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Leia o poema Igreja, de Carlos Drummond de Andrade.

Igreja

Tijolo

areia

andaime

água

tijolo.

O canto dos homens trabalhando trabalhando

mais perto do céu

cada vez mais perto

mais

– a torre.

E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.

O padre que fala do inferno

sem nunca ter ido lá.

Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.

Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.

A manhã pintou-se de azul.

No adro ficou o ateu,

no alto fica Deus.

Domingo . . .

Bem bão! Bem bão!

Os serafins, no meio, entoam quirieleisão.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Igreja. Disponível em: . Acesso em: 31 mar. 2017.)

Em relação a esse poema, assinale a alternativa CORRETA.

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Leia este texto.

Do ponto de vista da norma-padrão da língua portuguesa, no contexto dessa tirinha, há erro na

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TEXTO III

[...]

Se boa parte do nosso tempo de vida é dedicado a atividades que nos tragam retorno financeiro, não sobram horas do dia para cuidarmos de nós mesmos, dos outros e do ambiente que nos cerca. Não temos mais tempo para o cultivo e a preparação de alimentos, para o cuidado com as crianças, os idosos e os doentes, para a brincadeira, para a arte. Isso é boa notícia para a economia, pois há sempre um produto ou serviço que podemos adquirir para suprir essas necessidades.

Nesse cenário, não basta fazermos novas escolhas de consumo. Não basta trabalharmos com propósito ou sermos as pessoas que vão ofertar novos produtos e serviços, mais justos e sustentáveis.

Nada disso basta se seguirmos interpretando o mundo pelos mesmos óculos. Para nos libertarmos de um modelo econômico que destrói a natureza e nos afasta de toda e qualquer conexão significativa, temos que nos libertar de suas premissas. A liberdade não reside na escolha de consumo (“o que consumir?”), nem de produção (“com o que trabalhar?”), mas na escolha de como fazê-los.

Por mais contra intuitivo que pareça, a gente só transforma quando transcende – rufam tambores – a forma. Se focarmos exclusivamente em conteúdo, podemos terminar em um mundo cheio de corporações para salvar baleias e redes de varejistas de produtos orgânicos. Vamos competir por quem senta mais tempo em meditação ou supera as metas anuais de reciclagem. Vamos todos ter carros elétricos, cada um estacionado em sua respectiva garagem com teto verde. E nada disso vai solucionar a crise ambiental, a desigualdade ou a epidemia de solidão.

Não é possível solucionar o problema da escassez a partir da mentalidade da escassez. E para experimentarmos a não escassez, para nos conectarmos com a abundância, precisamos mudar o “como”. Uma nova economia passa necessariamente por uma nova forma de organização social.

[...]

HADDAD, Camila. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

De acordo com o texto, não é possível afirmar que:

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TEXTO I

A origem do termo metalinguagem deve-se à pesquisa de David Hilbert (1862-1943), que introduziu a concepção de Matemática como sistema meramente sintático dedutivo e criou sistemas particulares para a verificação dos sistemas simbólicos, os quais foram chamados de metamatemáticos. De maneira análoga, os “lógicos poloneses” e Rudolf Carnap (1891-1970) denominaram de “metalinguagem” qualquer sistema linguístico (por exemplo, a linguagem da Lógica, da Gramática, etc.) que não conduza às denotata extralinguísticas, mas que, semanticamente, conduza a símbolos e fatos linguísticos. [...].

SÃO JOÃO, Adriano; SILVA, João Henrique. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

De acordo com o texto I, é possível afirmar que:

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks

Em setembro de 2015, a Volkswagen admitiu ter instalado em cerca de 11 milhões de veículos a diesel mundo afora um software capaz de driblar testes de controle de emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. O escândalo ficou conhecido como “Dieselgate”.

Com o programa, os motores indicavam ser mais limpos do que eram de fato nas ruas. Até agora, o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen, cujo ex-diretor-executivo está sendo investigado.

A Alemanha não se responsabilizou em nenhum momento pela recuperação moral e financeira da empresa, mesmo quando esta afetou a imagem do setor e seu mercado financeiro global. Vale ressaltar que o país é conhecido mundialmente pela força de sua indústria automobilística.

A revelação lançou a empresa em uma das piores crises de seus 80 anos de história e afetou outras montadoras, apesar de não haver acusações contra elas. Na França, as ações da Peugeot e da Renault também caíram.

Na Alemanha, um automóvel é mais que só uma caixa de metal sobre quatro rodas. Isso acontece porque o país se orgulha de seus carros: são símbolos de confiabilidade, perícia técnica e engenharia. Lá, estima-se que um em cada sete empregos esteja de alguma forma vinculado à indústria automobilística e o escândalo dessa montadora respingou direta ou indiretamente em mais de 30% da população.

JORNAL DO BRASIL. Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks. Jornal do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 4 abr. 2017 (Adaptação).

Releia o trecho a seguir.

“[...] o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen [...]”

Em relação à palavra destacada, analise as afirmativas a seguir.

I. Significa, nesse contexto, confusão, complicação.

II. Trata-se de um substantivo próprio.

III. É determinado pelo adjetivo “judicial”.

De acordo com o texto e a norma padrão, estão corretas as alternativas:

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Leia o trecho a seguir de Aqueles dois, de Caio Fernando Abreu.

“Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul, do centro, do leste – e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém naquela cidade – de certa forma, também em nenhuma outra –, a não ser a si próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente verdadeiro.”

ABREU, Fernando Caio. Aqueles dois. p. 22-23. Disponível em: . Acesso em: 31 mar. 2017.

De acordo com esse trecho, pode-se dizer que o narrador desse conto de Caio Fernando de Abreu é um:

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Leia o trecho de entrevista concedida pelo escritor português José Saramago ao Jornal O Globo.

O GLOBO: O senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo? [...]

SARAMAGO: A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, criar polêmicas, estimular discussões. Mas isto não significa que a literatura tenha poder para mudar o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes multinacionais que evidentemente não nasceram para ser agentes da nossa felicidade.

O GLOBO. Rio de Janeiro, 20 mar. 2004. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/jornal/Suplementos/ ProsaeVerso/141256336.as>. Acesso em: 29 ago. 2018.

A literatura está associada à forma de expressão que se realiza por meio da palavra e que se manifesta por meio de representações da realidade e do imaginário.

De acordo com a resposta dada ao entrevistador, Saramago reconhece que a literatura

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

RIO DE JANEIRO – Entro na farmácia e peço um remédio. A moça do balcão nem vacila. Volta-se para um computador à sua frente, digita o nome do produto e me informa: “A importação desse medicamento foi descontinuada”. Foi interrompida, ela quis dizer. Des + continuar = interromper. Não é uma sorte que alguns de seus clientes saibam um pouco de português?

Um dos ambientes mais desagradáveis hoje no Brasil são as farmácias. Quando se entra numa, atravessam-se longos corredores formados por estandes, os quais exibem fartas opções de xampus, sabonetes, desodorantes. Os outros setores são igualmente bem servidos. [...]

Tudo isso é formidável, exceto que o setor de remédios se resume a uma parede no fundo da farmácia, e, em 90% dos casos, está desabastecido do medicamento que você procura. Não precisa ser algo complicado, como um dentifrício especial para boca seca, um anticonvulsivante que exige receita médica [...] Remédios muito mais simples, de fabricação nacional, vivem em falta. [...]

CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo. 12 set. 2012. Disponível em: . Acesso em 4 set. 2019. [Fragmento]

Nesse texto, o protagonista deduz o significado do termo “descontinuada” a partir da decomposição “Des + continuar = interromper”.

Considerando o processo de formação das palavras “descontinuar”, “interromper” e “desagradar”, conclui-se que são formadas por

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Leia o texto a seguir para responder a questão.

Os urubus e os sabiás

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores.

Foi assim que eles organizaram concursos e os deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos

tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás....

Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

– Onde estão os documentos dos seus concursos?

E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente...

– Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, 1984. p. 61-62.

O texto Os urubus e os sabiás remete a um mundo de ficção, a um lugar e a um tempo em que “os bichos falavam”. Conforme afirma a linguista Irandé Antunes “na verdade, essa ida a um ‘mundo que não existiu’ é apenas um pretexto para se pôr em questão algum elemento do ‘mundo que existe’”.

Considerando esse universo de referência, o mundo fictício que serve de cenário ao acontecimento

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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks

Em setembro de 2015, a Volkswagen admitiu ter instalado em cerca de 11 milhões de veículos a diesel mundo afora um software capaz de driblar testes de controle de emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. O escândalo ficou conhecido como “Dieselgate”.

Com o programa, os motores indicavam ser mais limpos do que eram de fato nas ruas. Até agora, o imbróglio judicial já custou mais de € 20 bilhões à Volkswagen, cujo ex-diretor-executivo está sendo investigado.

A Alemanha não se responsabilizou em nenhum momento pela recuperação moral e financeira da empresa, mesmo quando esta afetou a imagem do setor e seu mercado financeiro global. Vale ressaltar que o país é conhecido mundialmente pela força de sua indústria automobilística.

A revelação lançou a empresa em uma das piores crises de seus 80 anos de história e afetou outras montadoras, apesar de não haver acusações contra elas. Na França, as ações da Peugeot e da Renault também caíram.

Na Alemanha, um automóvel é mais que só uma caixa de metal sobre quatro rodas. Isso acontece porque o país se orgulha de seus carros: são símbolos de confiabilidade, perícia técnica e engenharia. Lá, estima-se que um em cada sete empregos esteja de alguma forma vinculado à indústria automobilística e o escândalo dessa montadora respingou direta ou indiretamente em mais de 30% da população.

JORNAL DO BRASIL. Alemanha não se responsabilizou por escândalo da Volks. Jornal do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 4 abr. 2017 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir.

I. O texto pode ser interpretado como uma crítica ao Governo brasileiro que, com frequência, socorre empresas nacionais envolvidas em problemas de diversas naturezas.

II. Os problemas da Volkswagen atingiram escala global, uma vez que alcançaram empresas de outros setores em outros países do mundo.

III. A indústria automobilística é uma das principais da Alemanha.

Considerando esse editorial do Jornal Brasil, estão corretas as afirmativas: