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PortuguêsUP2019

Assinale a alternativa corretamente pontuada.

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Assinale a alternativa corretamente pontuada.

PortuguêsUP2019

Sobre Nove Noites (2002), de Bernardo Carvalho, considere as seguintes afirmativas:

1. É um romance em que o narrador-investigador, ao coletar uma série de informações em fontes diversas (cartas, depoimentos, entrevistas etc.), não consegue explicar, de forma definitiva, a misteriosa morte de Buell Quain, antropólogo americano que se suicidou no Brasil em 1939.

2. É um romance publicado em 2002 que retoma a tradição do romance-reportagem, muito em voga nos anos de 1970, que, com base em fontes diversas – jornais, cartas, entrevistas, fotos e depoimentos – elucida, do ponto de vista realista, o mistério em torno do suposto suicídio de Buell Quain.

3. É uma romance cuja alternância entre dois planos narrativos – a carta de Manoel Perna e o discurso do narrador-investigador – conduz a um desfecho no qual não se chega à conclusão definitiva sobre as razões do suicídio de Buell Quain.

4. É um romance em que o narrador-investigador, após coletar uma série de informações, descobre que Buell Quain não se suicidou, pois, em uma viagem para os Estados Unidos, o narrador encontra e conversa com esse antropólogo, um velho senhor, em seu leito de morte.

Assinale a alternativa correta.

PortuguêsUP2017

Desde que vivia nas cavernas, o homem vem retirando da natureza os meios necessários à sua sobrevivência e ao seu conforto. Posteriormente, aprendeu a produzi-los, mas a dependência do ambiente natural não diminuiu de importância; ao contrário, tornou-se maior em virtude do crescimento das necessidades.

(CONTI, J. B., FURLAN, S. A. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1995. p. 87)

A respeito do assunto, considere as seguintes afirmativas:

1. Agricultura e extrativismo vegetal são atividades que o ser humano inventou para reproduzir alimentos.

2. O aumento populacional e a industrialização estão pondo fim à natureza.

3. O termo natureza não pertence ao gênero natural, mas ao gênero cultural.

4. A modificação genética de plantas potencializou a produção de víveres.

Assinale a alternativa correta.

PortuguêsUP2017

Nunca tinha ouvido falar em casamento infantil no Brasil até 2013. Fiquei estarrecida. Como podia ser verdade? Supunha que fosse uma realidade da África Subsaariana ou do sul da Ásia, onde fome ou tradições e ritos se impõem. Quem deu a informação foi a assistente social Neilza Buarque Costa, da ONG Visão Mundial, ao debater o documentário, segundo o qual 66 milhões de meninas estão fora da escola, em todo o Planeta, e uma das razões é o matrimônio precoce. Mas eu imaginei: se tem aqui, deve ser uma situação isolada num rincão profundo.

(http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/claudia/reportagem-criancas-casadas-no-brasil. Acesso: maio de 2016)

A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.

PortuguêsUNIVAG2018

Considere a tira.

Verifica-se uma adequada interpretação da tira em:

PortuguêsUNIVAG2014

Uma afirmativa condizente com o conteúdo da charge, redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:

PortuguêsUNIVAG2021

Considere a tirinha de Laerte.

A tirinha aponta para uma situação anormal.

Tal situação se aproximaria da normalidade, caso houvesse uma terceira caixa associada a uma etiqueta com a palavra:

PortuguêsUNIVAG2017

O aconselhamento filosófico é um campo da filosofia relativamente novo, mas em rápida ascensão. O movimento da prática filosófica originou-se na Europa na década de 80 e passou a crescer na América do Norte na década de 90. Apesar de filosofia e prática serem duas palavras com pouca probabilidade de se associarem na mente da maioria das pessoas, a filosofia sempre ofereceu ferramentas para serem usadas no dia a dia. Quando Sócrates passava seus dias debatendo questões importantes no mercado, e quando Lao Tsé registrava sua opinião sobre como seguir o caminho para o sucesso evitando danos, eles pretendiam que essas ideias fossem utilizadas. Filosofia foi, originalmente, um modo de vida, não uma disciplina acadêmica – algo para ser não apenas estudado, mas também aplicado. Somente por volta do século XIX, a filosofia foi confinada numa ala esotérica da torre de marfim, repleta de insights teóricos, mas vazia de aplicação prática.

Filosofia analítica é o termo técnico para aquilo que provavelmente surge em sua mente ao pensar em filosofia. Este é o campo definido academicamente. Esse tipo de filosofia geralmente é abstrato e autorreferente, com pouco ou nada a dizer sobre o mundo. Raramente é aplicável à vida. Essa abordagem é boa para universalidades. O estudo básico da filosofia deveria fazer parte de toda educação; uma universidade sem um departamento de filosofia é como um corpo sem uma cabeça. Mas na maioria dos campos de estudo acadêmico em que há uma divisão de investigação, há também outra na prática. Podemos estudar matemática pura e aplicada, ciências teóricas e experimentais. Apesar de ser essencial a todos os campos para expandir suas fronteiras teóricas, a filosofia acadêmica ultimamente deu ênfase excessiva à teoria em detrimento da prática. Devo lembrar-lhes que a sabedoria da filosofia, que diz respeito à vida real e a como vivê-la, precede a institucionalização da filosofia como ginástica mental que não tem nada a ver com a vida.

(Mais Platão, menos Prozac, 2002. Adaptado.)

Segundo o texto, a ideia de que a filosofia pode ser utilizada para abordar questões da vida cotidiana

PortuguêsUNIVAG2016

Em meados da década de 1960, pouco antes de a oposição à Guerra do Vietnã se tornar muito comentada e difundida, fui procurado, na Universidade de Colúmbia, por um estudante de graduação de aparência mais velha, que me pediu que o admitisse num seminário com vagas limitadas. Parte de seus argumentos residia no fato de que era um veterano de guerra, tendo servido na força aérea. Enquanto conversávamos, tive um estranho vislumbre acerca da mentalidade do profissional – nesse caso, um piloto experiente −, cujo vocabulário usado em seu trabalho poderia ser descrito como “jargão interno”. Nunca vou esquecer meu choque quando, ao responder à minha pergunta insistente “O que é que você realmente fazia na força aérea?”, ele disse: “Aquisição do alvo”. Demorei mais alguns minutos para perceber que ele era um bombardeiro, cujo trabalho, claro, era bombardear. Mas ele revestia isso de uma linguagem profissional que, de certa maneira, excluía e mistificava as indagações mais diretas de alguém fora do ramo. Eu o aceitei no seminário – talvez pensando que podia mantê-lo sob meu olhar e, como incentivo adicional, persuadi-lo a abandonar o espantoso jargão. “Aquisição do alvo”, tenha dó!

(Representações do intelectual, 2005.)

Segundo o autor do texto, a expressão “Aquisição do alvo”