AprendiAprendi
PortuguêsUNIFOR2014

“Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.”

(Rosa, 1962, p.32, Primeiras Estórias).

De acordo com o texto acima, o verbo “acontecia”, no imperfeito, indica:

PortuguêsUNIFOR2014

“O coração é o colibri dourado

Das veigas puras do jardim do céu:

Um — tem o mel da granadilha agreste,

Bebe os perfumes, que a bonina deu;

O outro — voa em mais virentes balças,

Pousa de um riso na rubente flor,

Vive do mel — a que se chama — crenças,

Vive do aroma — que se diz — amor”.

(Castro Alves)

De acordo com o texto acima, assinale a alternativa correta. O primeiro verso do poema contém:

PortuguêsUNIFOR2014

De acordo com o quadrinho, pode-se inferir que:

PortuguêsUNIFOR2015

Justiça ordena que telefônicas cumpram medidas pró-clientes.

De acordo com o quadrinho, infere-se que

PortuguêsUNIFOR2016

Até agora

Conheci quem não conhecia

namorei minha conhecida

casei com minha namorada

separei de minha esposa

e a história progride assim:

fiquei viúvo pra ela

que está viúva pra mim.

(BRITO, Antônio Carlos de. Lero-lero. São Paulo: Cosac Naify, 2012. p.162.)

O eu lírico utiliza, nos dois últimos versos do poema, as palavras “viúvo” e “viúva” para destacar uma condição do casal descrito no texto.

De acordo com o poema, as palavras mencionadas, neste contexto, exemplificam uma

PortuguêsUNIFOR2016

Dissertação no Enem deve propor solução

(Adaptado)

A redação é considerada o ponto alto do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dissertativo, o texto aborda sempre um tema nacional: um problema para exigir do candidato uma proposta de solução, a chamada intervenção. “O Enem promove uma prova de cidadania, e a redação é como um fórum anual de debates em que os alunos são convocados”, compara Maria Aparecida Custódio, professora do Laboratório de Redação do Curso e Colégio Objetivo. É nessa parte que o exame nacional requer um segundo posicionamento do estudante. “Além de apresentar seu ponto de vista com base na discussão do tema e de defendê-lo por argumentos coerentes, será preciso apontar um caminho que atenue aspectos negativos e que promova melhoria social”, explica Davi Fazzolari, professor e coordenador de Língua Portuguesa e de Produção de Texto do ensino médio no Colégio Visconde de Porto Seguro.

Apesar de temida, a intervenção não tem segredo, de acordo com os professores ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. O importante é focar no tema, que já carrega um problema para discussão, indica Simone Ferreira Gonçalves da Motta, professora e coordenadora de Português do Grupo Etapa. “O tema, sempre ligado a questões sociais e de direitos humanos, já favorece a proposta de intervenção”. A ideia de solução deve vir no fim do texto, diz Simone, porque depende da organização do raciocínio e dos problemas levantados ao longo da dissertação. E deve ser factível, envolvendo ao menos três agentes. “A solução nunca deve partir só do governo. Também deve passar pela sociedade e pela família, ou por outras instituições, como a escola e ONGs, dependendo do assunto”, esclarece Maria Aparecida, do Objetivo.

UOL. Adaptado. Disponível em: <http:// http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/09/28/dissertacao-no-enemdeve- propor-solucao.htm >. Acesso em 29/9/2015.

De acordo com o cenário apresentado no texto, o termo “factível” (l. 18) significa

PortuguêsUNIFOR2014

Qual romance você está lendo?

Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um psicoterapeuta? Mesma sugestão.

E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para mim é ler especificamente literatura - ficção literária.

Você dirá que estou apenas exigindo dos outros que eles sejam parecidos comigo. E eu teria que concordar, salvo que acabo de aprender que minha confiança nos leitores de ficção literária é justificada.

Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista “Science” (migre.me/gkK9J), “Reading Literary Fiction Improves Theory of Mind” (ler ficção literária melhora a teoria da mente), de David C. Kidd e Emanuele Castano.

Uma explicação. Na expressão “teoria da mente”, “teoria” significa “visão” (esse é o sentido originário da palavra). Em psicologia, a “teoria da mente” é nossa capacidade de enxergar os outros e de lhes atribuir de maneira correta crenças, ideias, intenções, afetos e sentimentos.

A teoria da mente emocional é a capacidade de reconhecer o que os outros sentem e, portanto, de experimentar empatia e compaixão por eles; a teoria da mente cognitiva é a capacidade de reconhecer o que os outros pensam e sabem e, portanto, de dialogar e de negociar soluções racionais. Obviamente, enxergar o que os outros sentem e pensam é uma condição para ter uma vida social ativa e interessante.

(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 17/10/2013)

De acordo com Contardo Calligaris, a confiança que ele deposita nas pessoas que leem, especificamente, literatura – ficção literária se justifica porque

PortuguêsUNIFOR2015

De acordo com as regras estabelecidas na norma culta, formal, da língua, assinale a opção que apresenta o uso e o sentido correto do pronome oblíquo na frase: “Aí a pessoa escreve: ‘mim adiciona”.

PortuguêsUNIFOR2015

De acordo com as novas regras ortográficas para o hífen, a palavra infra-estrutura passa a ser escrita infraestrutura. Assim, passará a ser correta também a grafia de:

PortuguêsUNIFOR2018

A CORUJA E A ÁGUIA

Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.

—Basta de guerra — disse a coruja.

—O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

—Perfeitamente — respondeu a águia— Também eu não quero outra coisa.

—Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

—Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

—Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem-feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

—Está feito! — Concluiu a águia.

Dias depois, andando a caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

—Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar a toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.

—Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

Moral da história: Para retrato de alho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.

(Monteiro Lobato)

De acordo com a fábula, a estratégia de argumentação da coruja foi