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Afinidade

Como água e óleo
Nós não nos misturamos.
Minha polaridade
É o oposto da sua.
Por mais que eu tente
Meu par de elétrons
Não se encaixa na sua estrutura,
Mesmo você sendo tão eletronegativa.
E não adianta tentar
Aquecer a nossa relação...
Você mesma disse: não me misturo
Com alguém assim tão básico.
Mas continuo buscando
A minha estabilidade.
Vou formar um octeto
Pra suportar essa sua acidez...
J. Eduardo de Carvalho
Fonte : http://www.quimica.ufc.br/node/126

O poema:

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Amor é um fogo que arde sem se ver
Luís Vaz de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

O poema é constituído principalmente pela seguinte figura de estilo:

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Introdução

Ao retornar ao passado
pelas trilhas da lembrança
a alma se faz criança
revendo um mundo encantado.
Cada novo passo dado
a um outro passo convida
e nessa marcha invertida
eu vou encontrando a esmo
os pedaços de mim mesmo
deixados ao longo da vida.

L. P. F.
(Luiz de Paula Ferreira – Introdução do livro “Na Venda de Meu Pai”)

O poema anuncia que o autor, em sua obra, abordará, como temática:

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O humorismo dessa tirinha explora o uso de 2 verbos que:

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O humorismo crítico desses quadrinhos explora uma questão linguística de:

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O humorismo crítico dessa charge ressalta uma postura de:

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O humor dessa tirinha explora recurso gramatical relativo à:

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Enfim, um indivíduo de ideias abertas

"A coceira no ouvido atormentava. Pegou o molho de chaves, enfiou a mais fininha na cavidade. Coçou de leve o pavilhão, depois afundou no orifício encerado. E rodou, virou a pontinha da chave em beatitude, à procura daquele ponto exato em que cessaria a coceira.

Até que, traque, ouviu o leve estalo e a chave enfim no seu encaixe percebeu que a cabeça lentamente se abria."

(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p. 11.)

O fragmento é:

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POESIA
Carlos Drummond de Andrade

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

A propósito do poema, seguem duas afirmativas ligadas pela palavra PORQUE.
No poema, de forma simultânea, veem-se as funções metalinguística, emotiva e poética.

PORQUE

O eu-lírico revela seus sentimentos e, por meio de linguagem conotativa, reflete o processo de produção do poema. Marque:

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Olhos Nos Olhos

Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mais nem porquê
E tantas águas rolaram

Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha, sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

A propósito do texto, seguem duas afirmativas ligadas pela palavra PORQUE:
Apesar de sua contemporaneidade, a canção de Chico Buarque pode ser comparada a uma cantiga medieval.

PORQUE

O eu-lírico feminino demonstra submissão a seu amado, aspecto das cantigas de amor medievais. Marque: