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Uma brasileira ganhou uma bolsa de estudos para estudar em uma universidade dentro de uma unidade da NASA após ter encontrado uma solução para ajudar a resolver a questão da falta de água, um problema global que já atinge fortemente cidades como São Paulo.

Mariana Vasconcelos, de 23 anos, criou uma plataforma que conecta um aplicativo para celulares a sensores instalados na terra para que agricultores saibam a quantidade exata de água necessária para a atividade agrícola. A jovem empreendedora diz que o sistema promove uma economia de água entre 30% e 70%. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70% da água do mundo é utilizada para irrigação na agricultura, porém 50% deste volume é desperdiçado durante o processo.

Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/start/brasileira-de-23-anos-ganha-bolsa-em-universidade-danasa>. Acesso em: 23 abr. 2015.

O texto acima se refere à:

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O texto refere‐se à questão.

TEXTO
O Sermão do Mandato

O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-­‐se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa­‐lhe o arco, com que já não tira, embota-­lhe as setas, com que já não fere, abre­‐lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-­lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-­lhes os defeitos, enfastia-­lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-­se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.
VIEIRA, Antônio. Sermão do Mandato. In: Sermões. 8ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1980.

O autor afirma que “São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito.”. Relacionando tal afirmação ao que diz todo o texto, pode-se inferir que:

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Leia, atentamente, o texto para responder à questão.

TEXTO

Redução da idade penal: 'pérola' do popularismo penal
Tais como os abutres, aproveitam-­‐se dos cadáveres das vítimas e da dor das suas famílias para defender soluções milagreiras

Pedro Montenegro
Todas as vezes em que ocorrem homicídios com o envolvimento de adolescentes reacende o debate acerca da redução da maior idade penal. As vozes rancorosas dos popularistas penais ecoam em generosos espaços da grande mídia, bradando pela redução da maior idade penal como sendo a salvação para a barbárie brasileira.
Ensina o festejado professor Eugenio Raúl Zaffaroni que o popularismo penal é uma demagogia que explora o sentimento de vingança das pessoas, mas, politicamente falando, é uma nova forma de autoritarismo. A violência aumenta porque aumentou a miséria. Os anos 1990 foram os anos do festival do mercado: os pobres ficaram mais pobres e alguns ricos, nem todos, mais ricos. Os mesmos autores dessa política de polarização da sociedade são os que hoje pedem mais repressão sobre os setores vulneráveis da população. Querem mais mortos e, entre os infratores e policiais, mais “guerra”. No final, eles são invulneráveis a essa violência. A “guerra” que pedem é a “guerra” entre pobres e/ou contra os pobres. Os males do popularismo penal são devastadores na vida social.
[...]
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/reducao-­‐da-­‐idade-­‐penal-­‐e-­‐a-­‐perola-­‐do-­‐popularismo-­‐ penal/>. Acesso: 17/09/2014. Adaptado.

No trecho, “...o popularismo penal é uma demagogia que explora o sentimento de vingança das pessoas...”, pode-­se inferir o seguinte significado para a palavra destacada:

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O texto refere‐se à questão.

TEXTO
O Sermão do Mandato

O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-­‐se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa­‐lhe o arco, com que já não tira, embota-­lhe as setas, com que já não fere, abre­‐lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-­lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-­lhes os defeitos, enfastia-­lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-­se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.
VIEIRA, Antônio. Sermão do Mandato. In: Sermões. 8ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1980.

No trecho “...porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho.”, a palavra destacada exprime, no contexto, relação de:

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TEXTO

BALA PERDIDA

Acorda, levanta, vai ganhar a vida...

(Disparos)

...passou tão rápida.

FREIRE, Wilson. Bala perdida. In: FREIRE, Marcelino (org.). Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século. Cotia: Ateliê Editorial, 2004. 2ª ed. p.74

Releia o seguinte fragmento do Texto: “...passou tão rápida.”

No que se refere ao uso do vocábulo em destaque, assinale a alternativa CORRETA.

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A seguir, leia o texto, do escritor juiz-forano Edimilson de Almeida Pereira, para responder à questão.

TEXTO

Relato

A notícia
irrompe de afluentes oclusos.
Nem há gentileza, o morno espanto das notícias.
Teus braços
dilatam outros tempos,
a dolorosa crise que desperta
dominadores e dominados.
Falaria, amor, de amor,
despido da sentimental mercadoria
que nos atormenta.
A notícia
demove as paisagens claras.
Nem há receio,
o forte impacto das notícias.
Com que humor
o relato de nossa extinção
Desponta nos olhos.

PEREIRA, Edimilson de Almeida. Lugares Ares: obra poética 2. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003, p. 46. Adaptado.

No poema “Relato”, o poeta apresenta o caráter mercantil e especulativo da notícia. Marque o verso através do qual subentende-se essa crítica.

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A seguir, faça a leitura do conto “Dois velhinhos” e responda àQuestão.

DOIS VELHINHOS

Dois inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela do asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora. Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado anuncia o primeiro:
— Um cachorro ergue a perninha no poste.
Mais tarde:
— Uma menina de vestido branco pulando corda.
Ou ainda:
— Agora é um enterro de luxo.
Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.
Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.
Cochila um instante — é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo.
TREVISAN, Dalton. Quem tem medo de vampiro? São Paulo: Ática, 1998. p.69.

Na sentença “Dois inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo”, o uso das vírgulas justifica-se:

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Leia o poema de autoria de Cecília Meireles e responda à questão.

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmoro ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
MEIRELES, Cecília. Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991.

Analise as proposições a seguir.

I. O termo “instante”, no poema, não está relacionado apenas ao tempo, mas às circunstâncias especiais que o poeta muitas vezes é capaz de captar e que registra em seus poemas.

II. O verso “Eu canto porque o instante existe” apresenta uma conjunção explicativa que retoma o título do poema, uma vez que explica o motivo de o eu lírico cantar as experiências singulares vividas a cada instante.

III. No verso “Irmão das coisas fugidias”, a palavra “fugidias” poderia ser substituída por “constantes” sem alteração de sentido.

IV. Na terceira estrofe, pode-se dizer que há presença de várias antíteses, como em: “desmorono/edifico”; “permaneço/me desfaço”; “se fico/passo”.

Marque a alternativa CORRETA.

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Leia o trecho a seguir:

Tu és chuva e eu sou a terra; tu és ar e eu sou fogo; tu és estrume, eu sou raiz.

(linha 11)

Marque a alternativa CORRETA que melhor demonstra a intenção da personagem masculina ao equiparar os pares de elementos a si e à personagem feminina.

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Leia, atentamente, o texto para responder à questão.

TEXTO

Redução da idade penal: 'pérola' do popularismo penal
Tais como os abutres, aproveitam-­‐se dos cadáveres das vítimas e da dor das suas famílias para defender soluções milagreiras

Pedro Montenegro
Todas as vezes em que ocorrem homicídios com o envolvimento de adolescentes reacende o debate acerca da redução da maior idade penal. As vozes rancorosas dos popularistas penais ecoam em generosos espaços da grande mídia, bradando pela redução da maior idade penal como sendo a salvação para a barbárie brasileira.
Ensina o festejado professor Eugenio Raúl Zaffaroni que o popularismo penal é uma demagogia que explora o sentimento de vingança das pessoas, mas, politicamente falando, é uma nova forma de autoritarismo. A violência aumenta porque aumentou a miséria. Os anos 1990 foram os anos do festival do mercado: os pobres ficaram mais pobres e alguns ricos, nem todos, mais ricos. Os mesmos autores dessa política de polarização da sociedade são os que hoje pedem mais repressão sobre os setores vulneráveis da população. Querem mais mortos e, entre os infratores e policiais, mais “guerra”. No final, eles são invulneráveis a essa violência. A “guerra” que pedem é a “guerra” entre pobres e/ou contra os pobres. Os males do popularismo penal são devastadores na vida social.
[...]
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/reducao-­‐da-­‐idade-­‐penal-­‐e-­‐a-­‐perola-­‐do-­‐popularismo-­‐ penal/>. Acesso: 17/09/2014. Adaptado.

Em “No final, eles são invulneráveis a essa violência.”, a palavra destacada refere-­se: