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PortuguêsUNIVAG2015

A criança

Que tens criança? O areal da estrada

Luzente a cintilar

Parece a folha ardente de uma espada.

Tine o sol nas savanas. Morno é o vento.

À sombra do palmar

O lavrador se inclina sonolento.

É triste ver uma alvorada em sombras,

Uma ave sem cantar,

O veado estendido nas alfombras1.

Mocidade, és a aurora da existência,

Quero ver-te brilhar.

Canta, criança, és a ave da inocência.

Tu choras porque um ramo de baunilha

Não pudeste colher,

Ou pela flor gentil da granadilha?

Dou-te um ninho, uma flor, dou-te uma palma,

Para em teus lábios ver

O riso — a estrela no horizonte da alma.

Não. Perdeste tua mãe ao fero açoite

Dos seus algozes vis.

E vagas tonto a tatear à noite.

Choras antes de rir... pobre criança!...

Que queres, infeliz?...

— Amigo, eu quero o ferro da vingança.

(Canto da esperança, 1990.)

Na segunda estrofe, o termo “alvorada” refere-se

PortuguêsUNIVAG2019

Leia o poema de Mario Quintana para responder à questão.

A carta

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amare-
[lecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria…
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e
[gáveas…
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profundo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

(Melhores poemas de Mario Quintana, 2003.)

“Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amare-

[lecida,”

Na oração, “dentro de um livro” e “uma velha carta amarelecida” exercem, respectivamente, funções sintáticas de

PortuguêsUNIVAG2015

Examine a tira do cartunista Caio Gomez. Observando os elementos presentes nessa tira, com destaque para o emprego dos pronomes pessoais “eu” e “nós”, é correto concluir que

PortuguêsUNIVAG2020

Leia o texto para responder à questão.


De onde vem o termo “shippar”?


Vem da palavra “relationship” (relacionamento, em inglês) e significa torcer para que personagens de ficção firmem uma relação. A prática se popularizou na década de 1970 com a série Star Trek: os fãs torciam por Kirk e Spock e os apelidaram de “K/S”.
Mas foi com Arquivo X que o verbo “shippar” (“to ship”) propriamente dito surgiu nos EUA, quando espectadores torciam para que Fox Mulder e Dana Scully ficassem juntos. No Brasil, o termo bombou durante os anos 2000, graças aos usuários do Twitter.
Com o passar do tempo, classificações de “shippar” foram criadas: há o “slash ship” (um casal gay masculino, caso de “K/S”), o “femslash” (um casal feminino), o “canon ship” (o casal óbvio da série) e o “cult ship”(um casal que nunca se formou). É comum que, ao “shippar” dois personagens, os fãs criem uma junção dos nomes: Elena e Damon, de The Vampire Diaries, por exemplo, viraram Delena.

(Luiza Wolf. https://super.abril.com.br, 04.07.2018.)

Considere as passagens do texto:


- “os fãs torciam por Kirk e Spock e os apelidaram de ‘K/S’”
- “No Brasil, o termo bombou durante os anos 2000”
- “‘canon ship’ (o casal óbvio da série)”

Essas passagens permitem concluir que o nível de linguagem do texto

PortuguêsUNIVAG2017

A ciência costuma pregar boas peças nas evidências deste mundo. Era para todos muito evidente que o Sol se levantava de um lado e caía do outro. Até que apareceu alguém para dizer que o Sol nem nasce nem se põe, é a Terra que se mexe. Foi um pouco disso o que aconteceu com a questão da Angústia. A angústia era encarada como uma espécie de maldição do outro mundo, tal sua vagueza e falta de explicação lógica. Vejam o sujeito que está numa praia às dez da manhã, mar azul, céu azul, de repente se percebe tenso como uma corda de violino. Racionalmente não consegue descobrir por quê. Sente-se tomado por um vago sentimento de medo. Tão vago e tão doloroso que parece mesmo coisa do outro mundo, maldição dos deuses ou dos orixás, os quais talvez seja bom dar um jeito de aplacar.

É nesse ponto que chega Freud e afirma que não é o Sol que se mexe. Afirma que a angústia não é vaga porque vem de outro mundo: é vaga porque vem do inconsciente. Ela não está, portanto, fora, mas dentro de nós. A angústia, diz Freud, é uma excitação sexual reprimida.

Uma teoria à primeira vista pouco evidente, meio esquisita, que não bate muito com o senso comum: o sujeito que está tenso na praia vai atribuir sua angústia a um negócio difícil, a uma briga com a mulher, à própria situação do país. Vai apelar para causas conscientes, fora dele. No entanto, ele não sabe muito, mas parece que a tensão por um negócio difícil é muito diferente daquele vago, renitente e doloroso sentimento de angústia que o assalta de vez em quando, até mesmo às dez da manhã, na praia, num belo dia de sol.

(O que é angústia, 2008. Adaptado.)

“É nesse ponto que chega Freud e afirma que não é o Sol que se mexe.” (2o parágrafo)

Em seu contexto, o sentido próprio dessa frase é:

PortuguêsUNIVAG2014

Incomunicabilidade

Querer que qualquer um seja sensível ao nosso mundo íntimo é o mesmo que estar sentindo um zumbido no ouvido e pensar que o nosso vizinho de ônibus o possa escutar.

(Mario Quintana. A vaca e o hipogrifo, 2008.)

É correto afirmar que o texto tem natureza

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A criança

Que tens criança? O areal da estrada

Luzente a cintilar

Parece a folha ardente de uma espada.

Tine o sol nas savanas. Morno é o vento.

À sombra do palmar

O lavrador se inclina sonolento.

É triste ver uma alvorada em sombras,

Uma ave sem cantar,

O veado estendido nas alfombras1.

Mocidade, és a aurora da existência,

Quero ver-te brilhar.

Canta, criança, és a ave da inocência.

Tu choras porque um ramo de baunilha

Não pudeste colher,

Ou pela flor gentil da granadilha?

Dou-te um ninho, uma flor, dou-te uma palma,

Para em teus lábios ver

O riso — a estrela no horizonte da alma.

Não. Perdeste tua mãe ao fero açoite

Dos seus algozes vis.

E vagas tonto a tatear à noite.

Choras antes de rir... pobre criança!...

Que queres, infeliz?...

— Amigo, eu quero o ferro da vingança.

(Canto da esperança, 1990.)

É correto afirmar que esse texto representa a poesia

PortuguêsUNIVAG2014

É correto afirmar que as quatro personagens da charge,

PortuguêsUNIVAG2014

Ginástica sintática

Pesquisadores de neurociência da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, publicaram há pouco, na revista “Plos One”, sua descoberta de que, quando os músicos de jazz improvisam sobre uma melodia — criando contra melodias sobre uma base harmônica comum —, estão ativando uma área do cérebro associada à sintaxe, não à semântica. Ou seja, não produzem conteúdos, mas estruturas. O estudo, que utilizou testes de ressonância magnética, visa a mapear o papel do cérebro na criatividade.

A quase 100 anos da gravação do primeiro disco do gênero (“Livery Stable Blues”, pela Original Dixieland Jazz Band, em 1917), o achado não me soa como grande novidade. De certa maneira, todos nós, fãs de jazz, já nascemos sabendo disso. O que seria o improviso coletivo de Nova Orleans senão uma deliciosa conversa de comadres significando nada? E o concerto no Massey Hall, de Toronto, em 1953? Charlie Parker e Dizzy Gillespie, rompidos havia anos, não tiveram de fazer as pazes para falar jazzês e se complementar magistralmente em “Perdido”, “Hot House” e “A Night in Tunisia”.

O estudo diz avançar sobre uma pesquisa iniciada em 2008 e publicada na mesma revista, segundo a qual, quando os jazzistas improvisam, seus cérebros “desligam” os controles de censura e autoinibição, e “ligam” os que liberam a expressão — o que não aconteceria se tocassem um “conteúdo”, uma melodia conhecida e sem variações.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 08.03.2014. Adaptado.)

De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor

PortuguêsUNIVAG2020

Leia o texto para responder à questão.


De onde vem o termo “shippar”?


Vem da palavra “relationship” (relacionamento, em inglês) e significa torcer para que personagens de ficção firmem uma relação. A prática se popularizou na década de 1970 com a série Star Trek: os fãs torciam por Kirk e Spock e os apelidaram de “K/S”.
Mas foi com Arquivo X que o verbo “shippar” (“to ship”) propriamente dito surgiu nos EUA, quando espectadores torciam para que Fox Mulder e Dana Scully ficassem juntos. No Brasil, o termo bombou durante os anos 2000, graças aos usuários do Twitter.
Com o passar do tempo, classificações de “shippar” foram criadas: há o “slash ship” (um casal gay masculino, caso de “K/S”), o “femslash” (um casal feminino), o “canon ship” (o casal óbvio da série) e o “cult ship”(um casal que nunca se formou). É comum que, ao “shippar” dois personagens, os fãs criem uma junção dos nomes: Elena e Damon, de The Vampire Diaries, por exemplo, viraram Delena.

(Luiza Wolf. https://super.abril.com.br, 04.07.2018.)

De acordo com o texto, a criação do termo “shippar” está associada