Retrato de um Playboy
(...) Com a cabeça raspada, cheia de parafina
Tiro onda porque acho que sou gente fina,
Mas na verdade, pertenço à pior raça que existe
Eu sou playboy, penso que sou feliz, mas sou triste
Eu sou pior que uma praga, eu sou pior que uma peste,
Estou em qualquer lugar da superfície terrestre
E digo aonde a playboyzada prolifera-se a mil:
Em um país capitalista pobre como o Brasil
Onde não somos patriotas nem nacionalistas
Gosto das cores dos States com as estrelas e as listras
E o que eu sinto pelo país é o que eu sinto pelo povo
Olha só que legal, quando eu pego um ovo
Entro no carro com os amigos, levo o ovo na mão
(Olha o ponto de ônibus, freia aí mermão!)
Eu taco o ovo bem na cara de um trabalhador
Que esperava seu ônibus, que passou e não parou
Que maneiro, eu não ligo pra quem está sofrendo,
Em vez de eu dar uma carona, deixo o cara fedendo (...)
(Gabriel o Pensador)
Fonte:www.letra.nus.br/gabriel-pensador/65056/acesso 02/10/2015
Essa música retrata uma situação marcada por:
Texto A
As regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entram em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009* , vão afetar principalmente o uso dos acentos agudo e circunflexo, do trema e do hífen. Cuidado: segundo elas, você não poderá mais dizer que foi mordido por uma jibóia, e sim por uma jiboia.
* O acordo entrou em vigor em janeiro de 2016.
Adaptado de E. Simões, “Que língua é essa?”, Folha de S. Paulo. 28 set.2008.Ilustrada p.1.Texto B
Com a nova ortografia
Nosso jeito de escrever
Sofreu algumas mudanças
E para a gente aprender
Chamo atenção ao papel
Que terá este cordel
Para mostrar a você
(...)
Pronúncia, vocabulário
E a sintaxe também
Permanecerão iguais
Da forma como já vem
Na fala do dia a dia
Mudou somente a grafia
Que algumas palavras têm.
Em relação à última frase do excerto jornalístico, a 2ª estrofe do cordel:
Em relação à “VERDADE”, o humorismo dessa seção declara-se:
ROBÔS PODEM TOMAR 57% DOS EMPREGOS
Nos próximos 25 anos, mais da metade dos empregos atuais poderão ser automatizados, ou seja, haverá máquinas capazes de assumi-los. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Oxford, que também elencou os empregos mais vulneráveis. Os mais ameaçados são os corretores de seguros, com 98% de risco de serem substituídos, total ou parcialmente, por robôs. Mas a maioria das profissões, de piloto de avião (54%) a economista (53%), corre risco. Só os advogados (3,5%) se salvam para valer. A pesquisa diz que os trabalhadores que perderem o emprego serão realocados em outras funções – incluindo, veja só, ofícios que ainda nem existem (e que valorizarão habilidades que os robôs não tem, como originalidade e empatia). Quer saber em qual profissão do futuro você se encaixará? Preparamos um teste online para ajudá-lo a descobrir: abr.ai/profissoesdofuturo. Ana Carolina Leonardi
(Revista “Superinteressante” – Abril/2017)Sobre esse texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. No título e no 1º período, a mensagem exerce um forte impacto sobre o leitor, por conter um caráter de certeza acerca da previsão anunciada.
II. O estudo da Universidade de Oxford fez uma lista dos empregos mais preservados pelo mercado de trabalho.
III. Atividades trabalhistas inéditas, com exigências específicas, oportunizarão a reintegração de desempregados no mercado.
IV. Expressão de uso popular, frase interrogativa direta, ocorrência de 1ª pessoa do plural e de pronome de tratamento são indicativos de uso de linguagem oral nesse texto jornalístico.
É correto o que se afirma somente em:
O INSTAGRAM RECEBE 95 MILHÕES DE FOTOS POR DIA. São 1.100 novas imagens do sistema a cada segundo. Isso sem falar nos outros bilhões de cliques armazenados na memória dos celulares e que nunca verão a luz do dia.
Nunca se fotografou tanto, claro (...)
E tome foto. De tudo. De todos.
Só há um problema: esse hábito pode estar acabando com nossas vidas – pelo menos com a forma como nos lembramos de nossas vidas. (...)
Por via das dúvidas, porém, vale lembrar: sua memória talvez agradeça se você parar e der uma boa olhada no que vai fotografar antes de efetivamente apertar o botão.
(...)
No fim, a única memória que importa é aquela gravada em seus neurônios. Você é feito delas, não de sua timeline do Instagram.
Sobre elementos construtores do texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. A introdução do texto encerra-se com 3 frases nominais.
II. No 1º e no 4º parágrafos, os pronomes “ISSO” e “ESSE” funcionam como anafóricos que remetem ao mesmo referente.
III. O 5º parágrafo expressa ao leitor uma mensagem baseada nas ideias de hipótese e de condição.
IV. Na conclusão do texto – 6º parágrafo – a relação entre o anafórico “elas” (em “delas”) e seu referente apresenta incompatibilidade quanto à concordância.
É correto o que se afirma em:
A AULA QUE EU NUNCA ESQUECI
Ela foi dada por um professor da FGV – e mudou minha vida
EU ESTAVA FAZENDO uma disciplina eletiva chamada Técnicas de Negociação e havia um estudo de caso, o “Ugli Orange exercise”.
No exercício, uma cidade havia sofrido um acidente industrial. Como resultado, toda a sua água fora contaminada, e, agora, milhares de grávidas e seus bebês estavam correndo risco de vida. O antídoto para salvá-los só poderia ser extraído da casca de uma laranja específica (a Ugli), da qual, por questões meteorológicas, apenas um único produtor dispunha.
Em uma cidade próxima, outro acidente industrial matara milhares de pessoas e deixara outras tantas gravemente doentes por causa do vazamento de um agente tóxico. O único remédio capaz de curar os enfermos era feito à base do suco da mesma laranja rara. E, é óbvio, não havia laranja suficiente para todo mundo.
A classe foi dividida em três grupos: um representando os produtores da laranja rara, os outros dois representando seus potenciais compradores (cuja tarefa era convencer os produtores a vender a laranja para eles, e não para os outros).
O que se seguiu foi cômico. E foi também um aprendizado valioso. Surgiram modelos matemáticos supersofisticados para concluir se a vida de uma grávida valia mais que a dos outros, cálculos para tentar repartir as laranjas de forma justa, teorias sobre formação de preços, e páginas e mais páginas perdidas no esforço de resolver a questão com base em alguma ciência: finanças, estatística – até palitinho rolou.
Horas depois, o professor sentenciou: “Vocês são muito incompetentes. Se tivessem lido o problema com a mente aberta, teriam visto que era fácil resolvê-lo. A solução não era mutuamente excludente”. “Um grupo precisava da casca da laranja, o outro, do suco. Dava para vocês terem compartilhado as frutas e ainda dividido o seu custo.”
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. O estudo de caso, além do objetivo de aprendizado da disciplina, prestou-se a alertar para o fato de que o sucesso de uma ação vem precedido de comportamentos mentais adequados.
II. Segundo o professor, o problema envolvia duas situações em que uma ia de encontro à outra.
III. A atitude dos três grupos de alunos na tentativa de resolução do problema resultou num esforço complexo e inútil.
É correto o que se afirma em:
A PEPSI SUPEROU A COCA-COLA em vendas porque a imagem de Jair Bolsonaro passará a estampar as latinhas de refrigerante da marca. A “notícia”, publicada em 4 de dezembro no site News Atual, foi replicada em cinco páginas do Facebook com um total de 1,8 milhão de seguidores. Em poucos dias, ela teve mais de 20 000 curtidas e um número considerável de compartilhamentos. Era, obviamente, falsa – uma genuína fake news. Mas, como se vê, muita gente não só acreditou como passou a mentira adiante, para depois, pelo menos em alguns casos, morrer de vergonha. Pesquisa exclusiva feita a pedido de VEJA pela consultoria Ideia Big Data, com 2004 pessoas ouvidas por telefone entre 9 e 10 de janeiro, mostra que 83% dos entrevistados temem compartilhar notícias falsas em suas redes sociais e grupos de WhatsApp.
(Revista VEJA – 17.1.2018)Sobre o texto, são apresentadas as seguintes afirmativas:
I. A mensagem do 1º período, que dá suporte ao texto, estrutura-se em FATO e JUSTIFICATIVA.
II. A palavra “ELA” constitui um elemento de coesão anafórico, retomando o referente “a marca PEPSI”.
III. O texto apresenta uma situação já comum nos contatos sociais, seguida de comentário, e utilizada como motivo de um trabalho estatístico.
É correto o que se afirma em:
Ele nasceu numa ladeira do Rio de Janeiro. Pobre, mulato, doente, tímido, gago e órfão. Nessas condições, difícil crer que teria qualquer futuro. No entanto, superou todas as adversidades e tornou-se um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Para muitos “o” maior. Assim era Machado de Assis (...)
Almanaque Brasil. N. 10.jun.2008. São Paulo: Andrade Comunicação e Cultura. P. 33.Sobre a elaboração do texto, são apresentadas as seguintes afirmativas:
I. O pronome “ELE” funciona como catafórico, cujo referente está no último período.
II. As mensagens do 2º e do 3º períodos estabelecem, entre si, uma relação de causa e consequência.
III. O elemento de coesão que introduz a 4ª frase indica que a mensagem consistirá numa ideia de contradição.
IV. O uso das aspas no penúltimo período constitui um recurso para imprimir ao artigo “o” um valor semântico de ironia.
É correto o que se afirma em:
O MUNDO TEM PRESSA. Os nomes dos aplicativos na casa do bilhão de usuários revelam a obsessão pelo instantâneo. São onomatopeicos. Instagram. Snapchat. Twitter. Poderiam ser “plunct”, “plact”, “zum”. O mundo tem pressa. Blogueiros plenos de certeza acham que resolvem problemas humanos eternos com a mesma ligeireza com que suas colegas aconselham a cor do batom para a estação. O mundo tem pressa. O jornalismo contemporâneo na internet e nas versões impressas tenta acompanhar o ritmo. As reportagens tendem a ser mais curtas e entrecortadas por textos em fontes maiores que chamam os olhos do leitor para os pontos essenciais do assunto que se deseja transmitir. O mundo tem pressa. Mas a vida não. Por isso, VEJA nunca abandonou o gosto pelas reportagens de fundo, pela apuração calma, metódica e abrangente de histórias merecedoras de ser contadas com calma, método e abrangência, de modo a “revelar das coisas o significado, sem o equívoco de defini-las, nas palavras da filósofa Hannah Arendt (1906-1975).
(...)
(Revista VEJA – 10/2/2016)Acerca desse texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Para o autor, os nomes dos aplicativos soam como imitações de sons.
II. A referência aos blogueiros constitui um item argumentativo com intenção de enobrecimento e valorização da atividade.
III. A ênfase produzida pela reiteração da ideia “O mundo tem pressa” é desmontada bruscamente por uma única frase.
IV. Constitui um jogo de classes de palavras diferentes, mas de mesma natureza, as duas sequências “calma, metódica e abrangente” e “calma, método e abrangência”.
É correto o que se afirma apenas em:
Ode
Ricardo Reis
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Seguem-se algumas afirmativas sobre o poema:
I. Há uma intenção de aconselhamento, expressa no emprego dos verbos “ser” e “pôr” no imperativo.
II. O autor usa a forma de tratamento em 3ª pessoa para dirigir-se ao recebedor da mensagem.
III. Transmitem a mesma ideia básica as expressões: “sê inteiro”, “Põe quanto és” e “Sê todo”.
IV. A alusão à lua funciona como exemplificação, construída numa relação de causa e efeito.
É correto o que se afirma apenas em: