De acordo com a charge, pode-se inferir que
Mente quieta, corpo saudável
A meditação ajuda a controlar a ansiedade e aliviar a dor? Ao que tudo indica, sim. Nessas duas áreas os cientistas encontraram as maiores evidências da ação terapêutica da meditação, medida em dezenas de pesquisas. Nos últimos 24 anos, só a Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachussets monitorou 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas. Os técnicos descobriram que, submetidos a sessões de meditação que alteraram o foco de sua atenção, os pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos.
(Revista Superinteressante, outubro de 2003)Considerando o texto, pode-se afirmar que
Considerando o texto, aponte a opção correta do sentido empregado pelo pai do Calvin do verbo empalhar no segundo quadrinho.
Costuma-se acreditar que, quando se relatam dados da realidade, não pode haver nisso subjetividade alguma e que relatos desse tipo merecem toda a nossa confiança porque são reflexo da neutralidade do produtor do texto e de sua preocupação com a verdade objetiva dos fatos.
Mas não é bem assim. Mesmo relatando dados objetivos, o produtor do texto pode ser tendencioso e ele, mesmo sem estar mentindo, insinua seu julgamento pessoal pela seleção dos fatos que está reproduzindo ou pelo destaque maior que confere a certos pormenores.
A essa escolha dos fatos e à ênfase atribuída a certos tipos de pormenores dá-se o nome de viés.
(...)
Nas campanhas políticas, órgãos da imprensa, dizendo-se imparciais e comprometidos com a neutralidade da informação, não podem manifestar claramente suas preferências partidárias. Mas estes acabam encontrando maneiras veladas de fazer propaganda, como, por exemplo, a prática do viés.
(...)
Para não cair na ingenuidade e para não se deixar levar pela malícia do produtor do texto, o leitor atento deve procurar reconhecer todo tipo de viés, pois essa é uma das formas de manipular o texto, pela qual o escritor cria uma imagem positiva ou negativa de um certo dado da realidade, fingindo estar sendo neutro.
PLATÃO e FIORIN. Para entender o texto – leitura e redação. São Paulo: Ática, 1992 (fragmentos)Considerando a natureza didática desse texto, os autores objetivam
Como no exemplo acima, em qual das alternativas abaixo foram observadas adequadamente as regras de concordância?
""Não querias passar a ponte que se estende imensa, silenciosa, sobre o mundo.
O amanhã é enigma. Não apreses o dia porque a ponte pula o tempo.
Não pules o tempo".
(Gabriel José da Costa)Com relação ao texto, de Gabriel José da Costa, assinale a alternativa que traz a função da linguagem predominante:
“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado,
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!.”
(Tomás Antônio Gonzaga)Com relação ao texto anterior, pode-se dizer que a função predominante da linguagem, centrada no emissor, é:
Exaustas caravelas, desgarradas de rotas mais ou menos surpreendentes, rondaram Rostro Hermoso e as madrugadas do Mucuripe abriram-se indolentes às vistas espanholas, deslumbradas pelo fulgor das tépidas correntes, pela luz destas praias tabajaras, deitadas ao sabor das ondas claras.
Luciano MaiaCom relação ao poema acima, assinale a figura presente na expressão “Exaustas caravelas”.
A chaga do analfabetismo, hoje, transformado em alfabetização precária, acompanha a vida republicana brasileira desde sempre. Em seu recente A capital da vertigem – Uma história de São Paulo de 1990 a 1954 (Objetiva, 2015), Roberto Pompeu de Toledo lembra em capítulo dedicado ao censo de 1940 que os analfabetos em todo o Brasil, considerando a população de 5 anos ou mais, eram 60% do total.
No já mais desenvolvido Estado de São Paulo, eram 47%. Problemas como a evasão e a repetência na escola primária faziam com que, de 138.204 crianças ingressantes nas escolas da cidade de São Paulo em 1934, apenas 18.024 concluíssem os quatro anos em 1937, segundo dados do Anuário Estatístico do Estado de São Paulo. Ou seja, 87% dos estudantes haviam saído do sistema ou constituíam-se em representantes do que anos depois viria a se chamar de distorção idade-série.
Em 2015, ano em que a República completa 126 anos, ainda patinamos na garantia dessa condição mais óbvia e seminal para os novos indivíduos. Se o número de analfabetos totais hoje está abaixo dos dois dígitos, criamos a espantosa cifra de 32% de universitários que se enquadram na categoria de alfabetismo básico, segundo a classificação do Inaf.
BARROS, Roberto. Velho conhecido. Carta ao Leitor. Revista Educação, ano 19 – nº 221. Set.2015.Com base no texto, conclui-se que
A psicanálise tem uma importante contribuição na luta contra o racismo, principalmente em países miscigenados como o Brasil; trata-se da elaboração do que Freud chamou (a respeito do antissemitismo alemão) de narcisismo das pequenas diferenças. Para Freud, o ódio (racial, de gênero, de classe) não se volta contra aqueles que nos parecem absolutamente exóticos. O ódio e o preconceito erguem barreiras contra os que nos são tão semelhantes, em suas pequenas diferenças, que ameaçam nossa segurança identitária. No racismo brasileiro é o fato de que o negro, o mulato e o cafuzo ameaçam a fronteira narcisica dos que querem se identificar com o ideal europeu de beleza, de civilização, de conduta.
KEHL, Maria Rita. O racismo no divã -As heranças da escravidão brasileira e o “narcisismo das pequenas diferenças” apontado por Freud. Revista Quatro cinco um, ano 1, nº 5, set. 2017, p.22-23.Com base nesse contexto e nas informações apresentadas, pode-se afirmar que