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TEXTO II

[...]

A primeira parte do livro de Charaudeau dedica-se a situar o leitor sobre O que é opinião pública. Para Charaudeau, antes de compreender como se dá a construção da opinião, é preciso conhecer outro processo, o da construção de uma identidade coletiva. Evidentemente complexa, a construção identitária exige o gerenciamento de múltiplos pertencimentos que são, ao mesmo tempo, coletivos (familiares, regionais, de costumes, de valores, etc.) e individuais (a necessidade de singularidade dos sujeitos). Essa identidade coletiva se constrói a partir da percepção da diferença do outro e a partir do compartilhamento de opiniões, conhecimentos, valores, gostos, etc. A identidade é, portanto, uma identidade cultural, “um vínculo social, o espelho no qual os indivíduos se reconhecem como pertencentes a um mesmo conjunto, a uma mesma entidade, e que norteia a conduta na vida em sociedade” (CHARAUDEAU, 2016, p. 27).

[...]

ASSIS, André William Alves. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

O gênero textual do texto II tem como função principal:

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Leia este poema.

Profundamente

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.


No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes


Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?


— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci.


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.

BANDEIRA, Manuel. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 81.

O poema “Profundamente”, do autor pernambucano Manuel Bandeira, mostra, além de um saudosismo pela infância do eu lírico, ideais modernistas, pela quebra de paradigmas com a forma fixa e a métrica.

No campo semântico das palavras em contexto, verificase que

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Pouca leitura dificulta escrita e prejudica o lado profissiona

De acordo com o professor Chico Viana, hoje, a língua portuguesa está dando sinais de um grave sintoma: a incapacidade dos indivíduos de compreender e produzir textos. “Para escrever bem é preciso usar a língua de forma eficiente, clara. A habilidade linguística vai além do domínio gramatical; exige o conhecimento do valor e do peso das palavras, bem como a percepção do alcance prático que os textos possuem”, explica.

Um dos grandes entraves para a boa prática da língua, para ele, é que se lê e pratica pouco o idioma e isso, mais do que amargar um grande prejuízo profissional, causa, também, um prejuízo existencial. “A língua é a mais autêntica expressão do espírito. Quem não conhece o próprio idioma acaba não se fazendo comunicar e não se entendendo a si mesmo. Ofícios, cartas, relatórios e outras produções, de natureza burocrática ou não, são meios de o indivíduo atuar na sociedade. Não saber produzi-los é se limitar como agente social”, conclui.

Hábitos do dia a dia, como o uso da internet, podem ser danosos ou positivos para a língua portuguesa. Ao mesmo tempo em que une, através da rede, os milhões de falantes dos países lusófonos espalhados pelo mundo e, também, aumenta o acervo de conteúdo disponível de literatura, por exemplo, para se ler e aprender, é a internet, também, que traz o chamado “internetês”: linguagem cheia de abreviações utilizadas pelos usuários da rede e que, muitas vezes, caso não se tenha cuidado, acaba se estendendo ao mundo real.

GAMBARRA, Rafaela. Uso correto da língua portuguesa é decisivo para a vida profissional. Disponível em: . Acesso em 31 ago. 2019. [Fragmento].

As unidades linguístico-textuais básicas prototípicas – ou sequências textuais que fazem parte da constituição dos gêneros de um texto – contribuem para identificação da tipologia textual nele predominante. Trata-se de formas linguísticas organizadas que integram a estrutura composicional de um gênero.

Nesse texto, predominam sequências textuais

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

RIO DE JANEIRO – Entro na farmácia e peço um remédio. A moça do balcão nem vacila. Volta-se para um computador à sua frente, digita o nome do produto e me informa: “A importação desse medicamento foi descontinuada”. Foi interrompida, ela quis dizer. Des + continuar = interromper. Não é uma sorte que alguns de seus clientes saibam um pouco de português?

Um dos ambientes mais desagradáveis hoje no Brasil são as farmácias. Quando se entra numa, atravessam-se longos corredores formados por estandes, os quais exibem fartas opções de xampus, sabonetes, desodorantes. Os outros setores são igualmente bem servidos. [...]

Tudo isso é formidável, exceto que o setor de remédios se resume a uma parede no fundo da farmácia, e, em 90% dos casos, está desabastecido do medicamento que você procura. Não precisa ser algo complicado, como um dentifrício especial para boca seca, um anticonvulsivante que exige receita médica [...] Remédios muito mais simples, de fabricação nacional, vivem em falta. [...]

CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo. 12 set. 2012. Disponível em: . Acesso em 4 set. 2019. [Fragmento]

Ao transmitir pensamento expresso por personagem, o narrador pode se servir do discurso direto ou indireto e, às vezes do discurso indireto livre ou misto.

Na fala: “A importação desse medicamento foi descontinuada”, tem-se o discurso

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

RIO DE JANEIRO – Entro na farmácia e peço um remédio. A moça do balcão nem vacila. Volta-se para um computador à sua frente, digita o nome do produto e me informa: “A importação desse medicamento foi descontinuada”. Foi interrompida, ela quis dizer. Des + continuar = interromper. Não é uma sorte que alguns de seus clientes saibam um pouco de português?

Um dos ambientes mais desagradáveis hoje no Brasil são as farmácias. Quando se entra numa, atravessam-se longos corredores formados por estandes, os quais exibem fartas opções de xampus, sabonetes, desodorantes. Os outros setores são igualmente bem servidos. [...]

Tudo isso é formidável, exceto que o setor de remédios se resume a uma parede no fundo da farmácia, e, em 90% dos casos, está desabastecido do medicamento que você procura. Não precisa ser algo complicado, como um dentifrício especial para boca seca, um anticonvulsivante que exige receita médica [...] Remédios muito mais simples, de fabricação nacional, vivem em falta. [...]

CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo. 12 set. 2012. Disponível em: . Acesso em 4 set. 2019. [Fragmento]

Na construção de seus argumentos para elaborar sua reflexão, o narrador

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A oralidade, prática social inerente ao ser humano, é fator de identidade social e regional. A escrita, por sua vez, quando pautada na norma-padrão prescrita nas gramáticas tradicionais, não se configura como fator de identidade individual ou de um grupo.

Leia os enunciados a seguir, comuns na oralidade, e identifique qual deles está escrito de acordo com a norma-padrão.

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Pouca leitura dificulta escrita e prejudica o lado profissiona

De acordo com o professor Chico Viana, hoje, a língua portuguesa está dando sinais de um grave sintoma: a incapacidade dos indivíduos de compreender e produzir textos. “Para escrever bem é preciso usar a língua de forma eficiente, clara. A habilidade linguística vai além do domínio gramatical; exige o conhecimento do valor e do peso das palavras, bem como a percepção do alcance prático que os textos possuem”, explica.

Um dos grandes entraves para a boa prática da língua, para ele, é que se lê e pratica pouco o idioma e isso, mais do que amargar um grande prejuízo profissional, causa, também, um prejuízo existencial. “A língua é a mais autêntica expressão do espírito. Quem não conhece o próprio idioma acaba não se fazendo comunicar e não se entendendo a si mesmo. Ofícios, cartas, relatórios e outras produções, de natureza burocrática ou não, são meios de o indivíduo atuar na sociedade. Não saber produzi-los é se limitar como agente social”, conclui.

Hábitos do dia a dia, como o uso da internet, podem ser danosos ou positivos para a língua portuguesa. Ao mesmo tempo em que une, através da rede, os milhões de falantes dos países lusófonos espalhados pelo mundo e, também, aumenta o acervo de conteúdo disponível de literatura, por exemplo, para se ler e aprender, é a internet, também, que traz o chamado “internetês”: linguagem cheia de abreviações utilizadas pelos usuários da rede e que, muitas vezes, caso não se tenha cuidado, acaba se estendendo ao mundo real.

GAMBARRA, Rafaela. Uso correto da língua portuguesa é decisivo para a vida profissional. Disponível em: . Acesso em 31 ago. 2019. [Fragmento].

No processo de compreensão do texto intitulado “Pouca leitura dificulta escrita e prejudica lado profissional”, é necessária a realização de inferências que partem de informações dadas.

Entre as informações explicitamente apresentadas pela autora nesse texto, tem-se a de que

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks

Em setembro de 2015, a Volkswagen admitiu ter instalado em cerca de 11 milhões de veículos a diesel mundo afora um software capaz de driblar testes de controle de emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. O escândalo ficou conhecido como “Dieselgate”.

Com o programa, os motores indicavam ser mais limpos do que eram de fato nas ruas. Até agora, o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen, cujo ex-diretor-executivo está sendo investigado.

A Alemanha não se responsabilizou em nenhum momento pela recuperação moral e financeira da empresa, mesmo quando esta afetou a imagem do setor e seu mercado financeiro global. Vale ressaltar que o país é conhecido mundialmente pela força de sua indústria automobilística.

A revelação lançou a empresa em uma das piores crises de seus 80 anos de história e afetou outras montadoras, apesar de não haver acusações contra elas. Na França, as ações da Peugeot e da Renault também caíram.

Na Alemanha, um automóvel é mais que só uma caixa de metal sobre quatro rodas. Isso acontece porque o país se orgulha de seus carros: são símbolos de confiabilidade, perícia técnica e engenharia. Lá, estima-se que um em cada sete empregos esteja de alguma forma vinculado à indústria automobilística e o escândalo dessa montadora respingou direta ou indiretamente em mais de 30% da população.

JORNAL DO BRASIL. Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks. Jornal do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 4 abr. 2017 (Adaptação).

Releia os trechos a seguir.

1) “Até agora, o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen [...]”

2) “[...] um em cada sete empregos esteja de alguma forma vinculado à indústria automobilística [...]”

Em relação aos acentos indicativos de crase desses trechos, é possível afirmar:

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TEXTO I

A origem do termo metalinguagem deve-se à pesquisa de David Hilbert (1862-1943), que introduziu a concepção de Matemática como sistema meramente sintático dedutivo e criou sistemas particulares para a verificação dos sistemas simbólicos, os quais foram chamados de metamatemáticos. De maneira análoga, os “lógicos poloneses” e Rudolf Carnap (1891-1970) denominaram de “metalinguagem” qualquer sistema linguístico (por exemplo, a linguagem da Lógica, da Gramática, etc.) que não conduza às denotata extralinguísticas, mas que, semanticamente, conduza a símbolos e fatos linguísticos. [...].

SÃO JOÃO, Adriano; SILVA, João Henrique. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

Releia o trecho a seguir.

“[...] denominaram de “metalinguagem” qualquer sistema linguístico (por exemplo, a linguagem da Lógica, da Gramática, etc.) que não conduza às denotata extralinguísticas, mas que, semanticamente, conduza a símbolos e fatos linguísticos.”

Em relação ao uso do acento indicativo de crase nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Os urubus e os sabiás

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores.

Foi assim que eles organizaram concursos e os deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos

tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás....

Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

– Onde estão os documentos dos seus concursos?

E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente...

– Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, 1984. p. 61-62.

Em relação ao gênero textual, essa narrativa de Rubem Alves caracteriza-se como uma fábula porque relata um(a)