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PortuguêsUFU2018

Muitos paquistaneses acreditam que a mídia local e internacional promove a jovem ativista de forma exagerada e desnecessária. Partidos de direita afirmam que a "campanha" para promovêla é a prova de que há um "lobby internacional" por trás de tudo isso. [...]

Os defensores da ganhadora do Nobel da Paz acusam os "odiadores de Malala" de campanha de difamação contra ela. Até que a mentalidade das pessoas mude, argumentam, a jovem não poderá viver em sua terra natal de forma permanente.

Disponível em:. Acesso em: 30 mar. 2018.

No texto sobre o retorno de Malala Yousafzai ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada pelo Talibã, o emprego das aspas em "odiadores de Malala" tem o efeito de

PortuguêsUFU2021

Há iniciativas que conseguem fazer que os leitores saiam do cerco cristalizado do conhecido e confortável e conheçam novos autores e gêneros ou se voltem, de modo renovado, aos clássicos. Nesse sentido, o trabalho de ONGs que atuam em territórios vulnerabilizados pelas crises socioeconômicas, programas de leitura que enfatizam mais o encontro entre leitores e os textos do que as estatísticas sobre leitura, propostas de formação e capacitação que dão espaço a novas leituras e pensam os professores como leitores, revistas virtuais e impressas que propõem desafios, todos esses e outros projetos, muitas vezes, abrem caminhos alternativos nos processos de canonização, tão complexos e variáveis.

Assim como a narradora do livro Histórias para Fernández da escritora argentina Ema Wolf mobiliza seu cânone pessoal para inventar histórias cativantes, todo mediador (quem escolhe um texto para editar, quem decide o que vai ler com seus alunos, quem faz uma lista de livros para renovar uma biblioteca, além de tantas outras mediações) está sempre permeado por questões do cânone.

BAJOUR, Cecilia. Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2012. p. 103-104. (Fragmento adaptado)

No segundo parágrafo do fragmento acima, o termo “Assim”

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lua à vista

brilhavas assim

sobre Auschwitz?

LEMINSKI, Paulo. Distraídos venceremos. São Paulo: Brasiliense, 1987.p. 78.

No Haicai acima,

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O McSorley’s ocupa o térreo de um prédio de tijolinhos vermelhos, é o número 15 da rua 7, vizinho à Cooper Square, onde termina a Bowery. Foi inaugurado em 1854 e é o bar mais antigo de Nova York. Em seus 86 anos, teve quatro proprietários – um imigrante irlandês, seu filho, um policial aposentado, sua filha –, todos eles avessos a mudanças. Embora disponha de energia elétrica, o bar teima em ser iluminado por duas lâmpadas a gás – toda vez que alguém abre a porta, a luz oscila e projeta sombras no teto baixo coberto de teias de aranha. Não há caixa registradora. As moedas são atiradas em tigelas – uma para as de 5 centavos, uma para as de 10, uma para as de 50 –, e as notas são guardadas num cofre de madeira.

(Este texto foi publicado na década de 40 pela revista The New Yorker. As datas do original foram mantidas)

MITCHEL, Josef. O bar do McSorley. Piauí. São Paulo, ano 9, n. 100, p. 42, jan. 2015. (Fragmento).

No fragmento, retirado de um texto em que se conta a história de um bar nova-iorquino, são predominantes as sequências textuais de tipo

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Trocar o dia pela noite faz mal à saúde, avisa um time de pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Texas, em Dallas. A pesquisa acaba de ser publicada na revista Science e pode desmentir a mística de que certas tarefas mentais podem ser estimuladas se embaladas pelo silêncio inspirador e criativo das madrugadas.

DA EDIÇÃO. Boa noite para você. Carta Capital. São Paulo: Editora Confiança. Ano XIX, n. 775, 20 nov., 2013. p. 83. (fragmento)

No fragmento, o verbo “avisa”, presente no trecho “Trocar o dia pela noite faz mal à saúde, avisa um time de pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Texas, em Dallas”, confere a esse enunciado um tom de

PortuguêsUFU2018

Parado, com a colher suspensa sobre a bancada de aço inox, o sujeito atravancava minha passagem. Ia enfiá-la no pote de ervilhas, arremeteu, pousou-a na bandeja de beterrabas, levantou uma rodela, soltou-a, duas gotas vermelhas respingaram no talo de uma couve-flor. Fosse mais para trás, lá pela travessa do agrião, eu poderia ultrapassá-lo e chegar aos molhos a tempo de colocar azeite e vinagre antes que ele se aproximasse, mas da beterraba aos temperos é um passo e então seria eu a atrapalhar sua cadência. (Segundo a etiqueta não escrita dos restaurantes por quilo, a ultrapassagem só é permitida se não for reduzir a velocidade do ultrapassado – o que seria equivalente a furar a fila).

Tudo é movimento, dizia Heráclito; o mundo gira, a lusitana roda, anunciava a televisão: só eu não me mexia, preso diante da cumbuca de grãos de bico com atum. Fiquei irritado. Aquele homem hesitante estava travando o fluxo de minha vida, dali para frente todos os eventos estariam quinze segundos atrasados: da entrega desta crônica ao meu último suspiro.

PRATA, A. A zona do agrião. Estadão, 23 dez. 2008. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2018.

Narrada na primeira pessoa do singular, a crônica parte de um evento corriqueiro na fila de um restaurante por quilo para elaborar uma reflexão sobre a passagem do tempo. No texto, a função metalinguística da linguagem é evidenciada no fragmento

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Leia o texto a seguir, que compõe o box de uma matéria da revista Vivasaúde (Ano 14, Edição 173).

Alivie a pressão da rotina

Veja como conhecer melhor seu corpo e saiba como começar a relaxar.

- Respeite os sinais físicos e da mente que apontam para a hora de parar, de não se submeter a uma sobrecarga de trabalho, sobretudo quando essa sobrecarga é prolongada.

- Entenda que submeter-se a um esforço concentrado de trabalho é completamente diferente de expor-se a um esforço de vários dias e até sem prazo para terminar.

- Trabalhe a ansiedade por meio de psicoterapia, exercícios físicos e alimentação saudável.

- Tenha uma rotina.

- Lembre-se de que é necessário ter tempo para o lazer.

NAVAS, Daniel. Livre-se da exaustão no trabalho. Vivasaúde. Ano 14, Edição 173. São Paulo: Editora Escala, 2017, p. 49.

Na matéria, o texto do box cumpre, predominantemente, a função de

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Por que Raduan Nassar parou de escrever? Essa pergunta com ares novelescos continua um enigma inexplicado. Depois de se preparar por 20 anos, a consagração veio junto com a estréia no lançamento do romance "Lavoura Arcaica" (1975), seguido de outro êxito atordoante, a novela "Um Copo de Cólera" (1978). No auge de uma carreira recém-começada, as traduções de vento em popa, quando seus leitores antecipam proezas ainda maiores que estavam por vir, de repente o escritor paulista anunciou que passava a arar outras terras, trocava a literatura pela agricultura [...].

FRIAS FILHO, O. O silêncio de Raduan. Folha de S. Paulo, 10 out. 1996. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2018.

Na coluna publicada no jornal Folha de São Paulo em outubro de 1996, a informação sobre o abandono da literatura pelo escritor Raduan Nassar

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Capítulo XLIV

Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...

ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.

Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,

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Se quer medir forças, sei que eu me garanto,

Sem conversa frouxa, sem me olhar de canto,

Fecha a boca, ouça, eu não tô brincando,

Sua estratégia é fraca, já vou chegar te derrubando.

CONKA, Karol. Karol Conka. Download digital, 2001.

Karol Conka é uma rapper brasileira reconhecida por canções que exaltam a mulher. No refrão de Me garanto, de sua autoria, a forma tô