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PortuguêsUNICID2017

Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse “estilo” (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em “humildade”, refiro- -me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade como técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.

(Para não esquecer, 1999.)

Segundo o texto, “humildade” e “orgulho” são conceitos

PortuguêsUNICID2020

Elisa propôs a Isabela o seguinte jogo:

Passo 1: Pense em um número inteiro de 2 a 9,
Passo 2: Multiplique-o por 9,

Passo 3: Se o número obtido no passo 2 for escrito, na notação decimal, por ab, então escreva o número abba,

Passo 4: Divida abba por 9 e me informe o algarismo das unidades do número obtido.

Se eu adivinhar o número que você pensou inicialmente, você me paga um sorvete. Caso eu erre, eu te pago o sorvete, sugeriu Elisa. Isabela aceitou o desafio e, por fim, teve que pagar o sorvete para Elisa.

Sabendo que ao final do passo 4, Isabela informou o resultado 6, o número inicialmente pensado por Isabela foi

PortuguêsUNICID2016

Leia o trecho da canção “Quede água” de Lenine e Carlos Rennó.

[1] Quando em razão de toda a ação humana

[2] E de tanta desrazão

[3] A selva não for salva, e se tornar savana

[4] E o mangue, um lixão

[5] Quando minguar o Pantanal e entrar em pane

[6] A Mata Atlântica tão rara

[7] E o mar tomar toda cidade litorânea

[8] E o sertão virar Saara

(www.vagalume.com.br)

Os versos 3 e 8 aludem, respectivamente, aos seguintes problemas ambientais:

PortuguêsUNICID2017

Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz comque eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse “estilo” (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em “humildade”, refiro- -me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade como técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.

(Para não esquecer, 1999.)

Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho.”

O verbo destacado está conjugado em determinados tempo e modo, o que expressa

PortuguêsUNICID2020

Um vendedor fez uma promoção para aumentar sua receita. O valor unitário do seu produto era de R$ 100,00, mas para quem comprasse o pacote fechado de n produtos o valor unitário sairia por R$ (100,00 – n).

O valor de n para que o vendedor tenha a maior receita possível na venda de cada pacote é

PortuguêsUNICID2018

Leia o texto de João Batista Libânio para responder à questão.

A autonomia tornou-se o ponto inquestionável e irreversível da modernidade e pós-modernidade. Desde a idade mais pequena, a criança já se percebe como sujeito de desejos, vontades, decisões que quer que sejam respeitados pelos pais, professores e adultos em geral. Não aceitam que autoridade de fora, de qualquer natureza que seja, lhe fira a própria lei pessoal, isto é, a autonomia, que significa: auto (própria) + nomos (lei).

Todos se sentem sujeitos e não suportam ser tratados como objetos. Princípio importante para criar imaginário de igualdade, de respeito, de direitos reivindicados. No entanto, falta a contrapartida de toda autonomia, de todo direito e respeito exigidos. Reconhecer a autonomia do outro, cumprir os próprios deveres em relação à sociedade e assumir a responsabilidade pelos próprios atos. Esse outro lado da moeda constitui-se o maior desafio da educação.

Ele só se torna possível se os educadores – pais e escola – mostrarem que autonomia sem responsabilidade dos próprios atos não passa de anarquia destrutiva da possibilidade do convívio humano, social e, no fundo, da própria autonomia. Autonomia só se autossustenta com responsabilidade.

E há passo ainda mais difícil. O aprendizado da responsabilidade passa pelo limite. Se a pessoa não sabe impô-lo a si mesmo, alguém deve fazê-lo. Esse alguém são, em primeiro lugar, os pais. E, em seguida, a escola. O limite na escola chama-se disciplina. Portanto, sem disciplina não há responsabilidade. Sem responsabilidade não há autonomia humana e sociável. Do contrário, teríamos aquele mundo que o inglês Hobbes temia: cada ser humano será um lobo para o outro. Sem responsabilidade e limites, imperará a violência bruta, estúpida, sem lei nem grei. E a convivência se tornará cada vez mais difícil, o medo maior, a vida insuportável. Um pouco desse cenário se desenha nas grandes cidades. A reversão começa na família e na escola.

(http://domtotal.com, 18.07.2012.)

O texto tem como tema central

PortuguêsUNICID2020

Leia o poema para responder à questão.

A uma dama dormindo junto a uma fonte


À margem de uma fonte, que corria,
Lira doce dos pássaros cantores
A bela ocasião das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia.


Mas como dorme Sílvia, não vestia
O céu seus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio entre as flores,
Calava o mar, e rio não se ouvia.


Não dão o parabém à nova Aurora
Flores canoras, pássaros fragrantes,
Nem seu âmbar respira a rica Flora.


Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
Aves cheirosas, flores ressonantes.

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)

O sentido do poema se estabelece por

PortuguêsUNICID2017

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem (se algum houve...) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía1.

(Sonetos, 1998.)

“Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem (se algum houve...) as saudades.”

O segmento entre parênteses expressa

PortuguêsUNICID2019

Examine a charge do cartunista Quino para responder à questão.

O efeito de humor da charge decorre, principalmente, da

PortuguêsUNICID2016

Naquela manhã o Saldanha estava desesperado: nãohavia quinze dias que lhe entrara na algibeira, inesperadamente, uma bela nota de quinhentos mil-réis, e já não lhe restava um níquel desse dinheiro!

É verdade que ele passou uma semana de patuscadas, uma semana cheia! A inesperada fortuna coincidira com o aniversário natalício de um dos pequenos, o Nhô-nhô, e tinha havido peru de forno e até champanhe à mesa! Que diabo, um dia não são dias!

O semiconto de réis voou, sem que o imprevidente Saldanha empregasse dez tostões em qualquer coisa útil. A conta da venda – uma conta de cabelos brancos – ficou por pagar, não se comprou um trapinho para as crianças, tão precisadas de roupa!

O dinheiro viera das mãos de certo negociante da rua da Alfândega, que encomendara ao Saldanha uma série de artigos metendo à bulha1 uma companhia em liquidação, isto é, os respectivos liquidantes. O nosso homem, que tinha dedo para essa espécie de literatura, fez obra asseada: as descomposturas produziram o desejado efeito. O prosador contava com cem mil-réis: recebeu quinhentos.

Foi um delírio! O Saldanha subiu radiante a rua do Ouvidor, com cócegas de comprar tudo quanto via exposto nos mostradores das lojas. Parou durante cinco minutos diante de um gramofone. – Que surpresa seria para a pequenada! – Mas resistiu e passou. Foi esse o único movimento bom que teve depois de endinheirado.

(Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014.)

Observe as passagens:

- “A conta da venda – uma conta de cabelos brancos – ficou por pagar” (3o parágrafo);

- “não se comprou um trapinho para as crianças” (3o parágrafo);

- “Foi um delírio!” (5o parágrafo);

- “Foi esse o único movimento bom” (5o parágrafo).

No contexto em que estão empregadas, as expressões em destaque reportam, respectivamente, aos seguintes sentidos: