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PortuguêsUnisinos2015

Considerando o conteúdo do texto, a articulação das ideias e o emprego de alguns recursos linguísticos, assinale a única alternativa correta.

PortuguêsUnisinos2014

Assinale a única afirmação correta em relação ao emprego de alguns elementos linguísticos no texto.

PortuguêsUNISA2018

Leia o poema de Cecília Meireles para responder a questão.

Elegia a uma pequena borboleta

Como chegavas do casulo,
— inacabada seda viva! —
tuas antenas — fios soltos
da trama de que eras tecida,
e teus olhos, dois grãos da noite
de onde o teu mistério surgia,

como caíste sobre o mundo
inábil, na manhã tão clara,
sem mãe, sem guia, sem conselho,
e rolavas por uma escada
como papel, penugem, poeira,
com mais sonho e silêncio que asas,

minha mão tosca te agarrou
com uma dura, inocente culpa,
e é cinza de lua teu corpo,
meus dedos, sua sepultura.
Já desfeita e ainda palpitante,
expiras sem noção nenhuma.
[...]

(Antologia poética, 1963.)

A enumeração caótica é um recurso expressivo que consiste em associar palavras semanticamente díspares, isto é, sem aparente relação de sentido entre elas.

Tal recurso ocorre no verso:

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Para responder a questão, leia a crônica “Lênin sim, Cauby não”, de Moacyr Scliar.

É o último reduto do marxismo-leninismo, diziam os amigos, e isso para ele era motivo de orgulho: realmente, a pequena livraria tinha um enorme estoque das obras de Marx, Engels, Lênin, Stalin, Mao. Munição para muitas revoluções, segundo a sua visão.

O problema é que essa munição não saía do paiol. Ninguém comprava os livros. Coisa que o deixava revoltado — é um mundo de alienados, este nosso — mas, de certa forma, satisfeito: no fundo, não queria separar-se daquelas obras que evocavam a sua vida de militante.

Claro que precisava viver, mas isso resolvia de outra maneira: havia, no pequeno recinto, uma seção de CDs populares, e para aquilo sim, havia procura. Cauby Peixoto, por exemplo, vendia como pão quente.

Tudo mudou quando o rapaz começou a frequentar a livraria. Era um rapaz magro, de óculos, que andava sempre de impermeável, por mais calor que fizesse. Vinha, não dizia nada, ficava folheando os livros. Depois ia embora sem dizer nada. Não demorou muito para que ele fizesse o diagnóstico: o jovem estava surrupiando a literatura revolucionária.

Dedução simples: os livros não se vendiam, mas estavam sumindo. De outra parte, não eram muitos os frequentadores do sebo. E sobretudo, não eram muitos os que vinham ali de capa — cuja finalidade era óbvia.

Depois de muito hesitar, acabou interpelando o rapaz. Tentou fazer a coisa com jeito, para não ofendê-lo. Para sua surpresa, o garoto não apenas admitiu os furtos, como os justificou:

— Estou apenas procedendo a uma divisão da riqueza intelectual que você concentrava aqui no sebo, como outros concentram a renda. Ou você não sabe que, como diz Proudhon, a propriedade privada é um roubo?

O dono da livraria teve de concordar. Exigiu apenas que o jovem levasse só um livro de cada vez, para não liquidar o acervo. E esse acordo funcionou muito bem. Até o dia em que o rapaz, vítima de súbita tentação, furtou um CD do Cauby. O homem então expulsou-o, indignado. Roubar Lênin tudo bem, era um ato revolucionário. Mas roubar o Cauby nada tinha de progressista. E, sem discos de Cauby, do que iria ele viver?

(www.folha.uol.com.br, 16.11.1998.)

Pertence a uma variedade linguística que destoa daquela que predomina no texto o seguinte trecho:

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Leia o texto para responder à questão.

Que estes jovens se agrupassem para assim fazerem presente o Trovador partido, que lhe acordassem a voz – não fácil – dessas solidões ocultas, já seria motivo de admiração; porque hoje é natural dos jovens esquecerem prontamente, e a tendência dos tempos é a de serem não só volúveis, mas também superficiais. Mas o que assombra não é que venha esse Grupo a dizer em voz alta os poemas de Fernando Pessoa: é que por toda parte se manifeste o interesse de ouvi-los, e que os auditórios se detenham atentos, sensíveis à sua palavra, que nem sempre se imaginaria tão comunicável.

(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho, s/d.)

Para o narrador, o inusitado da situação descrita deve-se ao fato de

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Leia o poema para responder à questão.

Definiilição


O poeta é aquele
que tem o nada
e sabe
que ser poeta
é não ser.

(Antônio Mariano. Guarda-chuvas esquecidos, 2005.)

Para construir sua definição de poeta, o eu lírico recorre

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Gabriela tem o hábito de correr a cada dois dias, Giovana, a cada três dias e Giulia, aos sábados e domingos. No dia 01.03.2015, domingo, as três meninas praticaram suas corridas.

O número de vezes em que as três correram no mesmo dia, no período de 01.03.2015 até 30.04.2015, foi

PortuguêsUNISA2016

Leia o poema de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, para responder à questão.

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se

[estivesse agradável.

Porque para o meu ser adequado à existência das coisas O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno – Calmamente, sem me queixar, como quem meramente

[aceita,

E encontra uma alegria no fato de aceitar – No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o na-

[tural inevitável.

(As múltiplas faces de Fernando Pessoa, 1995.)

Nos versos “Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, / Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno –”, as conjunções em destaque expressam, respectivamente, sentido de

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Leia o texto para responder à questão.

Halim acenou com as duas mãos, mas o filho demorou a reconhecer aquele homem vestido de branco, um pouco mais baixo do que ele. Por pouco não esquecera o rosto do pai, os olhos do pai e o pai por inteiro. Apreensivo, ele se aproximou do moço, os dois se entreolharam e ele, o filho, perguntou: “Baba?”. E depois os quatro beijos no rosto, o abraço demorado, as saudações em árabe. Saíram da praça Mauá abraçados e foram até a Cinelândia. O filho falou da viagem e o pai lamentou a penúria em Manaus, a penúria e a fome durante os anos da guerra. Na Cinelândia sentaram-se à mesa de um bar, e no meio do burburinho Yaqub abriu o farnel e tirou um embrulho, e o seu pai viu pães embolorados e uma caixa de figos secos. Só isso trouxera do Líbano? Nenhuma carta? Nenhum presente? Não, não havia mais nada no farnel, nem roupa nem presentes, nada! Então Yaqub explicou em árabe que o tio, o irmão do pai, não queria que ele voltasse para o Brasil.

Calou. Halim baixou a cabeça, pensou em falar do outro filho, hesitou. Disse: “Tua mãe…”, e também calou. Viu o rosto crispado de Yaqub, viu o filho levantar-se, aperreado, arriar a calça e mijar de frente para a parede do bar em plena Cinelândia. Mijou durante uns minutos, o rosto agora aliviado, indiferente às gargalhadas dos que passavam por ali. Halim ainda gritou, “Não, tu não deves fazer isso…”, mas o filho não entendeu ou fingiu não entender o pedido do pai.

(Milton Hatoum. Dois irmãos, 2006.)

Nas narrativas literárias, é comum o recurso ao discurso indireto livre, em que são tênues os limites entre a fala do narrador e a da personagem.

No texto, esse tipo de discurso está presente na seguinte passagem:

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Leia o texto para responder à questão.

Halim acenou com as duas mãos, mas o filho demorou a reconhecer aquele homem vestido de branco, um pouco mais baixo do que ele. Por pouco não esquecera o rosto do pai, os olhos do pai e o pai por inteiro. Apreensivo, ele se aproximou do moço, os dois se entreolharam e ele, o filho, perguntou: “Baba?”. E depois os quatro beijos no rosto, o abraço demorado, as saudações em árabe. Saíram da praça Mauá abraçados e foram até a Cinelândia. O filho falou da viagem e o pai lamentou a penúria em Manaus, a penúria e a fome durante os anos da guerra. Na Cinelândia sentaram-se à mesa de um bar, e no meio do burburinho Yaqub abriu o farnel e tirou um embrulho, e o seu pai viu pães embolorados e uma caixa de figos secos. Só isso trouxera do Líbano? Nenhuma carta? Nenhum presente? Não, não havia mais nada no farnel, nem roupa nem presentes, nada! Então Yaqub explicou em árabe que o tio, o irmão do pai, não queria que ele voltasse para o Brasil.

Calou. Halim baixou a cabeça, pensou em falar do outro filho, hesitou. Disse: “Tua mãe…”, e também calou. Viu o rosto crispado de Yaqub, viu o filho levantar-se, aperreado, arriar a calça e mijar de frente para a parede do bar em plena Cinelândia. Mijou durante uns minutos, o rosto agora aliviado, indiferente às gargalhadas dos que passavam por ali. Halim ainda gritou, “Não, tu não deves fazer isso…”, mas o filho não entendeu ou fingiu não entender o pedido do pai.

(Milton Hatoum. Dois irmãos, 2006.)

No segundo parágrafo do texto, afirma-se que as pessoas gargalhavam de Yaqub.

Isso acontecia porque sua atitude