirinha, a locutora utiliza o imperativo verbal para desafiar seu interlocutor a lhe apresentar uma prova de amor. Essas formas imperativas apresentam um caso de variação na pessoa do verbo, tendo a seguinte configuração:

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Leia o excerto poético.

Subamos!

Subamos acima,

Subamos além, subamos!

Com a posse física dos braços

Inelutavelmente galgaremos

O grande mar de estrelas

Através de milênios de luz...

MORAES, Vinícius. Os acrobatas. In: Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 122.

Na estrofe citada, infere-se que os predicados verbais, do ponto de vista figurativo, enfatizam uma