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Leia este verbete de dicionário criado por Luis Fernando Verissimo.

Alfabeto

E – conjunção. Importantíssima. Sem o E, muitas frases ficariam ininteligíveis, dificultando ainda mais a comunicação entre as pessoas. Em compensação, não existiriam as duplas caipiras. V

VERISSIMO, Luis Fernando. O Estado de São Paulo, 22 dez. 2002.

Em geral, a conjunção “e” estabelece uma relação de sentido que remete à adição, mas nem sempre essa conjunção expressa essa ideia.

Assinale a alternativa em que não se tem essa ideia aditiva:

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Existem vários livros destinados a esclarecer dúvidas no uso da língua portuguesa. Entre as dúvidas mais comuns nesses livros, destacam-se: 1) quando se emprega “aonde” e “onde”? e 2) como usar o verbo “haver”?.

Ao analisar as respostas a essas questões, depreende-se que, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,

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Leia este texto.

“Na Língua Portuguesa, quando ocorre uma fusão entre uma preposição a com o artigo a / as, com pronome demonstrativo a/as e com a vogal inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, aquilo, aplica-se o acento grave para assinalar crase, ou seja, a fusão das duas vogais.”

EMEDIATO, Wander. A fórmula do texto. São Paulo: Geração Editorial, 2007. p. 248.

Além de sinalizar a contração entre vogais idênticas, uma importante função do emprego da crase é evitar ambiguidade, como em:

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INSTRUÇÃO: Leia o Texto para responder à questão.

TEXTO

Um alerta de 1977 para a crise da água

“Água de São Paulo está no fim, diz Nogueira Neto” foi o título de uma reportagem da Folha há 37 anos. A matéria, na edição de 25 de maio de 1977 (Primeiro Caderno, pág. 12), noticiava o alerta de Paulo Nogueira Neto, professor de Ecologia da USP e titular da Sema (Secretaria Especial do Meio Ambiente), do Governo Federal, que ele comandou de 1974 a 1986.

Nessa reportagem, o então secretário federal destacou São Paulo e Belo Horizonte como “exemplos típicos de má utilização da água doce” no Brasil. Ele afirmou que as duas cidades deveriam “cuidar urgentemente da preservação de seus recursos hídricos”, ressaltando que a situação da capital paulista era “particularmente delicada”, pois os mananciais que a abasteciam já naquela época seriam posteriormente necessários para atendimento à região metropolitana que começava a se formar em Campinas. [...]

Omissões

Passados esses 37 anos, São Paulo nunca adotou uma política para uma verdadeira utilização racional de seus recursos hídricos. Nesse período, o estado não impediu nem reverteu a invasão e o adensamento populacional de áreas de proteção de mananciais e teve resultados pífios na redução do elevado nível de perdas de água no seu próprio sistema de distribuição.

[...]

Imediatismo

O alerta do titular da Sema em 1977 não foi o único desde aquela época. Foram frequentes avisos de outros especialistas, principalmente de um dos maiores estudiosos dos recursos hídricos do Brasil nas últimas décadas do século passado, o geólogo Aldo da Cunha Rebouças (1937-2011), também professor da USP.

[...]

Disponível em: http://mauriciotuffani.blogfolha.uol.com. br/2014/11/13/um-alerta-de-1977-para-a-crise-da-agua/. Acesso em: 31 mar. 2015 (Adaptação).

A partir da leitura do Texto , é CORRETO afirmar:

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TEXTOIII

[...]

Se boa parte do nosso tempo de vida é dedicado a atividades que nos tragam retorno financeiro, não sobram horas do dia para cuidarmos de nós mesmos, dos outros e do ambiente que nos cerca. Não temos mais tempo para o cultivo e a preparação de alimentos, para o cuidado com as crianças, os idosos e os doentes, para a brincadeira, para a arte. Isso é boa notícia para a economia, pois há sempre um produto ou serviço que podemos adquirir para suprir essas necessidades.

Nesse cenário, não basta fazermos novas escolhas de consumo. Não basta trabalharmos com propósito ou sermos as pessoas que vão ofertar novos produtos e serviços, mais justos e sustentáveis.

Nada disso basta se seguirmos interpretando o mundo pelos mesmos óculos. Para nos libertarmos de um modelo econômico que destrói a natureza e nos afasta de toda e qualquer conexão significativa, temos que nos libertar de suas premissas. A liberdade não reside na escolha de consumo (“o que consumir?”), nem de produção (“com o que trabalhar?”), mas na escolha de como fazê-los.

Por mais contra intuitivo que pareça, a gente só transforma quando transcende – rufam tambores – a forma. Se focarmos exclusivamente em conteúdo, podemos terminar em um mundo cheio de corporações para salvar baleias e redes de varejistas de produtos orgânicos. Vamos competir por quem senta mais tempo em meditação ou supera as metas anuais de reciclagem. Vamos todos ter carros elétricos, cada um estacionado em sua respectiva garagem com teto verde. E nada disso vai solucionar a crise ambiental, a desigualdade ou a epidemia de solidão.

Não é possível solucionar o problema da escassez a partir da mentalidade da escassez. E para experimentarmos a não escassez, para nos conectarmos com a abundância, precisamos mudar o “como”. Uma nova economia passa necessariamente por uma nova forma de organização social.

[...]

HADDAD, Camila. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

Releia o trecho a seguir.

“Nada disso basta se seguirmos interpretando o mundo pelos mesmos óculos.”

A palavra destacada nesse trecho não é sinônimo de:

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TEXTO II

[...]

A primeira parte do livro de Charaudeau dedica-se a situar o leitor sobre O que é opinião pública. Para Charaudeau, antes de compreender como se dá a construção da opinião, é preciso conhecer outro processo, o da construção de uma identidade coletiva. Evidentemente complexa, a construção identitária exige o gerenciamento de múltiplos pertencimentos que são, ao mesmo tempo, coletivos (familiares, regionais, de costumes, de valores, etc.) e individuais (a necessidade de singularidade dos sujeitos). Essa identidade coletiva se constrói a partir da percepção da diferença do outro e a partir do compartilhamento de opiniões, conhecimentos, valores, gostos, etc. A identidade é, portanto, uma identidade cultural, “um vínculo social, o espelho no qual os indivíduos se reconhecem como pertencentes a um mesmo conjunto, a uma mesma entidade, e que norteia a conduta na vida em sociedade” (CHARAUDEAU, 2016, p. 27).

[...]

ASSIS, André William Alves. Disponível em: . Acesso em: 8 set. 2017 [Fragmento adaptado].

Releia o trecho a seguir.

“A identidade é, portanto, uma identidade cultural [...]”

A palavra destacada confere ao trecho uma ideia de:

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Texto

Figurinhas viram febre nas mensagens de celular e inspiram debates sobre o futuro da comunicação

Para especialistas, estamos conversando mais e melhor

Jan Niklas e Luiza Barros

Febre do momento, as figurinhas (ou stickers, em inglês)
são o exemplo mais recente de como a tecnologia anda
criando ferramentas para nos comunicarmos – ou nos
trumbicarmos.

[05] Ao lado dos emojis, elas seduzem por serem divertidas,
fofas, criativas. Mas também por preencherem lacunas da
linguagem verbal.

– A escrita sempre tentou trazer um pouco da oralidade,
usando sinais como o ponto de exclamação e reticências.
[10] Mas, nesse aspecto, sempre foi limitada – reconhece a
professora da Faculdade de Letras da UFMG Vera Menezes. – Com emojis e stickers, você transmite com facilidade a ironia, a brincadeira.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/figurinhas-viram-febre- -nos-celulares-inspiram-debates-sobre-futuro-da-comunicacao-23772274. Acesso em: 18 set. 2019.

A oração “por serem divertidas, fofas, criativas” (linhas 5-6) veicula uma ideia de:

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Leia este texto.

De acordo com Othon Garcia, em seu livro Comunicação em Prosa Moderna, “argumentar é basicamente convencer ou tentar convencer, mediante a apresentação de razões, em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente”.

A linguagem utilizada nesse texto não verbal evidencia argumentos, fazendo alusão à evolução humana, que conduzem à(ao)

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Partindo do princípio de que os gêneros textuais referem-se aos textos materializados que encontramos em nossa vida diária e apresentam características sociocomunicativas definidas pelos elementos composicionais, conteúdo temático, função e estilo; identifique os gêneros descritos a seguir.

I - apresenta uma curta narrativa escrita pelo mesmo autor, na qual são relatados fatos cotidianos e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência.
II - é um gênero textual que tem a finalidade de promover um produto de uma marca ou uma empresa, ou ainda de promover uma ideia.

III - ilustração humorística que envolve a caricatura de um ou mais personagens, feita com o objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade.
IV - gênero baseado no testemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras e, numa perspectiva atual, em histórias vividas por pessoas, relacionadas com o seu contexto.

São, respectivamente:

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Observe:

“Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas...”

Recurso de concordância semelhante ao utilizado pela autora no período acima ocorre em: