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No Brasil, existem grandes distorções na área de impostos, o que só agrava a desigualdade na distribuição de renda. Uma parte do imposto cobrado é indireto, ou seja, está embutida no preço das coisas que compramos.

Quando vai ao supermercado comprar um quilo de café, o consumidor está pagando o custo do produto pago ao agricultor, a mão de obra, a energia despendida no beneficiamento e o lucro do empresário. Outro item que encarece o café é o imposto.

Ao comprar um simples chiclete, você está pagando em média 30% de imposto, que será repartido entre a Prefeitura, o Estado e a União, que é o governo federal.

Tanto a empregada doméstica quanto o patrão tomam café e pagam o mesmo imposto. É o que se batizou de imposto regressivo. No imposto progressivo, que ganha mais paga mais.

DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel. A infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. p.56.

O sujeito narrador, nesse fragmento de “O cidadão de papel”,

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O principal objetivo dessa campanha institucional

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TEXTO:

Num passado não muito distante, Benjamim (Selton

Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) formam a dupla

de palhaços Pangaré & Puro Sangue, do Circo

Esperança. Juntos com sua trupe, eles viajam pelos

[5] confins do Brasil e fazem a alegria da plateia. Mas a

vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma

crise existencial e precisa saber quem ele é para

descobrir onde deveria estar.

Embora existam no texto piadas aqui e acolá (nada

[10] de especial), a essência do longa não está no riso, que

aparece em pitadas, que se sustentam. Mas uma leitura

mais atenta fará você encontrar a traição em mensagens

subliminares em quadros de “chifrudos”, na foto da vilã

Lola (Giselle Motta) junto com o grupo, mas olhando

[15] para o lado, na perda da inocência de uma menina

simbolizada pela mordida numa maçã ou em Benjamin

diante do espelho, tentando se encontrar. E o ventilador,

carregado de significados e presente em toda a trama

(até na logomarca da produção), tem os bons ventos da

[20] renovação representada pela menina Guilhermina

(Larissa Manoela).

Flertando com o universo chapliniano, seja

pelos silêncios, seja pelos olhares, seja pelos gestuais,

Mello acertou na sua composição e na inclusão de

[25] personagens curiosos, cujo mérito para muitos estará

na escalação do elenco. Assim, essa é a singela,

divertida e dramática trajetória de alguém que, um dia,

partiu iludido pelo amor e, felizmente, reencontrou o

humor. Por essas e por outras razões, é fácil afirmar —

[30] sem brincadeira — que O Palhaço é um dos melhores

filmes. Sério e lúdico na dose certa. Um programão para

o respeitável público.

CUNHA, Roberto. Programão para o respeitável público. Disponível em: . Acesso em: 3 nov. 2014. Adaptado.

O fragmento que traz uma referência metafórica ao discurso do contexto circense está presente em

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TEXTO:

Crescer como pessoa de cor na África do Sul do

Apartheid, na década de 1940, não era nada agradável.

Principalmente se você era brutalmente lembrado da cor

de sua pele a cada momento do dia. Depois, ser

[5] espancado aos 10 anos por jovens brancos que o

consideravam negro demais e, em seguida, por jovens

negros que o consideravam branco demais era uma

experiência humilhante que poderia levar qualquer um à

vingança violenta.

[10] Uma das muitas coisas que aprendi com meu avô

foi a compreender a profundidade e a amplitude da não

violência e a reconhecer que somos todos violentos e

precisamos efetuar uma mudança qualitativa em nossas

atitudes. Com frequência, não reconhecemos nossa

[15] violência porque somos ignorantes a respeito dela.

Presumimos que não somos violentos porque nossa

visão da violência é aquela de brigar, matar, espancar e

guerrear – o tipo de coisa que os indivíduos comuns não

fazem.

[20] O mundo em que vivemos é aquilo que fazemos

dele. Se hoje é impiedoso, foi porque nossas atitudes o

tornaram assim. Se mudarmos a nós mesmos,

poderemos mudar o mundo, e essa mudança começará

por nossa linguagem e nossos métodos de comunicação.

[25] É um primeiro passo significativo para mudarmos nossa

comunicação e criarmos um mundo mais compassivo.

ARUN GANDHI (Fundador e presidente do M. K. Gandhi Institute for Nonviolence). In: Marshall B. Rosenberg. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Tradução Mário Vilela. São Paulo: Ágora, 2006. p. 22. Adaptado.

O fragmento do texto que traz um modificador verbal evidenciando um posicionamento crítico do locutor está presente na alternativa

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Emigração

Neste estilo popular
nos meus singelos versinhos,
o leitor vai encontrar
em vez de rosas espinhos
[5] na minha penosa lida
conheço do mar da vida
as temerosas tormentas
eu sou o poeta da roça
tenho mão calosa e grossa
[10] do cabo das ferramentas
Por força da natureza
sou poeta nordestino
porém só conto a pobreza
do meu mundo pequenino
[15] eu não sei contar as glórias
nem também conto as vitórias
do herói com seu brasão
nem o mar com suas águas
só sei contar minhas mágoas
[20] e as mágoas do meu irmão.

ASSARÉ, Patativa do. Cordéis: Patativa do Assaré. Fortaleza: EUFC, s.d. p. 147.

O deslocamento do termo provoca alteração de sentido no verso

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Coriolano se enterneceu com a bondade do tio, e prometeu, pelo Cruzeiro Sagrado, que lhe faria a vontade! Aí mesmo, deu viva a Deus, e passou a se enfronhar com muito gosto nessa botica que ganhara de mão beijada, bem aparelhada com forno, cubas e medidinhas, destilador, balancinha e cadinho, retortas, ampolas e bastões, funis, almofariz e uma frascaria de todos os calibres, além de outros apetrechos destinados ao manejo das drogas dos preparados na manipulagem de toda a vencidade de medicamento com que viria abastecer a freguesia de Rio-das-Paridas, aviando as fórmulas dos facultativos, e fornecendo curativo quer a gente quer a bicho, sem olhar cara e atendendo a toda precisão.

(DANTAS, Francisco J. C. Os desvalidos. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2012. p. 17)

No texto, o autor utiliza dois termos — botica e facultativos –, cujos significados dentro do contexto em que se encontram, se referem, respectivamente, a

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Nesse pensamento de Rubem Alves, o uso dos operadores argumentativos “Por isso” e “mas”, indica, respectivamente, as ideias de

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TEXTO:

Nessa tira, a comunicação ocorre por meio de uma modalidade linguística identificada como

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Antônio continuava admirado com a evolução dos objetos. A televisão era em cores e o que ela transmitia ia substituindo a realidade. Mensagens eram jogadas para o alto, quicavam em satélites artificiais e voltavam para cair no ponto do planeta que se quisesse. As balas acertavam os alvos sozinhas, os trens andavam por debaixo da terra e os humanos ricos viviam cada vez mais, substituindo órgão com defeito por similares de plástico. [...]

Só o que não evoluía era a mesquinharia da maioria dos humanos, principalmente dos ligados ao poder.

Política deve ser uma tendência ruim que a pessoa tem.

A pílula anticoncepcional liberava o sexo.

As roupas diminuíam de tamanho. As drogas rolavam apesar de todos serem contra.

JAF, Ivan. O vampiro que descobriu o Brasil. Memórias de sangue. 6.ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 98.

Na sua procura do Velho, o vampiro que tirou sua condição humana, o taverneiro Antônio Brás parte de Lisboa para o Brasil e vê sua história se entrecruzar com a desse país. Pelas informações contidas nesse fragmento, é impossível

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Leia o trecho a seguir: “— Alô, como vai você? — Eu vou bem e você como tem passado. Lembra-se do nosso último encontro? — Lembro-me. Está me ouvindo bem? — Estou. Pode continuar. O que me ordena, amigo!” Nesse trecho, a função predominante da linguagem é a fática, por manter um canal aberto de interlocução. Examine o trecho a seguir e identifique qual é a sua função predominante de linguagem. “Ah! Se eu te pudesse fazer entender Sem seu amor, eu não posso viver Que sem nós dois, o que resta sou eu Eu assim tão só Eu preciso aprender a ser só Poder dormir sem sentir seu calor E ver que foi só um sonho e passou.”