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Analise o texto que aborda um problema metropolitano:

“Acho que ele viu a gente chegando e fugiu”. A frase foi dita por um agente da Polícia Civil ao entrar, ontem pela manhã, na casa de Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como chefe de uma das maiores milícias do Rio, a Liga da Justiça. Na residência, em Santa Cruz, investigadores encontraram uma impressionante central de monitoramento: por meio de uma TV de 75 polegadas, era possível ver imagens geradas por 20 câmeras espalhadas em três comunidades da Zona Oeste. Nas áreas de atuação da Liga da Justiça, o dinheiro não sai apenas da venda de drogas, do transporte ilegal e da venda de gás. Segundo a polícia, quase tudo é explorado: entre outros crimes, os milicianos comercializam sinais clandestinos de TV a cabo e cobram taxas de proteção até mesmo de artistas de rua que fazem pequenas apresentações em sinais de trânsito.

GOULART, G. et al. No rastro do dinheiro. O Globo, Rio, 26 abr. 2018, p. 8.

O agravamento da crise da segurança pública metropolitana é exemplificado pelo aspecto:

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Texto

Os perigos da literatura

Literatura, isto é, escrever sem publicar, é
uma espécie de vício secreto. Pequena perversão.
Que nem colecionar calcinhas de mulher. Seus
praticantes estão sujeitos a muitos males. Olhai uns
[5] pares deles.
(...)
COMPLEXO DE MACHADO DE ASSIS –
Manifesta-se em um desejo irreprimível de entrar
para o Serviço Público. Levar vida reservada e
tímida. Ter atitudes ambíguas sobre os problemas
[10] da comunidade. Esperar a glória pacientemente.
Alguns casos mais graves levam os pacientes a
fundar academias.
(...)
MAL DE ROSA: Só faz vítimas entre
membros do Corpo Diplomático.
[15] O paciente imagina que é um jagunço do
sertão.
Conta causos estranhos, numa linguagem
meio antiga e meio sertaneja. E diz em entrevistas
na Europa:
[20] - Nós, no sertão...

SÍNDROME DE BORGES – O escritor
paciente imagina-se dentro de um livro, atacado por
citações, vidas de outros séculos. Para o paciente
afetado desta moléstia, o céu não tem estrelas.
[25] Tem asteriscos.
Ocorre de o paciente, andando em círculos,
tropeçar numa vírgula, engolir o parágrafo e bater
com a cabeça no travessão.
Devem ser constantemente vigiados.
[30] Se não melhorarem, o jeito é encaderná-los e
doá-los a uma Biblioteca Pública.

(LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios. 2.ed.ampl. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2012. p. 178-179.)

No enunciado: ''Manifesta-se em um desejo irreprimível de entrar para o Serviço Público. Levar vida reservada e tímida. Ter atitudes ambíguas sobre os problemas da comunidade. Esperar a glória pacientemente'', as orações sublinhadas desempenham a função de

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Texto

Os perigos da literatura

Literatura, isto é, escrever sem publicar, é
uma espécie de vício secreto. Pequena perversão.
Que nem colecionar calcinhas de mulher. Seus
praticantes estão sujeitos a muitos males. Olhai uns
[5] pares deles.
(...)
COMPLEXO DE MACHADO DE ASSIS –
Manifesta-se em um desejo irreprimível de entrar
para o Serviço Público. Levar vida reservada e
tímida. Ter atitudes ambíguas sobre os problemas
[10] da comunidade. Esperar a glória pacientemente.
Alguns casos mais graves levam os pacientes a
fundar academias.
(...)
MAL DE ROSA: Só faz vítimas entre
membros do Corpo Diplomático.
[15] O paciente imagina que é um jagunço do
sertão.
Conta causos estranhos, numa linguagem
meio antiga e meio sertaneja. E diz em entrevistas
na Europa:
[20] - Nós, no sertão...

SÍNDROME DE BORGES – O escritor
paciente imagina-se dentro de um livro, atacado por
citações, vidas de outros séculos. Para o paciente
afetado desta moléstia, o céu não tem estrelas.
[25] Tem asteriscos.
Ocorre de o paciente, andando em círculos,
tropeçar numa vírgula, engolir o parágrafo e bater
com a cabeça no travessão.
Devem ser constantemente vigiados.
[30] Se não melhorarem, o jeito é encaderná-los e
doá-los a uma Biblioteca Pública.

(LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios. 2.ed.ampl. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2012. p. 178-179.)

Na expressão ''causos estranhos'', revela-se uma variante linguística:

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Aquestão se refere-se à charge:

Em "Se o Bob Dylan ganhou o prêmio de literatura sem ser escritor, então a minha mulher pode ganhar o Nobel de economia!", o raciocínio do personagem se estrutura em:

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Texto

O PULSO

Peste bubônica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticercose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa

Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose coqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania

O pulso ainda pulsa

O pulso ainda pulsa

Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifoide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie câimbra lepra afasia

E o pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco

(ANTUNES, Arnaldo. Como é que se chama o nome disso: antologia. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 239)

Em "O pulso ainda pulsa", "pulso" e "pulsa" são:

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Texto

Em ''Nada...'' , usam-se reticências para exprimir:

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Texto

O PULSO

Peste bubônica câncer pneumonia
Raiva rubéola tuberculose anemia
Rancor cisticercose caxumba difteria
Encefalite faringite gripe leucemia

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa

Hepatite escarlatina estupidez paralisia
Toxoplasmose sarampo esquizofrenia
Úlcera trombose coqueluche hipocondria
Sífilis ciúmes asma cleptomania

O pulso ainda pulsa

O pulso ainda pulsa

Reumatismo raquitismo cistite disritmia
Hérnia pediculose tétano hipocrisia
Brucelose febre tifoide arteriosclerose miopia
Catapora culpa cárie câimbra lepra afasia

E o pulso ainda pulsa
O corpo ainda é pouco

(ANTUNES, Arnaldo. Como é que se chama o nome disso: antologia. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 239)

Arnaldo Antunes é poeta, compositor e artista plástico com forte expressão na contemporaneidade brasileira. Seu poema apresenta, misturadas a uma longa lista de doenças, algumas emoções ("rancor", "estupidez", "ciúmes", "culpa"). Isso significa que

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Texto

Os perigos da literatura

Literatura, isto é, escrever sem publicar, é
uma espécie de vício secreto. Pequena perversão.
Que nem colecionar calcinhas de mulher. Seus
praticantes estão sujeitos a muitos males. Olhai uns
[5] pares deles.
(...)
COMPLEXO DE MACHADO DE ASSIS –
Manifesta-se em um desejo irreprimível de entrar
para o Serviço Público. Levar vida reservada e
tímida. Ter atitudes ambíguas sobre os problemas
[10] da comunidade. Esperar a glória pacientemente.
Alguns casos mais graves levam os pacientes a
fundar academias.
(...)
MAL DE ROSA: Só faz vítimas entre
membros do Corpo Diplomático.
[15] O paciente imagina que é um jagunço do
sertão.
Conta causos estranhos, numa linguagem
meio antiga e meio sertaneja. E diz em entrevistas
na Europa:
[20] - Nós, no sertão...

SÍNDROME DE BORGES – O escritor
paciente imagina-se dentro de um livro, atacado por
citações, vidas de outros séculos. Para o paciente
afetado desta moléstia, o céu não tem estrelas.
[25] Tem asteriscos.
Ocorre de o paciente, andando em círculos,
tropeçar numa vírgula, engolir o parágrafo e bater
com a cabeça no travessão.
Devem ser constantemente vigiados.
[30] Se não melhorarem, o jeito é encaderná-los e
doá-los a uma Biblioteca Pública.

(LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios. 2.ed.ampl. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2012. p. 178-179.)

A predominância do tempo verbal do "presente do indicativo" (''é", "faz'', 'tem'') se justifica, neste texto, por

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TEXTO

Não sei por que você não me alivia a dor. Todo
dia a senhora levanta a persiana com bruteza e joga
sol no meu rosto. Não sei que graça pode achar dos
meus esgares, é uma pontada cada vez que respiro.
[5] Às vezes aspiro fundo e encho os pulmões de um ar
insuportável, para ter alguns segundos de conforto,
expelindo a dor. Mas bem antes da doença e da
velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim,
uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo, e de
[10] repente uma lambada atroz. Quando perdi minha
mulher, foi atroz. E qualquer coisa que eu recorde
agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida. Mas
nem assim você me dá os remédios, você é meio
desumana. Acho que nem é da enfermagem, nunca vi
[15] essa sua cara por aqui. Claro, você é a minha filha
que estava na contraluz, me dê um beijo. Eu ia
mesmo lhe telefonar para me fazer companhia, me ler
jornais, romances russos. Fica essa televisão ligada o
dia inteiro, as pessoas aqui não são sociáveis.
BUARQUE, Chico. Leite derramado. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p.10. Fragmento.

A mudança de humor apresentada pelo personagem ao longo do texto é confirmada pela seguinte variação linguística:

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Aquestão se refere-se à charge:

A charge critica